Iniciou suas obrigações em 1907 pela mãos de Mãe Aninha, fundadora do Axé
Opô Afonjá.
Em
1938, Mãe Senhora foi escolhida para suceder Mãe Aninha nos encargos do Axé
Opô Afonjá, sob o título de Iyalaxé Opô Afonjá, que em português
significa “mãe do Axé Opô Afonjá”.
Em agosto de 1952, o rei Alafin de Oyo, rei dos yorubá, na Nigéria.
Concedeu-lhe o título honorífico de Iyá Nassô, que em Oyo, se refere às
sacerdotisas encarregadas do culto de Xangô.
Assim, reinicia as antigas relações religiosas entre a África e o estado da
Bahia. Mãe Senhora manteve permanente
intercâmbio cultural com reis e personalidades do culto dos orixás na África.
No
dia 4 de novembro de 1958, Mãe Senhora completou 50 anos de sua iniciação
religiosa, dedicada a Oxum, seu orixá.
Continuando a tradição de Mãe Aninha, Mãe Senhora recebeu durante anos, no
Opô Afonjá, personalidades de todo o país: cientistas, escritores e artistas,
colocando-os em contato com a cultura milenar de raízes africanas, que a cada
ano que passava se tornava mais popular na Bahia, e que futuramente se
espalharia pelo estado do Rio de Janeiro e daí para outros estados.
Mãe
Senhora morreu em 1967.