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UNIÃO DE CULTURA NEGRA EM SANTA CATARINA

INFORMATIVO UNIAFRO N.º 14 - Janeiro de 2003

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SARAVA OXOSSI!

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Artista: Goya Lopes - www.arvoredobem.hpg.com.br  

Dia 20 de janeiro é a data consagrada ao Orixá Oxóssi. Nessa data,   a grande maioria dos Terreiros estão homenageando esse grande orixá protetor da caça. Irmão de Ogum e Exú, Oxóssi habita as matas onde protege a caça e a pesca, e também a agricultura, função absorvida do Orixá Okô, responsável pela prosperidade da agricultura. Associado a figura do caçador, Oxóssi passa a seus filhos algumas de suas características: concentração, atenção, determinação, paciência e independência na busca de seus objetivos. Oxóssi também é conhecido como Odé, o caçador.  Sua responsabilidade com a natureza é a garantia da manutenção da vida dos animais silvestres como fonte de alimentação dos seres humanos. De acordo com Pierre Verger, Oxóssi era cultuado na cidade-estado de Keto, na África, onde era considerado rei e divindade. No século XIX, Keto foi invadida por Daomé e seu habitantes e sacerdotes foram vendidos como escravos aos colonizadores europeus no Brasil e nas Antilhas. Filho de Yemanjá e Oxalá, Oxóssi usa as cores azul-claro na maioria dos candomblés, verde-escuro ou verde e branco na Umbanda, Omoloko e Almas e Angola. Sua saudação em todas as nações é "Okê!"; "Okê Oxóssi"; ou "Okê Arô!". Seu símbolo é o arco e flecha, que pode ser de metal ou de madeira. Na Umbanda, ele é considerado o   chefe da Linha de Oxóssi (Caboclos). Esses caboclos são espíritos de índios brasileiros, em sua maioria, e espíritos de indígenas americanos. A vinculação desse orixá africano aos indígenas das Américas é inerente ao próprio estilo de vida dessas sociedades que resistem a todo custo à constante deterioração de sua cultura pressionada pela vida e costumes modernos em que vivemos.

Omobaomi - Babalorixá


OLÁ, VOCÊ BABALORIXÁ E YALORIXÁ, ESTAMOS AGUARDANDO SEU TEXTO PARA PUBLICAÇÃO EM NOSSO INFORMATIVO. NÃO FIQUEM CONSTRANGIDOS EM EXPRESSAR PUBLICAMENTE SUAS OPINIÕES. LEMBREM-SE QUE SE O ASSUNTO É RELIGIÃO NINGUÉM É DONO DA VERDADE. AQUELA ÉPOCA DE QUE "RELIGIÃO E POLÍTICA NÃO SE DISCUTE" JÁ PASSOU FAZ MUITO TEMPO. ESTAMOS NO SÉCULO XXI. VAMOS DISCUTIR A NOSSA RELIGIÃO AFRO-BRASILEIRA COM AMOR, RESPONSABILIDADE E TOLERÂNCIA PARA ENCONTRARMOS RESPOSTA AOS NOSSOS ANSEIOS. AXÉ E LUTA!!!

Uniafro/SC


DESTAQUES DO MÊS DE JANEIRO

A Uniafro destaca os Terreiros: Centro Espírita Luz Divina - CELD e Abassá de Odé pelas atividades espirituais desenvolvidas no dia 11/01/2003. O destaque ao Centro Espírita Luz Divina, Terreiro de Almas e Angola, cujo Babalorixá é Pai Moacir de Oxalá, pelas Camarinhas de seus filhos: Rafael de Oxóssi, feitura de Pai Pequeno; Rosângela de Oxalá, feitura de Yalorixá; e Xavier de Xangô, pelo reforço de Babalorixá com a Obrigação de 14 anos de feitura. O destaque ao Abassá de Odé, dirigido pelo Tata de Inkice Arolegi (Pai Leco) por mais um "barco de yaôs" levantado na nação de Angola. Ambos os Babalorixás e seus Terreiro e Abassá estão de parabéns, tanto por seu trabalho espiritual quanto pela forma respeitosa e carinhosa como recebem os visitantes e convidados em suas casas. Muito axé para suas casas e muita para seus Anjos de Guarda, é o que lhes deseja a Uniafro/SC. Axé e Luta!!!

           Apolônio A da Silva

Coord. Administrativo da Uniafro


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DESTAQUES DO MÊS DE JANEIRO

A Uniafro destaca os Terreiros: Centro Espírita Luz Divina - CELD e Abassá de Odé pelas atividades espirituais desenvolvidas no dia 11/01/2003. O destaque ao Centro Espírita Luz Divina, Terreiro de Almas e Angola, cujo Babalorixá é Pai Moacir de Oxalá, pelas Camarinhas de seus filhos: Rafael de Oxóssi, feitura de Pai Pequeno; Rosângela de Oxalá, feitura de Yalorixá; e Xavier de Xangô, pelo reforço de Babalorixá com a Obrigação de 14 anos de feitura. O destaque ao Abassá de Odé, dirigido pelo Tata de Inkice Arolegi (Pai Leco) por mais um "barco de yaôs" levantado na nação de Angola. Ambos os Babalorixás e seus Terreiro e Abassá estão de parabéns, tanto por seu trabalho espiritual quanto pela forma respeitosa e carinhosa como recebem os visitantes e convidados em suas casas. Muito axé para suas casas e muita para seus Anjos de Guarda, é o que lhes deseja a Uniafro/SC. Axé e Luta!!!

           Apolônio A da Silva

Coord. Administrativo da Uniafro


PRANCHAS: OS PRINCIPAIS ORIXÁS

Habitualmente, as pessoas conhecem Yemanjá como uma sensual morena a sair das águas do mar; alguns também devem tê-la visto na forma de uma sereia. Ogum, num sincretismo popular já clássico, está personificado no guerreiro São Jorge; Iansã é cultuada através da figura de Santa Bárbara; e assim por diante Um dos fatos que chamam a atenção aqui é o do elemento negro não aparecer em nenhuma das representações acima _ todas elas envolvem personagens de pele branca. Ora, cultuar os orixás africanos usando santos católicos é um  contra-senso (atenuado por circunstâncias) históricas, claro): afinal, como criadores desses antropoformórficos deuses, os negros deveriam se impor a eles como modelos de representação. Além disso, depois de conhecer as lendas a respeito da sensual e amorosamente livre Iansã ou do bissexual Oxumarê, deveria alguém pedir-lhes ajuda através da virgem Santa Bárbara ou do apóstolo São Bartolomeu? A sincretização das entidades religiosas existentes no Brasil impediu-nos de conhecer representações dos orixás segundo sua perspectiva original; os exemplos na linha conceitual mais fiel às origens africanas e do candomblé (onde se destaca o notável Carybé) são, infelizmente muito raros. Neste número especial, Planeta apresenta sua contribuição ao setor: sete gravuras coloridas do artista Carlos Martinez, onde ele compõe, a partir das características dos deuses representados _ mitos, cores, elementos naturais, domínios _formas harmônicas de intenso equilíbrio e beleza. O resultado, o leitor poderá apreciá-lo a partir desta página.                                                                                     

Autor: Eduardo Araia - Fonte: Revista Planeta - p. 27

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A Uniafro destaca este texto publicado na Revista Planeta, pi - orixás - 2 cad., pela importância do trabalho artístico de José Carlos Martinez, tão amplamente usados para ilustrar páginas da Internet que tratam de temas religiosos da cultura afro-brasileira; inclusive em nossa home www.uniafro.hpg.com.br. Agradecemos imensamente a esse artista pelos belos trabalhos por ele desenvolvidos em relação a uma representação mais original dos orixás africanos, e pela valorização da cultura afro-religiosa.  Axé e Luta!!!    

                               Uniafro/SC 


POR QUE É TÃO DIFÍCIL A ORGANIZAÇÃO DOS TERREIROS AFRO-BRASILEIROS?!   

Por que é tão difícil a organização dos terreiros afro-brasileiros? A resposta a essa pergunta é complexa. Diferentemente das outras religiões, os templos onde se cultuam a religião afro-brasileira não pertencem as comunidades religiosas, mas sim a uma única pessoa ou família. Essa pessoa, geralmente é o babalorixá ou a yalorixá responsável pelo funcionamento do templo. Por ser o dono do imóvel onde o Terreiro funciona, esse(a) babalorixá ou yalorixá não se sente obrigado a submeter-se a qualquer entidade tipo federação, conselho, união ou qualquer outro tipo de entidade afro-religiosa que vise organizar ou fiscalizar as suas atividades, mesmo que de comum acordo.  Ao contrário dos terreiros afros-brasileiros, as igrejas evangélicas são geralmente estruturadas em um imóvel que pertence a própria igreja ou por ela alugado. O sacerdote que irá dirigir a igreja, o pastor, é geralmente contratado pelo comunidade evangélica que a frequenta e mantém financeiramente. Nesse caso o pastor é considerado um funcionário da igreja, uma vez que ele recebe pagamento para exercer essa atividade durante 24 horas. Enquanto o pastor é remunerado para se pôr a disposição da comunidade que frequenta a igreja durante 24 horas, o babalorixá ou yalorixá não recebe pagamento algum para realizar a mesma atividade na comunicade afro-religiosa, no mesmo período de tempo. Poderíamos até dizer que em alguns casos o próprio babalorixá ou yalorixá paga para exercer essa função, uma vez que ele geralmente arca com a maior parte das despesas para manter o seu Terreiro. Outro diferencial entre a organização dessas duas religiões é a estruturação de um Terreiro e uma igreja evangélica é a sua manutenção. Enquanto o primeiro sobrevive com baixíssimas mensalidades, que as vezes nem são pagas em dia, e praticamente as custas do babalorixá ou yalorixá para administrar as suas despesas, a igreja evangélica arrecada 10% do salário do crente, já deduzido em folha de pagamento, além das outras formas de arrecadação que ocorre a cada culto. Como vemos, a diferença de arrecadação é brutal e isso faz com que as igrejas evangélicas prosperarem materialmente, podendo oferecer serviços aos seus associados, enquanto os Terreiros afros mal conseguem se manter funcionando por seu caixa está geralmente no vermelho. Outra diferença importante é a forma como os adeptos encaram a religiosidade e o seu relacionamento com o seu templo. Enquanto os evangélicos reservam os finais de semana (sábado e domingo) para trabalharem na divulgação da sua religião, buscando mais adéptos para as suas igrejas e vêem isso como uma atividade muito importante para o desenvolvimento da sua igreja e da sua fé, os cultuadores das religiões afro-brasileiras, em sua maioria, fazem justamente o contrário. Outro diferencial gritante é a forma como os templos religiosos são vistos pelos adeptos. Enquanto o evangélico vê a igreja como propriedade coletiva onde todos que a frequentam e a mantém se sentem dono dela; os adeptos dos Terreiros afros não se vêem dessa forma por terem o Terreiro como propriedade do babalorixá ou yalorixá, por estar o Terreiro estruturado sob o terreno do sacerdote afro-brasileiro. Poderia ficar enumerando outras diferenças entre essas duas estruturas religiosas, mas o espaço disponível é curto, por isso vou finalizando por aqui. Entretanto não poderia deixar de frisar o engajamento político dessas duas religiões. Enquanto os evangélicos possuem representantes nas bancadas do Congresso Nacional para defender os seus interesses, os adeptos da religião afro não possuem nenhum. E se é que existe algum, pelo menos não se coloca abertamente como defensor dos interesses da religião afro-brasileira. Para ilustrar a importância disso, basta lembrar a busca do apoio da comunidade evangélica por parte de alguns candidatos a presidência da república na última eleição. Essas diferenças somadas a outras fazem com que algumas ramificações evangélicas sejam economicamente poderosíssimas, possuem bancos, redes de rádio e televisão. Por outro lado, a religião afro-brasileira, mesmo somadas todas as suas ramificações, não possuem sequer um programa de rádio, raras exceções em alguns Estados, o que não é o caso de Santa Catarina. Concluindo, não comparei aqui as diferenças estruturais com a Igreja Católica por ser essa uma Instituição milenar, com fortes e antigas raízes em nosso país e no mundo, constituindo-se, geograficamente, em um país-sede – o Vaticano, em Roma, na Itália. Por esse motivo, escolhi as igrejas evangélicas por causa do seu recente expansionismo no Brasil nos últimos trinta anos.

 Omobaomi – Babalorixá


image008.jpg (2517 bytes)     Este homem chamado Jesus                                   Cristo  Pantocrator                             

Os cristãos o reverenciam como Deus feito homem. Xamãs indígenas, cabalistas judeus e sufis muçulmanos o consideraram um mestre consumado de suas respectivas linhagens. Iogues indianos o reverenciaram como um siddha (perfeito) ou até um avatar (encarnação divina). Quem foi esse homem chamado Jesus? Sua figura fascinou filósofos, cientistas e artistas. Confortou as dores, apaziguou os corações e alegrou as vidas de milhões de pessoas comuns. Porém, com tudo o que já foi dito a seu respeito, ela continua envolta em mistério. Quem foi esse homem que ainda hoje nos desafia? A ciência seria bem tola se pretendesse responder a tal pergunta. No entanto, a pesquisa científica pode, sim, enriquecer nossa visão de Jesus. E situar sua ação num contexto preciso. Qual é a legitimidade das narrativas a seu respeito? Quando e onde ele nasceu? Que tipo de instrução recebeu na infância? Como era sua aparência quando adulto? Exerceu uma profissão? O que ensinou aos homens e mulheres de seu tempo? De que modo reagiu aos grupos políticos e religiosos da época? Por que o condenaram à morte? Como ele morreu? Qual o significado da ressurreição? Estas são algumas das perguntas que se fazem os estudiosos. Suas respostas fornecem o material para os artigos desta série. 

                                  Bebendo nas fontes

Os Evangelhos: Quase tudo o que sabemos da vida de Jesus vem de narrativas conhecidas como "evangelhos" - palavra, de origem grega, que significa "boa nova". A veracidade desses textos chegou a ser contestada por historiadores tão influentes quanto Ernest Renan (1823-1892) e teólogos tão importantes quanto Rudolf Bultmann (1884-1976). De fato, vários evangelhos seugem a estrutura de um gênero literário muito apreciado na Antigüidade: os relatos sobre a vida de homens ilustres. Seu autores não tinham a preocupação de documentar rigorosamente os acontecimentos narrados.E misturavam, com muita liberdade ingredientes históricos, lendários e doutrinários. É esse tempero que confere às obras seu sabor inconfundível.

As influências: São evidentes nos evangelhos as influências de antigas tradições judaicas, de mitologias pagãs (greco-romana e orientais) e de correntes esotéricas do século 1 d.C.. Mas isso não diminui sua confiabilidade como fontes de informação factual. Ultrapassando as objeções de Renan e Bultmann, os pesquisadores da atualidade tendem a valorizá-los cada vez mais. Há um grande número de evangelhos. Apenas quatro são aceitos por todas as igrejas cristãs: os chamados "canônicos" (de acordo com a regra), atribuídos aos redatores Marcos, Mateus, Lucas e João. Os demais foram considerados "apócrifos" (não-autênticos). Porém alguns deles vêm despertando grande interesse entre os estudiosos. É o caso do Evangelho de Tomé, redescoberto em Nag Hammadi, no Egito, em 1945. O evangelho mais antigo, o de Marcos, deve ter sido redigido em sua forma final entre os anos 66 e 68 d.C. - certamente antes de 70 d.C., data da destruição de Jerusalém pelos romanos, pois não há nele qualquer alusão a esse importante acontecimento. Na década de 80 d.C., apareceram, na forma como os conhecemos hoje, os evangelhos de Mateus e Lucas. Entre 90 e 110 d.C., concluiu-se a redação do evangelho de João. Na mesma época ou pouco depois, foi finalizado o Evangelho de Tomé.

Os evangelhos são narrativas confiáveis? Um dos argumentos levantados contra a credibilidade dos evangelhos são as datas relativamente tardias de sua composição. Afirma-se que eles foram escritos várias décadas depois dos fatos narrados, quando a memória dos acontecimentos já estava deturpada. Mas esse ponto de vista é rejeitado hoje pelos especialistas. Pois cada evangelho passou por uma longa e complexa elaboração antes de chegar ao texto final. Para se ter uma idéia, o evangelho canônico mais recente, o de João, levou quatro décadas até alcançar sua forma definitiva. Isso já deslocaria a versão original dos anos 90-110 para os anos 50-70. É pouco provável que qualquer um dos evangelhos citados seja obra de um único homem. A análise textual indica que eles correram de mão em mão antes de assumirem a formato que conhecemos hoje.

Tudo começou com o querigma: Os pesquisadores acreditam que, antes de qualquer registro escrito, se consolidou, muito cedo, uma tradição oral acerca da vida e da mensagem de Jesus. Seu núcleo era o querigma - palavra grega que significa "anúncio". O querigma era uma fórmula curta, de forte impacto emocional, utilizada pelos discípulos para converter os ouvintes. Em torno dele, juntaram-se frases e parábolas atribuídas a Jesus e um relato mais detalhado de sua morte e ressurreição. À medida que as testemunhas oculares dos acontecimentos começaram a morrer, as comunidades cristãs sentiram a necessidade de fixar essa tradição por escrito. Os textos primitivos passaram, depois, por sucessivas reelaborações, nas quais o material original recebeu acréscimos, sofreu cortes ou foi adaptado às concepções do grupo a que pertenciam os redatores. Em sua forma final, os quatro evangelhos canônicos aparecem redigidos em grego, o idioma falado pelos judeus que viviam fora da Palestina.

A época em que Jesus viveu: Na época em que Jesus nasceu, os territórios que correspondem hoje a Israel e à Palestina se encontravam sob domínio romano. Antes disso, desde o século 6 a.C., a região fora conquistada sucessivamente por babilônios, persas e gregos. Roma consolidou sua ocupação em 63 a.C.. E, no ano 40 a.C., o estrangeiro Herodes foi proclamado rei da Judéia pelo senado romano. Seu pai, Antípatro, ocupara a função de procurador na administração romana - cargo cuja principal tarefa consistia em supervisionar a cobrança de impostos. Com muita habilidade política, nenhum escrúpulo, um exército de mercenários e as bênçãos de Roma, Herodes impôs seu reinado sobre um território que se estendia da Síria ao Egito. Foi chamado "o Grande" graças a um fabuloso programa de obras urbanísticas e arquitetônicas.

Por que sinóticos? Em sua forma final, os quatro evangelhos canônicos aparecem redigidos em grego, o idioma falado pelos judeus que viviam fora da Palestina. O texto atribuído a Tomé é a versão em língua copta de um original grego. Os evangelhos de Marcos, Mateus e Lucas apresentam tantas semelhanças que era costume colocá-los em colunas paralelas, de modo que pudessem ser abarcados com um só olhar. Daí serem chamados de "sinóticos". Eles possuem 330 versículos em comum. Acredita-se que sua redação passou por três etapas: a arcaica, a intermediária e a final. Ao longo dessas etapas, os redatores teriam se influenciado uns aos outros. E também utilizado materiais retirados de documentos independentes, jamais localizados. Essa hipótese, baseada numa análise crítica dos textos finais, recebeu, em 1992, um reforço espetacular. Foi a descoberta, numa das grutas do sítio arqueológico de Qumran, na região do Mar Morto, em Israel, de um fragmento de papiro, datado do ano 50 d.C., onde se pode ler, em caracteres gregos, trechos de dois versículos do evangelho de Marcos. É impossível saber se o fragmento corresponde ao próprio evangelho ou a algum documento perdido, que o redator utilizou como fonte. De qualquer modo, o achado desmente a idéia de uma composição tardia e, portanto, pouco confiável das narrativas evangélicas. Duas décadas depois da morte de Jesus, sua história já estava sendo escrita.

O governo de Herodes: Em seu governo, Jerusalém e muitas outras cidades foram reurbanizadas à moda romana: cortadas de ponta a ponta por grandes avenidas (o cardo maximo), subdivididas por ruas formando ângulos retos e embelezadas com palácios, anfiteatros, hipódromos, piscinas e jardins. Acima de todas as obras, destacou-se a suntuosa reconstrução do Templo de Jerusalém, com a qual o rei esperava conquistar a simpatia dos judeus, que o odiavam. O preço desse frenesi de edificações foi a extorsão e a opressão ilimitadas do povo. Constantemente amedrontado pela idéia de perder o poder, Herodes recorreu a todo tipo de crime, inclusive o assassinato de membros de sua própria família. Quando ele enfim morreu, no ano 4 a.C., o reino foi dividido entre seus filhos Arquelau, Filipe e Herodes Antipas, que, sem possuírem o talento do pai, seguiram fielmente seu figurino político. Jesus nasceu ainda no reinado de Herodes (leia O Nascimento), viveu em territórios governados por seus filhos e morreu sob o poder do romano Pôncio Pilatos, procurador da Judéia entre 26 e 36 d.C.. Foi um período excepcionalmente conturbado na história do povo judeu. A cobrança de impostos, a opressão política e a ingerência estrangeira em assuntos religiosos despertavam exaltada oposição popular e geravam um clima de revolução iminente. Na década de 60 d.C., 30 anos depois da morte de Jesus, o país explodiu em levantes generalizados contra o domínio romano. A repressão a esse movimento insurrecional culminou, em 70 d.C., com a destruição de Jerusalém pelas legiões comandadas por Tito, futuro imperador de Roma.                                                                                                      

                 por José Tadeu Arantes


         Fonte: www.arvoredobem.ig.com.br - Texto retirado da Internet

É amigos essa ai é a nossa mídia. Uma vergonha. >> Beijjuuus Ivete Assunto: Gugu Data: Sat, 7 Dec 2002 14:06:15-0200 Anexos: (Não seI se já conheces...eu já conhecia e me mandaram novamente) LEIA ATÉ O FIM Sem comentários mesmo!!! Vale a pena refletir!!! Que vergonha!!! Que todos os jovens pudessem ter a mentalidade desta jovem Priscila! Por favor prestem muita Atenção nesta Carta enviada ao S.B.T. O que nos chama a atenção é a idade da missivista! Aos responsáveis pelo programa Domingo Legal:  

                      Priscila X Gugu Liberato:

Não posso deixar de demonstrar o meu profundo descontentamento perante a programação exibida aos domingos. A tentativa de libertar o marido da cantora Simony é vergonhosa. Engraçado como a mídia se mobiliza para libertar um assaltante de bancos, mas ninguém vem aqui em casa para nos comprar um carro novo, já que o nosso foi roubado depois de ter sido comprado com muito suor e trabalho. Engraçado que o filho da Simony não pode crescer longe crescer longe do pai, que já tem 2 crianças largadas no mundo, mas a filha do amigo do meu pai pode ficar órfão aos 2 anos de idade, o pai dela foi assassinado ontem num assalto)... Ninguém do SBT foi à casa dela perguntar se ela precisa de alguma coisa... O meu pai chegou a levar um tiro num assalto e já perdeu tanto dinheiro em outros assaltos que nem se lembra quanto, mas infelizmente ninguém se propôs a repor o dinheiro roubado para tirá-lo do sufoco ou sequer apareceu alguém para visitá- lo no hospital... Isso não dá ibope... A revista Veja publicou uma matéria que deixou assustado qualquer cidadão de bem (menos o Sr. Gugu que anda com seguranças armados até os dentes e não depende de uma polícia despreparada que vive com um salário de miséria)... de cada 100 criminosos, apenas 24 são presos, só 5 vão a julgamento e apenas 1 cumpre a pena até o fim. APENAS 1% DOS BANDIDOS FICAM PRESOS E VC AINDA QUER SOLTAR O QUE ESTÁ PRESO??? Isso é realmente lamentável... o coitadinho só roubou um banco, merece ficar livre. Por que o Sr. Augusto Liberato não mostra o fim daquele mendigo que ele ajudou com casa, dinheiro e trabalho...depois de todo aquele estardalhaço que o Domingo Legal fez para ajudá-lo, não vi nenhuma menção ao fato dele ter sido preso assaltando um posto de gasolina após perder tudo o que o Gugu deu... e o fim daquele pequeno polegar, o Rafael... pobrezinho... Certamente, não sou a favor do programa penitenciário no Brasil...sou a favor dos presidiários estudarem e trabalharem para a sociedade em troca de redução da pena caso não tenham cometido crime hediondo, mas ser solto antes do tempo só porque a Simony engravidou é demais pra minha cabeça... Políticos não ficam presos e agora também artistas e parentes têm imunidade?? Só no Brasil mesmo pra acontecer esse tipo de coisa. Concordo que a violência exacerbada que está batendo à nossa porta é fruto do descaso do governo e da sociedade para com as crianças de alguns nos atrás que foram deixadas sem escola, creche, crianças abandonadas à própria sorte, mas soltar os bandidos por essa justificativa não resolve. Por que o SBT não faz uma campanha para os políticos investirem mais em educação e creche ao invés de soltar presidiários parentes de celebridades?? Ou mesmo colocar uma programação mais decente, que proporcione cultura ao invés de mulher pelada. É um caso a se pensar... Vou parando por aqui, pois tenho um enterro para ir (já mencionei o amigo do meu pai que foi morto ontem). Deixo aqui a minha revolta perante uma televisão podre, que vende a ignorância e proporciona festivais de absurdos como se a vida fosse uma simples brincadeira. O Domingo Legal já está bloqueado aqui em casa e farei o possível para convencer as pessoas com um mínimo de inteligência a não mais assistirem a essa porcaria. E se a Simony ama tanto o marido dela que espere ele cumprir a pena e pagar o que deve para a sociedade ou será que o amor dela não é suficientemente grande para agüentar as adversidades?? Priscila - 16 anos - São Paulo - SP A atitude dos internautas que concordam com esse texto deve ser a mais simples possível: Repassar à todos amigos de sua lista, se concordar com o texto riquíssimo supra!.