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UNIÃO DE CULTURA NEGRA EM SANTA CATARINA

INFORMATIVO UNIAFRO N.º 12 - Agosto, Setembro e Outubro 2002

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Conhecendo um pouco sobre a religião umbandista

Nossas colunas refletem informações básicas, dirigidas efetivamente àqueles que não mantêm conhecimento elevado a respeito da religião, pretendendo apenas ser um braço de apoio e um tira-dúvidas. Como toda religião, foi previamente estabelecida no plano espiritual para ser implantada na Terra entre os homens, unindo um pouco de cada uma já existente. Devendo levar aos homens o conhecimento, amor, caridade, e servindo-se de instrumento de coibição restringindo a violência, ampliando desta feita a fé e proporcionando uma evolução mais rápida no plano da espiritualidade. Tornando o homem à sua origem e religando-o à sua ancestralidade, voltando-o para os altos e para os caminhos divinos através de sua doutrina e dogma religioso.

O Cumprimento

Os religiosos umbandistas, devem se cumprimentar sempre da maneira tradicional religiosa, que deve se iniciar com um cumprimento de mãos envolvendo-se o polegar um do outro com um rápido fechamento das mãos, complementado com a volta da posição normal de um cumprimento feito com as mãos. Conta a história de nossa religião que este cumprimento era como se fosse um código entre os escravos que o usavam para significar, que naquela noite haveria trabalho espirita, que como sabemos eram realizados às escondidas, dado o fato de sua prática ser proibida pelos senhores seus donos, que então dormiam enquanto os rituais se desenvolviam.

O Pedido de Benção

O religioso espírita e umbandista, deve sempre que entrar ou sair de sua Casa Sagrada, saudar e tomar a bênção de seus Sacerdotes, tomando entre suas mãos a mão de seu Pai Espiritual beijando-a respeitosamente, levando-a até sua testa e trazendo-a de volta à posição normal. Quando isto ocorre o filho está reconhecendo em seu Pai ou Mãe Espirituais, o seu orientador que o conduzirá dentro da doutrina religiosa. Ao levar sua mão até a própria testa, representa neste ato, seu desejo de que aquelas mãos preparadas o conduzam nos serviços de Deus, representando ainda a humildade de que se serve para prosseguir em seu aprendizado e iniciação religiosa. Ao tornar beijar essa mesma mão, de seu Sacerdote, está admitindo que o respeita como intermediário entre ele e os Orixás, bem como os espíritos que o assistem, manifestando seu desejo de ser abençoado pelos Orixás responsáveis pelos seus Sacerdotes e da Casa onde está se iniciando.

O Ritual da Toalha

Este momento, que é desenvolvido pelo ato de bater a cabeça, colocando-se de bruços e deitado em frente e aos pés de seu Sacerdote, com a cabeça voltada e prostrada na toalha, significa a solicitação da benção do seu Pai Espiritual e do seu Orixá, significando num ato de humildade a obediência e resignação aos preceitos religiosos, devendo significar a aceitação daquela Casa e seus Mentores como seus condutores no caminho dos serviços de Deus e de nossa religião. É a submissão aos ordenamentos divinos e o reconhecimento de sua opção religiosa. As mãos voltadas com as palmas para cima neste momento, no mesmo nível que a cabeça, é que vão complementar o recebimento das emanações vibratórias positivas de Deus, dos Orixás cultuados na Umbanda e dos Orixás da Casa Sagrada daquele filho de fé. Neste instante deve o filho e médium, em uma prece mental rápida, pedir auxílio aos Mentores espirituais, a Deus e aos Orixás, para um melhor desempenho de suas funções mediúnicas, recebendo o axé dos Orixás donos daquela Casa e Templo Sagrado. O respeito aos seus Sacerdotes é fundamental e definitivo no caminho da espiritualidade, pois são eles que vão ser os condutores de sua vida espiritual e religiosa. Não insista em se achar uma exceção, porque não há exceções no caminho onde a humildade deve ser seu precursor em busca do aprendizado religioso.

O Batismo na Umbanda

Batismo é o sacramento por onde se pretende afastar o pecado original, trocando o vinho pela água. Na Umbanda não é diferente e carrega o mesmo ônus, de se escolher a fé que o conduzirá ao Pai num ritual de opção pela adoção divina. Assim, tem o Batismo o condão de iniciação onde no ato batismal se reconhece a aceitação da religião umbandista como sua condutora nos caminhos divinos, é a aceitação definitiva, a opção e a integração religiosa que abrirá suas portas para as obrigações e iniciações, que se seguem a partir deste momento. Não tem o Batismo uma relação de obrigatoriedade ou de compromisso irreversível, face seu caráter religioso, contudo, recebe o iniciante e iniciado naquele ato a benção dos Orisas e dos Mentores de Luz do contexto espiritual umbandista que lhe abrirão as portas da evolução no caminho de nossa fé. É o florescimento e a coroação do umbandista como prova de sua religiosidade e dedicação. Assim, trata-se da primeira obrigação, um passo à frente e um degrau a mais na nossa causa e na nossa religião.

Cultura Indígena

Os Sinais do Espírito

A arte de ler os sinais através do movimento dos pássaros, dos ventos, dos rios e do fogo é para o povo indígena a maneira pela qual a Mãe Terra conversa com o ser humano. Essa fala silenciosa faz parte do caminho do coração. Cada desenho que um pássaro faz no céu em seu vôo é uma tarefa que realiza de comum acordo com a Mãe Terra. Nenhum vôo é gratuito; nenhum pouso é vão.

  • Além dos pássaros que vemos há os Pássaros Raios e os Pássaros Trovões. Estes são Grandes Espíritos. O falcão, o gavião-real, a águia e a pomba, sendo pássaros superiores, todos os invernos vão à morada dos Pássaros Trovões, e quando chega a primavera dançam pelo céu a força e o poder do Trovão, inspirando a Criação.
  • Quando um desses pássaros surge à vista de uma pessoa, ela está sendo solicitada a agir com o poder do coração, morada do espírito em cada ser. Se aparecer em sonho, o próprio espírito está falando: eu sou sua força.
  • beija-flor visita moradas de espirítos relâmpagos. Quando é visto, inspira boas idéias e diz que é hora de semeá-las. O beija-flor foi a primeira forma que Namandu, o Grande Mistério, assumiu para revelar-se.
  • A segunda forma que Namandu assumiu, para refletir sobre a criação dos Pássaros Trovões, foi a da coruja, que durante o Nada da Noite, empoleirou-se sobre si mesma e criou a sabedoria.
  • Quando as asas bateram, os ventos passaram a existir como mensageiros. Quando sopram do sul: uma aventura inesperada, um rumo não previsto na caminhada. Quando sopram do oeste: o que tem que morrer morrerá. Quando sopram do norte: a clareza da jornada com proteção dos ancestrais.Quando sopram do leste: a fortuna, o início.
  • Todo rio traz mensagem de prosperidade; toda cachoeira traz abundância, renovação permanente, desde que o espírito siga o rio, em seu exemplo, e sua mensagem de fonte irradiante.
  • O pássaro kuchiu é bem-aventurado. Seu canto, no entanto, é um lamento. Sabendo que a terra ia ser inundada, lamentou-se em um canto, e por compaixão o Nosso Pai não deixou o céu desabar.

Quando a Terra e as leis da Natureza Cósmica e Terrena foram criadas, os anciães da sabedoria fizeram uma roda e as narraram diante de uma fogueira, de modo que todo o fogo gravou na memória todas as leis e o calor da sabedoria dos anciães. Por isso, quando uma fogueira se ascender e um círculo de pessoas se unir em torno do fogo, as leis serão aprendidas novamente no coração humano.

Fonte: Folha Guardiões da Luz – ed. Set./Out/2002 - Federação Espírita Guardiões da Luz – SP - Texto colhido na Internet http://www.feguardioesdaluz.com.br/

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ÁFRICA EM RETALHOS

UMA BREVE HISTÓRIA DA FEDERAÇÃO DA NIGÉRIA

Bibliografia: História de La Federación de Nigéria.

Departamento de Información

Division de Publicidade Externa

Ikoyi, Lagos

(Material distribuído pelo Consulado Nigeriano em Buenos Aires - Argentina)

Tradução: Apolônio A . da Silva - Coord. Adm. Uniafro/SC

A NIGÉRIA PRECOLONIAL – Parte II

SOKOTO: Até o século XVIII, à margem oeste do país Hausa foi dominado por outros estado rivais, tais como Kebbi, Zamfara e Gobir. No começo do século XIX, aparceu em Gobir, um homem que iria efetuar grandes mudanças no país Hausa. Shehu Usman Dan Fodio, que era um professor do Islam, de origem fulani, que chefiou o levante armado contra as dinastias governantes no país. Shehu Usman naceu em 1754 em Marata, Gobir, e passou muitos anos como estudante e professor viajante do Islan; ganhando muitos fiés e chegando a ser considerado, segundo eles, o "Salvador da Pátria", fazendo frente ao governo. Eventualmente foi viver em Degel por ter que refugiar-se no povoado de Gudu para evitar a perseguição de Sarkin Yunfu, rei de Gobir. Em Gudu, declarou uma Jihad, guerra religiosa, contra o governo de Habe, chegando a conquistar quase todo o país Hausa. Seus discípulos estabeleceram novas dinastias Fulanis em toda a área conquistada, que tinha por capital Sokoto, onde reinavam os descendentes de Shehu Usman Dan Fodio.

O reino de Nupe, situado na confluência dos rios Niger e Kaduna, originalmente era parte do reino de Igala, que dominava grande parte do centro da atual Nigéria. Os Nupe obtiveram sua liberdade sob a liderança de Tsoede, um famoso herói Nupe. Contam as estórias ou a história que Tsoede, também conhecido por Edegi, era filho de Ata – Rei de Igala e de uma mulher Nupe. Tsoede passou sua infância na capital de Igala, de onde teve que fugir para não ser assassinado por membros de sua própria família. Quando se tornou Rei de Nupe, desenvolveu uma política de expansão territorial que resultou na subjugação de diversas tribos vizinhas. Durante seu reinado, Tsoede introduziu várias formas de artesanato que continuam sendo típicas do país Nupe até hoje, como por exemplo: a fundição do bronze, a fabricação do vidro e a forja. Após a Jihad de 1804, o país Nupe foi subjugado pelos Fulani, sob a liderança de Usman Dan Fodio. As duas outras cidades-estado que controlaram a região entre os rios Bênue e Níger foram Kwararafa (Jukun) e Borgu.

YORUBA: Os reinos Yoruba, localizados ao sul do rio Níger, também têm uma historia ampla e rica. Parece que os Yoruba descendem de dois grupos principais: um grupo indigena, local, com seu centro religioso na cidade de Ilê-Ifé, e de outro grupo posterior, que conquistou a região através de uma guerra liderada pelo lendário Rei Oduduwa, que deu origem as demais tribos Yoruba. Segundo a tradição Yoruba, os filhos de Oduduwa fundaram as dinastias governantes de várias cidades-estado no país Yoruba.

Partindo de Ilê-Ifé, os descendentes de Oduduwa estabeleceram dinastias em todas as partes do país Yoruba, entre elas: ao Este - Ijesha, Editi e Ondo; ao Oeste – Ketu, Sabe e Egbado; ao Norte – Oyo; ao Sul – Ijebu.

O sucessor de Oduduwa em Ilê-Ifé foi seu filho Oranmiyan, fundador do estado de Oyó, que chegou a ser a cidade-estado mais importante do país Yoruba por causa de seu domínio político e militar em grande parte do sul da atual Nigéria e parte da atual República de Benin. A expansão de Oyó para o norte terminou no século XVI, contida pelo país Nupe, na época governado pelo rei Tsoede. Impedido de continuar sua expansão territorial ao norte, Oyó voltou sua atenção para as regiões sul e este.

Na história de Yoruba, Oyó foi a cidade-estado que desenvolveu uma organização política e militar modelo. No centro da organização havia a figura do Alafin, que era considerado rei e divindade ao mesmo tempo, tal qual os faraós egipcios. O Alafin governava com a ajuda do Oyó Mesi, um conelho cujos sete membros decidiam qual dos filhos do Alafin seria o próximo rei (Alafin), quando o aquele morresse. O chefe, o Basorun de Oyó Mesi servia de Secretário Executivo do Estado, e era o principal conselheiro do Alafin. Por outro lado, havia um grupo de aristocrátas, o Eso, que dirijia o exército, que tinha como comandante-chefe o Are-Onakakanfo. A maior expansão territorial alcançada pela cidade-estado de Oyó foi entre os reinos de Ojigi (ao final do século XVII), sob o reinado do Alafin Abiodun, cujo reinado é lembrado como um dos períodos de maior prosperidade da cidade-estado de Oyo.

Durante vários séculos, as cidades-estado Yoruba experimentaram processos de grande desenvolvimento comercial e agrícola. No século XIX, pressionados pelo tráfico de escravos pelos países europeus e pelas jihades Fulanis, as cidades-estados Yoruba entraram em guerras civis que resultaram na decadência de do país Yoruba.

A constituição do país Yorubá pode ser relacionada atualmente a formação dos Estados Unidos da América, por sua semelhança, cujo país é formado por Estados ordenados por leis próprias e independentes da União, mas que estão unidos entre si por uma lei-maior, a Constituição.

O que é mais importante?

O que é mais importante: Perdoar ou pedir perdão?

Quem pede perdão mostra que ainda crê no amor:

Quem perdoa mostra que ainda existe amor para quem crê...

Mas não importa saber qual das duas coisas é mais importante...

É sempre importante saber que: Perdoar é o modo mais sublime de crescer, e pedir perdão é o modo mais sublime de se levantar...

O que é mais importante: Amar ou ser amado?

Amar significa tudo aquilo que todo mundo deve...

 
  • SARAVÁ SÃO COSME, SÃO DAMIÃO E DOUM, CRISMPIM E CRISPIMIANO E TODA A FALANGE DE IBÊJIS! – que trazem a alegria aos nossos Terreiros e a saúde aos nossos filhos. Proteja nossas crianças!
  • SARAVA SAKPATÁ! ATÔTO, OMULU E OBALUAYÊ – Senhor da vida e da morte, da doença e da saúde, Regente da terra! OS ORIXÁS REVERENCIADOS EM: AGOSTO, SETEMBRO E OUTUBRO

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Atotô, Sakptá! Atotô!             Uní Bejada!

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PALAVRAS DISSONANTES?

Não é de hoje, mas há muito tenho ouvido e visto calorosos debates em torno dos termos: pai-de-santo ou mãe-de-santo e zelador ou zeladora-de-santo, nos quais os debatedores procuram encontrar um termo que represente melhor a função do sacerdote do culto dos orixás. Este é o assunto que gostaria de discutir com vocês, leitores, e também gostaria de saber a sua opinião a respeito.

"Qual o melhor termo para representar em palavras a pessoa que desempenha o papel de sacerdote nos cultos afro-brasileiros? Alguns têm dito que o melhor termo para expressá-la é "Babalorixá" (sacerdote masculino) ou "Yalorixá" (Sacerdote feminino), termos africanizados que foram traduzidos como pai-de-santo e mãe-de-santo. Outros têm defendido o termo "Zelador ou Zeladora de Santo". Entretanto, devemos lembrar que as atividades desenvolvidas pelo zelador(a) ou pelo pai ou mãe-de-santo são as mesmas que desenvolvem babalorixás e yalorixás do ponto de visto religioso. De ambos os lados os argumentos são fortes, sem dúvida! Veremos as definições que nos dá o dicionário da Língua Portuguesa: PAI-DE-SANTO: s.m. Espécie de iluminado do culto fetichista afro-brasileiro, o qual, nas macumbas, se dirige à divindade, recebendo instruções, que transmite aos crentes. PAI-DE-TERREIRO, s.m. O mesmo que pai-de-santo. (Pl.: pais-de-santo). MÃE-DE-SANTO ou MÃE-DE-TERREIRO, s.f. Sacerdotisa que preside às cerimônias festivas da macumba. ZELADOR, adj. Que zela; o mesmo que zelante; s.m. empregado fiscal de um município; homem encarregado pelo proprietário de tomar conta de um prédio. - definições retiradas do Dicionário Escolar da Língua Portuguesa – Ministério da Educação e do Desporto – 11ª edição / 15ª tiragem – autor: Francisco da Silveira Bueno. Como pode-se notar, há alguma diferença de sentido entre as palavras Pai ou Mãe-de-Santo e Zelador ou Zeladora-de-Santo. Temos também de levar em conta as palavras Babalorixá e Yalorixá, que são, na minha modesta opinião, os termos mais apropriados por serem africanizados e traduzirem de forma mais ampla a função dos sacerdotes dos cultos afro-brasileiros.

Certamente você já ouviu alguém dizer que "Pai-de-Santo" ou "Mãe-de-Santo" é um termo inapropriado porque ninguém pode ser o pai ou mãe de um orixá, ou seja, criar um orixá. Pode-se sim, criar um filho-de-santo, mas não um orixá! Por outro lado, pode-se ser zelador-de-santo porque zelar pelas coisas relacionadas ao orixá é possível: axés, religião, culto, paramentos, etc. Também está claro que o termo Zelador significa aquele que zela, que cuida das coisas relacionadas ao orixá. Ele não as cria, zela pelo o que já foi crido. Nesse aspecto, os termos estão corretos, sem dúvida alguma. Então uma pergunta fica no ar. Qual termo irá representar, definitivamente, aquela pessoa que dirige o culto e gera futuros sacerdotes para o culto afro-brasileiro? No contexto afro-religioso seria o babalorixá ou yalorixá.

Não sei se você concorda ou concordará comigo que o termo que melhor define a função dos sacerdotes dos cultos afro-brasileiros são Babalorixá e Yalorixá por encerrar em si mesmo as duas atividades: a atividade criadora do pai-de-santo ou mãe-de-santo e a atividade de preservar, cuidar e zelar pelas coisas referentes ao orixá, que é o que o zelador(a) deveria fazer.

Certamente você também já deve ter refletido muito sobre isso e deve, também, ter notado que essa confusão de termos pode ter sido causada por uma tradução inadequada dos termos africanos Babalorixá e Yalorixá. Se for considerado que esses termos possam significar aquele que gera filhos para o culto do orixá ou aquele que cria os filhos dos orixás para estes mantenham seu culto, verá que esse termo é o mais apropriado. As coisas que envolvem a religiosidade devem ser lidas da mesma forma que se lê um romance devido as metáforas que estão implícitas. Temos que ler nas entrelinhas para interpretar melhor e com maior amplitude o seu significado. Portanto, caro leitor; pense a respeito...

Babalorixá Omobaomi

MOMENTO PARA REFLEXÃO

            CHORO DE MULHER

Um garotinho perguntou à sua mãe:
"_ Mamãe, por que você está chorando?"
E ela respondeu:
"_ Porque sou mulher..."
"_ Mas... eu não entendo."
A mãe se inclinou para ele, abraçou-o e disse:
"_ Meu amor, você jamais irá entender!..."
Mais tarde o menininho perguntou ao pai:
"_ Papai, por que mamãe às vezes chora, sem motivo?"
O homem respondeu:
"_ Todas as mulheres sempre choram sem nenhum motivo..."
Era tudo o que o pai era capaz de responder
O garotinho cresceu e se tornou um homem. E, de vez em quando, fazia a si mesmo a pergunta:

_ Por que será que as mulheres choram, sem ter motivo para isso?
Certo dia esse homem se ajoelhou e perguntou a Deus:
"_ Senhor, diga-me... Por que as mulheres choram comtanta facilidade?"
E Deus lhe disse:
"_ Quando eu criei a mulher, tinha de fazer algo muito especial.

Fiz seus ombros suficientemente fortes, capazes de suportar o peso do mundo inteiro... Porém suficientemente suaves para confortá-lo!

Dei a ela uma imensa força interior, para que pudesse suportar as dores da maternidade e também o desprezo que muitas vezes provém de seus próprios filhos!

Dei-lhe a fortaleza que lhe permite continuar sempre a cuidar da sua família, sem se queixar, apesar das enfermidades e do cansaço, até mesmo quando outros entregam os pontos!

Dei-lhe sensibilidade para amar seus filhos, em qualquer circunstância, mesmo quando esses filhos a tenham magoado muito...
Essa sensibilidade lhe permite afugentar qualquer tristeza, choro ou sofrimento da criança, e compartilhar as ansiedades, dúvidas e medos
da adolescência!

Porém, para que possa suportar tudo isso, Meu filho... Eu lhe dei as lágrimas, e são exclusivamente suas, para usá-las quando precisar. Ao derramá-las, a mulher verte em cada lágrima um pouquinho de amor. Essas gotas de amor desvanecem no ar e salvam a humanidade!

E o homem respondeu com um profundo suspiro...
"- Agora eu compreendo o sentimento de minha mãe, de minha irmã, de minha esposa... Obrigado, Meu Deus, por teres criado a mulher."

De: Juliano Pereira

Colaboração: Ivete G. da Silva-Texto recebido via e-mail

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E sempre importa saber que: Quem vai à lua deve voltar a terra, e quem fica na terra deve ir aos outros...

O que é mais importante: Dar ou estender as mãos?

Quem dá mostra que se despoja de alguma coisa...

Quem estende as mãos mostra que quer alcançar alguém...

Mas não importa saber qual das duas coisas é mais importante...

E sempre importa saber que. Dar é um gesto de bondade, e estender as mãos é um gesto de bondade que sublima...

O que é mais importante: levar rosas ou enxugar lágrimas?

Quem leva rosas mostra que se lembrou de alguém na felicidade...

Quem enxuga lágrimas mostra que não esqueceu de alguém na infelicidade...

Mais não importa saber qual das duas coisas é mais importante...

E sempre importa saber que: Levar rosas é um gesto de amor que todo mundo faz, e enxugar lágrimas é um gesto que só o amor faz a todo mundo!

AUTOR DESCONHECIDO


Ser amado significa tudo aquilo que todo mundo deseja...

Mas não importa saber qual das duas coisas é mais importante...

E sempre importa saber que: Ninguém pode querer amar sem se esquecer, e ninguém pode querer ser amado sem se lembrar de todos...

O que é mais importante: abrir a porta ou abrir o coração?

Quem abre a porta mostra que vai receber alguém...

Quem abre o coração quer que ninguém fique fora...

E sempre importa saber que: Abrir a porta é o modo divino de amar... O que é mais importante: Ir à lua ou ficar na terra?

Quem fica na terra vê mais um tanto do que o homem pode...

Mas não importa saber qual das duas coisas é mais importante...