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UNIÃO DE CULTURA NEGRA EM SANTA CATARINA |
INFORMATIVO UNIAFRO N.º 11 - Maio, Junho e julho de 2002
www.uniafro.hpg.com.br / e-mail: uniafro@ieg.com.br
DISTRIBUIÇÃO GRATUÍTA
CURSOS ADMINISTRADOS PELA UNIAFRO
Introdução
aos ritmos de Candomblé de Angola, de Ketu e de
Ijexá;
2.
A
dança afro moderna com base na cultura do orixá;
3.
Introdução
ao Jogo de Búzios
4.
A
ética na cultura religiosa afro-brasileira.
5.
Curso
de artesanato
6.
Curso
de Inglês Básico
uniafro@ieg.com.br - Fones: 910-20975 / 346-2673
DENÚNCIA
DE VIOLÊNCIA
Bom
dia. Retransmito email recebido da professora Jeruse Romão com grave denúncia
ocorrida em Florianópolis, a quem me solidarizo, Ivair, Brasília:
"Companheiros/as,
Cumpre-me informar-lhes com muita indignação, que na data de ontem foi
assassinado em Florianópolis/SC Gustavo, filho da Companheira, negra, feminista
VERA FERMIANO, do Fórum de Mulheres Negras e da Casa da Mulher Catarina.
A mídia local e a grande mídia nacional tem, nos últimos dois anos
propagado a idéia de que a cidade de Florianópolis "é o melhor lugar do
mundo em qualidade de vida". Não publica os meios de comunicação os
protestos dos movimentos sociais Florianópolitanos que contestam essa visão de
paraíso baseados nas atuações que realizam nas comunidades da cidade. Não
sendo mais possível esconder embaixo do tapete o fato, há 60 dias, os jornais
locais advertem para uma estatística macabra: informam que em meio ano já
foram assassinados mais de 100 pessoas no Estado e, a grande maioria assassinada
por envolvimento com o narcotráfico. E a grande maioria dos mortos ou dos que
matem são jovens, negros e carentes. Não precisa ser gênio para analisar o
que ocorre em Santa Catarina, e em especial, em Florianópolis. Com o
crescimento populacional trazido pelo slogan institucional, o do "o melhor
lugar do mundo" (segundo o ultimo censo foi a capital que registrou maior
crescimento populacional) chegou aqui a classe media/alta, branca , dos grandes
centros, com empregos garantidos e com excelente condição de vida. Esse
suposto incremento retoca um retrato já existente e a segregação social e
racial torna-se mais aguda. Concomitantemente, o narcotráfico instala-se em
Florianópolis em proporções assustadoras... a droga traz junto as armas...
muitas e poderosas armas... os morros tornam-se lugares de risco para quem mora
e para quem desenvolve algum tipo de intervenção política. Rapidamente as
gangues se organizam e rivalizam. Como resultado... mortos! Mortos! Mortos! Do
ponto de vista governamental... nenhuma resposta... Políticas publicas
especificas são consideradas " racismo as avessas "... e enquanto o
centro da capital e os redutos de acesso da classe média branca ganham construções
e investimentos significativos... os morros ficam abandonados as normas e as
regras do narcotráfico. E sem a presença do Estado."
Jeruse
Romão
Coordenadora do Fórum de Mulheres Negras de Florianópolis
COTAS PARA NEGROS
Eqüidade Sem Tempestividade?
(Marcus Luna BA
Opinião
30/08/2002)
“Ousarei expor aqui a mais importante,
a maior e mais útil regra de toda a educação: é não ganhar tempo, mas perdê-lo”.
Rousseau “Nunca se apressa a espada celestial, nem se atrasa a não ser pela
opinião de quem a invoca ou teme, por sinal”. Dante Alighieri Um contencioso
diálogo armou-se nas últimas semanas entre as entidades que lutam pelos
direitos dos excluídos socioeconômicos – vide os afro-descendentes - e as
Universidades públicas brasileiras, incluindo-se personalidades políticas.
Desde logo, ressaltemos a não-originalidade desta temática, tanto quanto aos
efeitos socioculturais e econômicos da medida, uma vez decretada por lei ou
norma institucional. Em outras palavras, a percepção no Brasil do longo
processo discriminatório entre classes sociais como o principal viés a ser
destacado, para a justificar-se aquele contingenciamento de vagas para uma
determinada etnia, certamente não terá o mesmo resultado dos Estados Unidos da
América. Com esta breve introdução, vamos ao cerne da nossa argumentação.
As desigualdades no Brasil – mensuradas pelo último censo do IBGE e atestada
por organismos como a ONU/Unesco e Banco Mundial – estão estruturadas
radicalmente na sociedade nacional desde a sua fundação, e a sua superação
somente dar-se-á de dois modos: a ruptura do atual contrato com o FMI e seus
sustentáculos políticos, e/ou uma revolução reconstituidora da sociedade,
desde uma democratização da educação fundamental até a implantação plena
do SUS, uma redistribuição das rendas e riquezas nacionais por meio, por
exemplo, de um salário mínimo nacional compatibilizado com os preceitos
constitucionais. O resgate da cidadania através de avanços acelerados na educação
não preencherá, ao nosso ver, os requisitos para uma efetiva transformação
do perfil das classes sociais mais inferiores. Sem querer desmerecer o apelo
midiático da medida – separar cotas para os mais carentes –, até porque a
definição do afro-descendente estaria inviabilizada por uma autenticação genética
e científica num caldeirão de etnias como a Bahia, este modo de selecionar
poderia ter uma perspectiva mais pragmática, e justa, através de uma competição
entre seus próximos aculturados, antevemos, desde já, que a eficácia da
cotização será abortada sem aquelas pré-condições mencionadas. Ademais, se
um plebiscito fosse tomado entre as populações mais carentes – ou entre
aqueles afro-descendentes inquestionáveis –, indagando-lhes se optariam por
um acesso mais vantajoso na graduação em nível superior ou por uma melhor
oportunidade na educação fundamental com profissionalização, aliados a uma
democratização do bem-estar, com mais acesso à saúde, à segurança social e
ao lazer; com mais salários e melhores empregos, tudo isto numa perspectiva de
governos sociais participativos a curto e médio prazos, qual seria a opção
vencedora? Alguém tem dúvida? Os argumentos pelo acesso às Universidades e às
profissões mais prestigiadas por parte dos brasileiros afro-descendentes são
plausíveis e pertinentes. A tempestividade e a eqüidade da medida que estipula
o percentual de 20%, de 30% ou 40% como reserva, parecem-nos insustentáveis ou
recheadas de oportunismos e personalismos. Admitir a proposta do governo
federal, por meio do MEC, como a mais adequada e mais prudente para o acesso dos
mais desvalidos às Universidades – a exemplo de oferecer subsídios aos mais
pobres para os cursos preparatórios de vestibulares; escalonar os percentuais
de acessos para os carentes anualmente e com uma avaliação de mérito escolar
etc. – é não cair numa unanimidade que é burra – royalties para Nelson
Rodrigues –, condenando e achando que FHC não teve qualquer acerto em sua era
governamental. Da mesma sorte, seria muita ingenuidade querer dar saltos para
realizar um resgate sociocultural que remonta pelos menos um século de existência.
“Só o tempo pode tornar os povos capazes de se governarem a si mesmo. A educação
se faz por meio de suas revoluções no cotidiano”, disse um dia Lamartine.
Finalmente, reconheço a tempestividade histórica das reivindicações sociais
quando colocam em cena os impasses ou as injustiças que constrangem àqueles
que pelejam politicamente pela democratização dos poderes. É inegável o
potencial da educação como alavanca para a redistribuição das riquezas
nacionais, e, desse modo, viabilizar a eqüidade na alocação dos recursos
financeiros nacionais. Devemos construir esse consenso até que uma nova ordem
política e econômica seja reinstalada no Brasil.
Marcos Luna é médico com pós-graduação na Harvard University/USA e na Ufba. Atualmente Conselheiro do Cremeb. drluna@cremeb.org.br
FOLHA DE S. PAULO - Cotidiano 25/03/2002
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"Racismo
Expulsa Criança Negra da Escola"
Afirmação
é de Petronilha Gonçalves e Silva, primeira negra a ocupar uma vaga no CNE,
conselho que auxilia o ministério
ANTÔNIO GOIS - DA SUCURSAL DO RIO
2º.)
A
professora Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva, 59, será a primeira negra a
ocupar uma vaga no Conselho Nacional de Educação (CNE). Sua indicação foi
oficializada no "Diário Oficial" da União na segunda-feira passada
pelo ministro Paulo Renato Souza (Educação) e por FHC. A escolha de uma negra
para uma das 24 cadeiras não se deu por acaso. Fazia parte de uma promessa de
Paulo Renato de incluir um representante dos negros e dos índios no conselho. A
representante dos índios é a professora Francisca Novantino Pinto de Angelo.
No caso de Petronilha, pesou o fato de sua produção acadêmica ter como foco a
presença do negro na educação brasileira. Para ela, as desigualdades raciais
na educação permanecem não por causa da falta de acesso ao ensino básico,
mas pela ausência de uma política que estimule a permanência do negro na sala
de aula. Além de fatores como a necessidade de trabalhar mais cedo para ajudar
a família, Petronilha cita o racismo e a falta de imagens do negro nos livros
didáticos como elementos que expulsam a criança negra da escola. Segundo ela,
o problema é de falta de conhecimento real da história dos negros no Brasil.
Uma história que começa, como lembra, na África, e não na chegada dos
escravos em solo brasileiro. Soluções para esses problemas, diz a professora,
devem ser discutidas no CNE, órgão que tem a função de auxiliar o MEC na
execução e elaboração de normas e políticas públicas para o ensino. A história
dos negros foi ensinada para Petronilha por sua família, e não na escola onde
estudou, em Porto Alegre (RS). Ela conta que suas avós, mesmo negras, chegaram
ao nível máximo de escolarização permitido a uma mulher no início do século
passado. Petronilha seguiu pelo mesmo caminho. Após seu doutorado em ciências
humanas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, fez pós-doutorado em
teoria da educação na Universidade da África do Sul, em Pretória, onde foi
professora visitante. Hoje, ela participa da coordenação do Núcleo de Estudos
Afro-Brasileiros da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos). Veja os
principais trechos de sua entrevista à Folha. Folha - A escola básica está
praticamente universalizada no Brasil, com quase todas as crianças tendo acesso
a ela. No entanto a impressão é que a diferença entre negros e brancos não
diminui. O que está errado? Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva - As escolas
estão recebendo as crianças negras em suas salas iniciais. Até a 4ª série
do ensino fundamental, o atendimento é até razoável. O problema é que não há
políticas públicas para garantir a permanência dessas crianças na escola.
Uma das razões para a evasão é que as famílias precisam de que os filhos
ajudem no orçamento, e muitas crianças negras têm de começar a trabalhar. Além
disso, inúmeros estudos têm mostrado que o racismo expulsa a criança da
escola. Um dos primeiros foi feito em 1985 pelo professor Luiz Roberto Gonçalves,
da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), e falava sobre o silêncio do
professor. Ele mostrava que a criança negra sofre discriminação de outros
colegas, mas o professor não sabe como lidar com isso ou não vê.
Folha
- Esse é um problema só do professor?
Petronilha
- Não. Há uma ausência quase absoluta de imagens da população negra nas
escolas. A gente vê figuras e cartazes da classe média, mas não vemos do
pobre, do negro, do gordo. No caso do povo negro, a história no Brasil não é
sequer devidamente apresentada. As imagens de negros em livros didáticos
aparecem quase sempre de forma negativa. A forma depreciativa com que se trata a
população negra faz com que o estudante se afaste da escola e não se
identifique com ela.
Folha
- Mas a história dos negros brasileiros é também uma história de sofrimento.
Querer apresentar outra versão não seria florear um fato histórico?
Petronilha - Desde "Casa Grande e Senzala" [de Gilberto Freyre, publicado em 1933" essa história foi floreada. Nós nos referimos aos africanos que vieram para o Brasil apenas como escravos. Mas as pessoas não se escravizaram, elas foram escravizadas. Foram trazidas para cá, mas antes disso tinham uma história. Há uma experiência interessante, na década de 80 na Bahia, de formação de professores de história da África pré-colonial. Há muitas coisas que a gente desconhece. Eu, pelo menos, nunca estudei na escola que havia reinos africanos, como o do Congo e do Zimbábue. Quando falamos de ruínas de antigas civilizações, falamos de Grécia e Roma. Ignora-se que já no século 13 havia três grandes universidades islâmicas na região onde hoje está Mali [África subsaariana". Os negros também descendem de gente educada, com cultura. Outra coisa que não se fala é que os negros escravizados eram trazidos de regiões onde tinham experiência agrícola, ou seja, não eram mão-de-obra desqualificada. O que falta é conhecimento real da história. Quem não se orgulha da história de seus antepassados que trouxeram desenvolvimento?
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Retransmito
email do Junior do grupo de estudantes enegrescer da UnB de Brasília. ivair
From: "enegreser" &" lt;enegreser@bol.com.br>
Date: Tue, 9 Apr 2002 20:56:14 -0300
NOTA
DE REPÚDIO
3º.) (Mais uma vez um estudante negro é vítima de agressão no Campus) Há alguns meses eu, França Junior, e outros integrantes do Grupo ENEGRESER viemos por meio de uma carta-denúncia trazer ao conhecimento público uma prática de racismo que sofremos em frente ao Centro Comunitário da Universidade de Brasília. Como era previsível, a violência racista que constrange o negro moral e fisicamente neste país iria seguir seu curso. Nós também vamos seguir o nosso, com a DENÚNCIA sempre. Portanto, vimos por meio desta NOTA DE REPÚDIO expor violência policial e danos morais infligidos a mim no dia 01 de abril de 2002, por volta de 17h15, na Casa do Estudante Universitário. Naquele momento eu estava no térreo do bloco A, ao telefone público, em plena negociação de um trabalho de tradução. Minha intenção seguinte seria ir ao Restaurante Universitário e depois dirigir-me à Escola São José, na cidade satélite de São Sebastião, onde leciono. Ocorre que de repente fui abordado por quatro soldados da polícia militar que chegaram em motos (suponho que sejam do BOPE). Eles desceram com armas em punho, sem nenhuma identificação, aos gritos de ordem para que eu me afastasse do telefone e colocasse as mãos na cabeça. Então fui compelido a encerrar minha ligação e perder o trabalho que estava sendo negociado. Sem entender a situação, perguntei do que se tratava e nada responderam além de continuarem a gritar as ordens e a apontarem as armas para mim. No local havia outros três estudantes e mais dois funcionários da portaria do prédio, todos brancos. Eu era o único negro presente naquele local. Um dos funcionários ainda tentou avisar os policiais de que sou estudante da universidade e morador daquela residência, porém nenhum deles considerou o aviso. Dirigiram-se somente a mim e a nenhum dos outros estudante presentes, obrigando-me a colocar as mãos na parede, num ato de puro racismo que infelizmente é bastante comum no cotidiano dos negros no Brasil, sobretudo no Distrito Federal. Minha posição de estudante universitário e trabalhador não me poupou de tamanha humilhação e constrangimento diante de terceiros. Mais uma vez sofri agressão dentro do Campus da Universidade de Brasília — ambiente predominantemente de brancos, — por ousar expor a negritude que me insere no estereótipo do “ladrão”, do “drogado”, do “traficante”, do “meliante” em geral que é sempre associado de forma preconceituosa às pessoas negras. Enfim, revistaram todo meu corpo e minha mochila em busca talvez de droga ou de alguma outra coisa por eles não declarada. Não encontraram nada que lhes interessassem. Revistaram ainda o aparelho telefônico em que eu estava e também não encontraram nada. Depois que deram por encerrada a ação, passei a conferir meus pertences e notei que faltava uma agenda e um cartão telefônico. Disse a um dos policiais que estava faltando tais objetos em minha mochila, ele respondeu de forma rude: “Por acaso você está acusando a polícia de roubo?”. Repliquei: “Não, você é quem está dizendo isso. Disse apenas que está faltando uma agenda e um cartão telefônico em minha mochila.” Nesse momento, um dos porteiros do prédio me indicou que tais objetos estavam jogados no chão. Foi então que percebi que os policiais haviam jogado fora alguns de meus pertences. Fui lá e os recolhi. A partir de então, começaram a me caluniar verbalmente. “Tá estudando pra ser burro, é?”, “O que está fazendo na universidade afinal, seu burro?”. Não lhes respondi e eles saíram fazendo as típicas piadinhas de mau gosto. Nenhum dos quatro me prestou qualquer esclarecimento ou identificação antes de ir embora. Deixamos relatada aqui, portanto, mais uma das abordagens violentas e completamente arbitrárias por parte da polícia militar no Campus da Universidade de Brasília e os danos morais disso decorridos. Esse não foi um ato isolado e vários outros precedentes já foram notificados na Casa do Estudante, sem mencionar outros locais do Campus. Em vista disso, fica o questionamento: “Quando será afinal que a reitoria desta universidade deixará de ser omissa e tomará a devida atitude moral e jurídica que coíba agressões arbitrárias de policiais militares neste ambiente acadêmico?”. Tais agressões devem ser combatidas e os responsáveis devidamente punidos e melhor orientados quanto as suas “investidas antidrogas”. Devem compreender também, em caráter de urgência, que NEGRO NÃO É SINÔNIMO DE FORA DA LEI.
Brasília, 04 de abril de 2002
França Júnior - Integrante do Grupo ENEGRESER - enegreser@bol.com.br
ÁFRICA,
EM RETALHOS
UMA BREVE HISTÓRIA
DA FEDERAÇÃO DA NIGÉRIA
A série de textos
que serão publicados a partir deste número, com a intenção de contar um
pouco da história da Nigéria devido a sua importância para a compreensão da
religião afro-brasileira cuja matriz principal é a cultura yoruba. Entendendo
melhor a cultura yoruba entenderemos melhor o culto aos Orixás e a transposição
de sua religião para o Brasil.
Bibliografia: História de La Federación de Nigéria.
Departamento de Información - Division de Publicidade Externa - Ikoyi, Lagos
(Material distribuído pelo Consulado Nigeriano em Buenos Aires -
Argentina)
Tradução: Apolônio A . da Silva - Coord. Adm. Uniafro/SC
A
NIGÉRIA PRECOLONIAL - Parte-I
Os povos da Nigéria têm uma história ampla e variada que começou a muitos séculos antes dos tempos coloniais. No século VIII, o Império de Kanem Bornu estava estabelecido ao norte do Rio Chad e seu poderio estendeu-se por todo o Sudão Ocidental durante vários séculos. Em 1067, o historiador árabe/espanhol, El Bekre, descreveu Kanem como um império que se estendia do Lago Chad ao Rio Níger. Ele relata que uma expedição diplomática visitou Túnis em 1237 durante o reinado de Mai Dunama Dabalami, rei que expandiu o poder de Kanem a partir de seu centro na região do Rio Chad aos arredores de Tripoli e de lá até ao alto Nilo na região Wadai. Depois de um período de expansão, Kanem iniciou um período de decadência que durou até o século XV, quando o rei Mai Ali Ghaji fundou uma nova cidade chamada Ngazargomu ao oeste do Rio Chad, restabelecendo o Império Kanem-Bornu. O rei mais importante do império foi o rei Mai Idis Alooma, que reinou durante o período de 1572 a 1603 e levou Bornu a um grande desempenho cultural e a um poderio militar enorme. Durante vários séculos, os povo de falares Kanuri, que constituiam o principal componente étnico do império Kanem-Bornu, se destacaram por terem conseguido evoluir à uma civilização com instituições políticas muito elaboradas. Os reis da dinastia Mai governavam Bornu com a ajuda de doze conselheiros de estado (associe isso aos 12 ministros de Xangô existentes nos candomblés da Bahia - grifo meu). As mulheres da família real (mãe, esposa e irmã do rei) também exercia muita influência nas decisões do rei. Ao oeste de Bornu havia 7 cidades-estado Hausa: Daura, Kano, Zau Zau (Zaria), Gobir, Katsima, Rano e Biram. Os estados Hausa têm sua origem, segundo sua crença religiosa, em Bayajidda ( Abuyazidu), que afirma Ter cruzado o deserto da Arábia à Bornu até a cidade-estado de Daura, onde matou uma serpente sagrada que há muito tempo vinha proibindo os habitantes de Daura de pegar água em um poço local (associe a serpente sagrada e a água ao culto de Oxumaré e Dan - grifo meu) . O guerreiro Bayajidda casou-se com a rainha de Daura e teve um filho a quem deu o nome de Bawo. Bawo teve 6 filhos que tornaram-se os primeiros reis de Daura, Kano, Zau Zau, Gobir, Katsina, e Rano. Estes estados nomeavam-se os 7 estados Hausa (Hausa Bokwoi), sendo Biram o sétimo estado. Sem dúvida, a história dos povos Hausa antecede muito a aparição de Bayajidda que ocorreu no século X. Provavelmente a história do guerreiro Bayajidda, que matou a serpente referia-se também de forma figurada a introdução de novos ideais religiosos que substituíram o antigo conceito de deus representado em forma de serpente por um outro sistema religioso e a mudança do direito de sucessão que passou de matriarcal para patriarcal.
OS
SETE ESTADOS HAUSA
Não obstante as diferenças étnica e culturas entre os grupos de língua hausa, os 7 estados de Hausa desenvolveram um idioma comum e mantinham um relacionamento relativamente pacífico entre si. Cada estado Hausa era independente dos demais, apesar de suas estruturas sócio-familiares e político-militar serem comuns, em cada território havia uma cidade central e fortemente fortificada que era a sede do governo. Entre essa capitais fortificadas, Kano tinha uma posição de domínio comercial no Sudão Ocidental, alcançando o seu ápice durante o reinado de Muhammed Rimfa (1463-1499), o mais importante de todos os reis Hausa de Kano. Durante seu reinado Kano expandiu-se consideravelmente. Muhammed Rimfa é lembrado por Ter reforçado a autoridade da monarquia em Kano, pelo cerco ao Mercado de Kurmi e por Ter transformado Kano em uma cidade islâmica com a ajuda dos missionários muçulmanos Al-Maghili e Abd-al-Rahman. A cidade Hausa de Zaria, tradicionalmente encarregada da defesa dos outros estados hausa contra as incursões militares provenientes do sul se distinguiu pelo reinado de duas rainhas famosas cujos feitos estão ligados a expansão de Zaria - as rainhas Bakwa Turunku, que mudou a capital para o sul da localização atual em 1536, e filha primogênita, a rainha Amina, famosa por sua proeza militar e por haver expandido o domínio de Zaria até uma vasta região próxima aos rios Níger e Bênue (associe essas última rainha com Iansã- grifo meu). A cidade-estado de Katisina, que ficava ao oeste de Kano e Daura, foi a maior rival de Kano na disputa do domínio do comércio no território hausa. Katsina também tornou-se um renomado centro de estudos islâmicos.
SARAVÁ
AS SANTAS ALMAS BENDITAS, OS NOSSOS QUERIDOS PRETO(AS) -VELHOS(AS)
AFRICANOS(AS)!
SARAVÁ
XANGÔ, SENHOR DOS RAIOS, DA JUSTIÇA E DOS TROVÕES!
SARAVA
EXÚ, MENSAGEIRO ENTRE A HUMANIDADE E A DIVINIDADE!
SARAVA
NANÃBURUKU, MÃE DA TERRA!
ENTIDADES E ORIXÁS REVERENCIADOS EM MAIO, JUNHO E JULHO
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Salúba Nanâ! |
Adorei as Almas! |
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MOMENTO PARA REFLEXÃO
O
CHORO DAS ESTRELAS
Estava
Deus, a caminhar, sossegadamente, pelo
universo...
Contemplava sua criação, e, aproveitando o
passeio, verificava se tudo estava correndo bem.
Em certo ponto de sua caminhada, deparou-se com uma de suas estrelas, num choro
compulsivo...
Com certa tristeza, aproximou-se e perguntou docemente: - Por que choras, minha
filha?
A pobre estrela, aos prantos, mal conseguia falar :
- Sabe, meu Pai... Estou triste...não consigo achar uma razão para a
minha existência...O sol, com toda a sua magnitude, fornece calor, luz e
energia às pessoas... As estrelas cadentes, incentivam paixões e
sonhos... Os cometas, geram dúvidas e mistérios... E
eu, aqui... parada...
Deus ouviu tudo atentamente... com doçura e paciência, decidiu explicar à
estrela os porquês, porém, foi interrompido por uma voz, que vinha de longe...
Era uma criança, que caminhava com sua mãe, em um dos planetas da região...
A criança dizia à sua mãe: - Veja mamãe!
O dia já vai nascer!
A mãe ficou meio confusa... como podia, uma criança, que mal sabia as horas,
saber que o sol já nasceria, mesmo estando tão escuro?
- Como você sabe disso, meu filho?
- Veja aquela estrela!
Papai me disse que ela anuncia o novo dia. Ela sempre
aparece pouco antes do sol, e aponta o
lugar de onde o sol vai sair...
Ouvindo aquilo, a estrela pôs-se a chorar... Deus, calmamente lhe falou: -
Podes ver?
Sabes agora, o motivo de tua existência?
Tudo o que criei, fiz por alguma razão de ser. És a estrela que anuncia o novo
dia..
E com o novo dia, renovam-se as esperanças, os sonhos...
E serves para orientar os homens, para onde caminhar.
Ao te ver, sabem que não estão perdidos, pois sabem qual o seu destino. A
estrela ouviu tudo atentamente... Sentiu uma alegria celestial
invadindo sua vida... A partir de então, ela brilhou cada vez mais, pois
sabia que era importante e indispensável ao ciclo da vida.
Todos nós temos uma razão para estarmos aqui... Mesmo se não soubermos
qual é exatamente esta razão, devemos viver a vida intensamente, semeando amor
e espalhando alegrias... Só assim, a estrela que habita em nossos
corações brilhará mais forte, iluminando a todos que estão à nossa volta.
Fazendo isso, estaremos iluminando nossas próprias vidas.
Autor: (Geremias Estevão)
Colaboração: Ivete G. da Silva - Texto veiculado na Internet e recebido via e-mail.
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Rastafarismo:
Sempre
vemos muita gente, independente da cor, sexo ou credo, usando bonés nas cores
da Jamaica ou cabelos modelo rastafari e roupas coloridas nas cores daquele país;
como da mesma forma vemos gente jogando capoeira e tocando birimbau mas que
desconhecem ou sabem muito pouco da origem dessa dança e do povo que a trouxe
ao Brasil, mas esse é um assunto para outro texto. Neste, esperamos trazer um
pouco de luz sobre o movimento de massa chamado Rastafarismo. Segundo pesquisas
do aluno da 7ª série, Alex Fernando Gorges, do Colégio Profº. Oswaldo
Cabral, em sites na Internet, esse movimento de massa popular começou com o
intelectual e autodidata jamaicano Marcus Mosiah Garvey, que é tido como seu
fundador. Marcus viajou pela América Central, Estados Unidos e Europa e manteve
contato com várias obras que propunham a libertação do negro. Garvey
desenvolveu e disseminou suas teorias em livros e panfletos a partir da América,
na cidade de Nova Iorque, onde organizou passeatas com a finalidade de exigir a
repatriação do povo negro jamaicano para a África. Chegou até a implementar
uma linha de navegação, a Blak Star Line, tendo por base essa finalidade. As
idéias de Marcus Garvey e a frase de um de seus discípulos mais fiéis, o
reverendo Moris Webb - "Olhem para a África: quando lá for coroado um rei
negro, nossa redenção se aproxima!" foram a gota d`água para a germinação
dos ideais do Movimento Rastafari, que embasava-se na leitura da Holy Piby. Como
a cultura jamaicana é fortemente influenciada por afro-descentes não foi difícil
sincretizar e adaptar as religiões dos colonizadores às necessidades
existenciais do povo jamaicano aos cultos da natureza e dos espíritos, como por
exemplo a Kumina, crença nos duppies (mortos-vivos), entidades malévolas e
culto aos espíritos da natureza, entidades benéficas, tal qual o Candomblé do
Brasil. Embora a doutrina das igrejas protestantes tenham influenciado
fortemente a cultura jamaicana, ao contrário do que aconteceu no Brasil, foram
elas que sofreram fortes influências do culto africano. Tambores e possessão
por espíritos de antepassados foram trazidos para dentro das igrejas,
juntamente com a cura pelas ervas, pelos cânticos, pela imposição das mãos e
também com a possessão pelo Espírito Santo. É neste contexto que os Rastas têm
suas raízes. A diferença entre os Rastas e os cultuadores da Pocomania, nome
genérico dado aos cultos onde a leitura da Bíblia, cantos e preces, levam os
participantes ao transe e a noção de Deus e do seu destino: Para os Rastas
Deus é negro, o paraíso é o triunfo da raça negra, o inferno é a própria
Jamaica e o mundo exterior à Jamaica é chamado de Babilônia. O movimento
rasta, ou Rastafarismo, começou nos anos 20, com a circulação secreta da
"Holy Piby", uma Bíblia adaptada aos costumes dos negros, entre os
operários e trabalhadores rurais. Essa nova interpretação da Bíblia, que foi
trazida do Panamá, era considerada como sendo a tradução da verdadeira Bíblia
escrita em aramaico. Nessa nova versão da Bíblia, Elias é o Messias, Deus é
negro, a Etiópia é a terra prometida e os negros o povo escolhido por Deus.
Essa nova forma de crença bíblica foi perseguida pelos pastores de todas as
crenças oficiais da Jamaica, levando os seguidores dessa nova doutrina embasada
na leitura da Holy Piby a refugiaram-se nas montanhas e nos campos.
Em
1930, Ras Tafari Makonnem é coroado Rei da Etiópia, sob o nome de Hailé
Selassié e o título de Negusa Negast, "Rei dos Reis" lhe foi
concedido. A nova interpretação bíblica proclamava a não obediência à
Inglaterra; mas sim, ao Rei da Etiópia, Ras Tafari Makonnem. Organizando a vida
das comunidades, os líderes Rastas estabeleceram um comportamento social e
religioso baseado na leitura textual da Bíblia Negra, a "Holy Piby":
passaram a ser vegetarianosa, abstinência de bebidas, consumo de cânhamo da Índia
para fins de meditação ritual, proibição do corte dos cabelos que passaram a
formar grandes tranças chamadas, pejorativamente,
de dreadlocks (tranças horrendas). No final dos anos 60, com o
surgimento do reggae music, o movimento rastafári passou a ser conhecido em
todo o mundo, tendo ainda como figura central o Imperador etíope. Esse
movimento começou a crescer a partir dos campos e tomou as cidades. Seu caráter
religioso, por um lado foi ampliando por causa do "reggae music" e por
outro, diluindo-se devido a divergências quanto a divindade da figura do
Imperador Hailé Selassié. Se por um lado alguns o viam como o deus encarnado,
o próprio messias; por outro era visto apenas como um um simples
profeta. Até mesmo Marcus Garvey fez críticas ferrenhas a Selassié e ao
movimento Rastafari devido às sociedades secretas que surgiram dentro do
Movimento, como por exemplo a sociedade das Doze Tribos de Israel, que teve em
Bob Marley seu membro mais ilustre e que estava filiado à tribo de José. A militância política passou o aspecto mais conhecido do
Movimento Rastafari. Em 1966 Hailé Selassié visitou à Jamaica e insinuou que
a Ilha se emancipasse antes do seu povo tentar retornar à África. Isso foi
interpretado como um chamado à participação política para a independência
da Jamaica. O Reggae Music tornou-se o estilo de arte através do qual eram
feitas as denúncias às hipocrisias e violências cometidas pelo Império
Colonialista Britânico contra o povo jamaicano. A Babilônia (mundo branco
ocidental), passou a ser alvo de críticas sócio-política, e o clamor pela
dignidade e liberdade do povo negro passou a ser uma constante do movimento
embalado pelo ritmo do Reggae Music. Do Movimento Rastafari eclodiram guerrilhas
urbanas de facções mais radicais, mas também surgiram muitas bandas e novos
artistas que se tornaram conhecidos no mundo inteiro.
Atualmente,
o Rastafarismo é mais uma filosofia de vida do que uma religião ou movimento
político. Com a independência da Jamaica muito de sua força se perdeu e
muitos de seus membros aderiram a outros grupos religiosos, mantendo a sua
característica Rasta. Se para um historiador o Rastafarianismo é uma distorção
de fatos conhecidos e provados; para um místico é uma crença partilhada por
pessoas simples e desesperadas; mas para um militante é uma inexplicável junção
espiritual exteriorizada em movimentos de massa popular. O Rastafarismo é um
dos movimentos mais lindos e expressivos da civilização humana por destacar a
iniciativa do ser humano em desejar e sonhar tomar o próprio destino em suas mãos,
mesmo que para isso tenha que reinventar céus, terras, ou recriar Deus à sua
imagem e semelhança, extirpando as raízes do sofrimento e da desigualdade
através da bravura e poesia musical do ritmo reggae em busca de um futuro
melhor. E o que significa ser " criado a semelhança de Deus " se a
civilização humana é composta de diversas raças étnicas? A conclusão do
Rastafarismo a esse respeito é lógica: Deus tem a cara e a forma de cada
etnia. Portanto, Deus é negro também.
Pesquisa
e Texto: Aluno Alex Fernando Gorges-7ª Série
Colégio Estadual. Profº. Oswaldo Cabral -São José - SC Fonte:
Internet - Texto revisado pelo professor da
turma
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PARA
REFLETIR
“Eu não comecei quando nasci nem quando fui concebido. Eu cresci e me desenvolvi, através de incalculáveis miríades de milênios... todos os meus eus anteriores têm suas vozes, ecos e inspirações em mim... oh! Deverei nascer novamente incalculáveis vezes”. Jack London
“A mediunidade não é uma arte, nem um talento, pelo que não pode tornar-se uma profissão. Ela não existe sem o concurso dos espíritos; faltando esses, já não há mediunidade." Allan Kardec
"
Algumas vezes quando reflito acerca de toda a cerveja que já bebi, me sinto
envergonhado. Mas logo vejo além do copo e penso nos trabalhadores da
cervejaria e seus sonhos e esperanças. Se eu não bebesse esta cerveja, eles
poderiam perder seus trabalhos e todos os seus sonhos seriam desfeitos. Portanto
eu digo, "É melhor que eu beba esta cerveja permitindo que seus sonhos se
tornem realidade do que eu seja egoísta e me preocupe com meu fígado."
Jack Handy
A ORIGEM DA UMBANDA
Sobre
a Religão Umbandista – Uma Palavra Sobre Umbanda
Como toda religião, foi previamente estabelecida no plano espiritual para ser implantada na Terra entre os homens, unindo um pouco de cada uma já existente. Devendo levar aos homens o conhecimento, amor, caridade, e servindo-se de instrumento de coibição restringindo a violência, ampliando desta feita a fé e proporcionando uma evolução mais rápida no plano da espiritualidade. Tornando o homem à sua origem e religando-o à sua ancestralidade, voltando-o para os altos e para os caminhos divinos através de sua doutrina e dogmareligioso. Etimologicamente podemos afirmar que a Umbanda é uma religião espiritual, brasileira, do século XX, com ritual afro-ameríndio e oriental, vindo de diversos países e constituída de uma escola de evolução espiritual através da encarnação. A Umbanda se divide em sete linhas e sete cores de representação vibratórias. Teve sua introdução mais intensa, proporcionando a divulgação necessária, com a manifestação mediúnica de Zélio de Moraes em 14 de novembro de 1908, em São Gonçalo das Neves, próximo a Niterói, Rio de Janeiro. Onde em uma mesa kardesista foi atendido pelo senhor José de Souza, médium vidente, então presidente da Federação Kardecista de Niterói. Naquele momento manifestou-se em Zélio o caboclo das Sete Encruzilhadas ao qual lhe foi perguntado o que desejava ali e quem era, dando como resposta que era apenas um caboclo brasileiro, e dizendo a seguir: Se é preciso que eu tenha um nome digam que eu sou o Caboclo das Sete Encruzilhadas, pois não haverá caminho fechado para mim, Deus, em Sua infinita misericórdia estabeleceu na morte o grande nivelador universal. Ricos e pobres, poderosos ou humildes, todos se tornam iguais na morte, mas vocês, preconceituosos, não contentes em estabelecer diferenças entre os vivos, procuram levar estas mesmas diferenças até mesmo além da barreira da morte. Porque não podem nos visitar esses humildes trabalhadores do espaço, se apesar de não haverem sido pessoas importantes, também trazem importantes mensagens do além? Porque o não aos Caboclos e Pretos Velhos, acaso não foram eles também filhos do mesmo Deus?
E
a seguir instruiu que tendo em vista determinação do superior plano astral
instituiria-se a partir dali e de seu próprio médium uma nova religião e que
no dia seguinte gostaria que na casa de Zélio houvesse uma mesa posta e toda e
qualquer entidade que quisesse se manifestar independentemente dos títulos
obtidos na Terra, ali poderiam falar, e que, todos seriam ouvidos e eles
aprenderiam com aqueles espíritos que soubessem mais e ensinariam àqueles que
soubessem menos e que a nenhum virariam as costas e que a todos aquela casa
prestaria o bem e a caridade. Desta forma muitos médiuns que por receberem
manifestações mediúnicas de Caboclos e Pretos Velhos e que acabaram por serem
expulsos de muitas casas dirigiram-se naquela data à casa de Zélio. Foi assim
que aquele menino de apenas dezessete anos, sem entender direito o que estava
acontecendo, viu-se como líder diante de um grupo de pessoas que passaram a
seguir as orientações daquele Mentor. Estava então definitivamente divulgada
e instalada a Umbanda no Brasil e no mundo.
Fonte:
Federação Espírita Guardiões da Luz - SP
Texto
colhido na Internet
http://www.feguardioesdaluz.com.br/
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