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INFORMATIVO UNIAFRO N.º 15 - Fevereiro de 2003

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SARAVÁ IEMANJÁ

Iemanjá

Artista: José Carlos Martinez

Yemanjá, intitulada "Mãe das Cabeças", é o mais cultuado Orixá nas Américas. Seu dia votivo é 2 de fevereiro, mas em alguns cultos afro-brasileiros ela é homenageada também no dia 31 de dezembro, na passagem de ano.

(Foto Rafael Centro Espírita Luz Divina-CELD-São José -SC)


Yemanjá, a princípio, era um orixá que habitava os rios. Na África era cultuada no rio Ogum, mas aqui no Brasil e em Cuba ela passou a reger as águas salgadas também, talvez por causa de sua fusão com Olokum, orixá dono do mar e que não é cultuado no Brasil. Yemanjá é representada de forma maternal, corpulenta e com seios fartos. De temperamento terno, mas enérgico, dedicada a seus filhos, Yemanjá é a mãe das mães. Suas cores são variadas: azul-claro, rosa-claro, azul e branco, prata, branco transparente; bem como seu nome: Yemanjá, Inaê, Janaína, Dandalunda, Sereia, Dona Maria, Kaiyá, Marabô, etc... Seu dia votivo é o sábado. Segundo lendas africanas, Ela é considerada mãe de 15 orixas: Dadá, Xangô, Ogum, Olokum; Oloxá, Iansã, Oxum, Obá, Orixaokô, Okê, Obaluayê, Orum (o sol), Oxupá (a lua), Oxóssi e Ajé Xalungá. A semelhança com outras deusas aquáticas pode ser devido a obsorção de seu culto por outras tribos africanas (da mesma forma como os rituais interagem uns com os outros aqui no Brasil, influenciando-se mutuamente) que a relacionavam a um rio ou ao próprio mar. Agumas das características dos filhos de Yemanjá: são formais, têm apego a família, personalidade forte, sinceridade, objetividade, são carinhosos e fraternos. Não são ambiciosos ou obssecados por coisas materiais, embora apreciem o conforto. Não gostam de fazer planos à longo prazo, apreciam a retidão, a hierarquia e o respeito. Yemanjá não tolera mentira ou traição. Seus simbolos: a meia lua, o peixe, o abebé redondo. Seu axé: uma pedra branca vinda do fundo do mar e que é colocada em seu assentamento. Seus filhos dançam para ela imitando, com os braços, o movimento das ondas do mar. É um orixá muito querido e respeitado. Rege a procriação e a geração de todas as formas de vida que existem. Sua saudação é Odô Yá!, ou Odô-fé-yabá!. Yemanjá aprecia o milho branco (canjica) com mel, arroz branco, angu e peixes. Seus animais prediletos são a pata. a galinha e a cabra, de preferência de cor branca. Yemanjá é filha de Odudua e Oxalá. Também é atribuida sua filiação a Olukum, mas em algumas lendas ele é tido como seu filho.

Omobaomi - Babalorixá


Os mitos são muito importantes para o candomblé. Segundo Reginaldo Prandi nos conta no seu livro Mitologia dos Orixás "é pelo mito que se alcança o passado e se explica a origem de tudo (...)se interpreta o presente e se prediz o futuro". Mergulhe nesta bela história contada por

Márcia d'Oxum

Oxalá

Artista: Goya Lopes

No princípio dos tempos existiam dois mundos: o Orum, o espaço sagrado dos orixás, e o Aiyê, o espaço dos seres vivos. Os orixás são os santos do candomblé, representantes das forças da natureza, que têm ligação direta com os elementos água, fogo, terra e ar, e tudo o que está contido neles. No Aiyê, então, só existia água. Foi quando Olodumaré, Deus supremo dos iorubás, resolveu recriar o espaço para a humanidade. Para essa tarefa incumbiu seu filho primogênito, Orixanilá (o nome mais sagrado de Oxalá). Entregou-lhe um saco (apo iuá) contendo ingredientes especiais -- a terra inicial, a galinha de cinco dedos, uma pomba e um camaleão. A terra deveria ser lançada sobre a imensidão das águas. A galinha de cinco dedos deveria ir ciscando a terra para alargá-la o mais que pudesse. A pomba, ao voar, orientaria a extensão da terra expandida. E o camaleão, atento à tudo, observaria a execução da tarefa atribuída a Orixanilá, para reportar os fatos à Olodumaré. Assim, com seu cajado (opaxorô) e o saco da criação (apo iuá) Orixanilá iniciou sua caminhada do Orum para o Aiyê, o planeta Terra habitado pelos seres vivos. Entretanto, no meio do caminho, sentiu-se cansado e com sede. Parou para descansar e bebeu um pouco de emu (vinho da palmeira do dendezeiro). A interrupção de sua jornada, por outro lado, era a oportunidade que seu irmão caçula, Odudua, precisava para competir perante os olhos de seu pai, Olodumaré, nessa tarefa de grande importância. Então enquanto Orixanilá dormia, Odudua pediu a seu pai que ele cumprisse tal tarefa, o que foi permitido. Olodumaré, por sua vez, lhe disse com autoridade: "Assuma a missão de criar a terra dos seres vivos", o que foi feito prontamente. Depois da galinha ciscar a terra, a pomba orientar a sua expansão e o camaleão verificar se a tarefa foi cumprida, no terceiro dia Odudua criou a terra firme, que passou a chamar-se Ilê Ifé (que no idioma iorubá significa "terra que foi sendo ciscada"). Criou ainda, do barro e da água, bonecos inanimados de todas as formas e de todas as cores esculpidas por suas mãos. Orixanilá mostrou-se, perante o pai, arrependido do seu ato de irresponsabilidade. E para que não se sentisse tão humilhado, Olodumaré resolveu, em um supremo ato de inspiração, dar a Orixanilá outra tarefa de tanta importância quanto a primeira, e ainda mais nobre: a de conceber a vida nos bonecos inanimados. E assim ele soprou nas narinas do boneco de barro, criando os seres humanos. Esse sopro da vida é chamado pelos iorubás de emi. Assim, Odudua é o criador de Ilê Ifé, primeira cidade do mundo para os iorubás. E Orixanilá é o concessor da vida, aquele que dela dispõe, por ter criado os seres humanos.

Fonte: Internet - www.arvoredobem.ig.com.br


Jesus: os anos de aprendizado

Por José Tadeu Arantes

A Virgem, a Criança e S. Ana

A infância e a juventude de Jesus não devem ter sido muito diferentes da de qualquer menino judeu da Galiléia naquela época. Aqui você mergulha na infância do Menino Jesus

As primeiras letras:

No tempo de Jesus, o analfabetismo era muito raro entre os judeus do sexo masculino. Pois, ao completar 13 anos, os meninos deviam comparecer à sinagoga e ler uma passagem da Torá (as Sagradas Escrituras judaicas, constituídas pelos cinco primeiros livros da Bíblia: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio). Era o Bar-Mitzvá, um rito de passagem no qual o jovem se tornava responsável por todos os seus atos. Por força dessa tradição, todos os garotos recebiam uma instrução elementar, que compreendia a leitura, a escrita, a história do povo judeu e o conhecimento dos principais salmos da Bíblia, adotados como orações. Jesus teve certamente acesso a essa educação básica. E a famosa passagem de Lucas, na qual o menino Jesus debate com os doutores do Templo, é interpretada por alguns especialistas como sendo sua cerimônia de Bar-Mitzvá.

Teria sua instrução se interrompido nesse estágio?

Durante muito tempo, acreditou-se que a pobreza da família impedira seu acesso à educação superior. Tal suposição parecia concordar com certas passagens dos evangelhos - como um trecho de João no qual os ouvintes se admiram com seus ensinamentos, dizendo: "Como pode ser ele versado nas Escrituras, sem as ter estudado". Mas a opinião dos pesquisadores começou a mudar nos últimos anos. Um estudo mais profundo das narrativas evangélicas e principalmente uma nova compreensão da sociedade judaica da época parece indicar que nem sua família era tão pobre nem sua instrução parou no nível elementar. Na verdade, os especialistas se inclinam cada vez mais a encará-lo como um rabino, altamente versado na cultura tradicional de seu povo. "Rabino", aliás, é o título pelo qual seus interlocutores o tratam em inúmeras passagens dos evangelhos.

Jesus seria um rabino?

Uma das formas de se obter essa educação superior era participar dos círculos de discípulos de rabinos ilustres. Paulo - que inicialmente perseguiu os seguidores de Jesus e depois se tornou o principal teórico e propagandista do cristianismo - recebeu esse tipo de instrução junto ao rabino Gamaliel, um dos maiores mestres da época. Teria Jesus vivido uma experiência parecida? É possível. Porém os evangelhos não fornecem nenhuma informação a respeito. Marcos e João começam seu relato com Jesus prestes a iniciar sua missão, aos 30 ou, mais provavelmente, 33 anos de idade. Mateus e Lucas traçam um brevíssimo retrato da infância e, daí, pulam para a idade adulta. Alguns apócrifos apresentam outras cenas infantis, mas são narrativas tardias e tão fantasiosas que não despertam confiança. O resultado de tudo isso é uma lacuna de cerca de 20 anos na "biografia" do homem. Essa omissão de dados deu margem a todo tipo de especulação. Alguns autores associaram Jesus à comunidade dos essênios - conjectura totalmente descartada pelas pesquisas mais recentes. Outros o fizeram viajar à Índia, em busca de conhecimentos esotéricos. Não há nenhuma prova a favor ou contra essa hipótese. De qualquer modo, apesar de fascinante, ela é desnecessária, pois a sabedoria oculta estava disponível na Palestina. O Antigo Testamento menciona explicitamente a existência. de confrarias místicas no tempo dos profetas Elias e Eliseu. Elas certamente continuavam a existir, e até com maior expressão, no século 1 d.C., quando o judaísmo se encontrava dividido num sem número de partidos e seitas. A eventual participação do jovem Jesus num desses círculos iniciáticos é assunto polêmico. Mas poderia explicar as peculiaridades de alguns de seus ensinamentos, certas passagens obscuras de sua vida, e até mesmo a maneira como estruturou seu próprio grupo de discípulos. (leia Jesus foi um iniciado?)

O jovem trabalhador:

A tradição cristã diz que José, o esposo de Maria, exercia a profissão de carpinteiro. O evangelho de Marcos vai além. E afirma que o próprio Jesus seguia esse ofício: "Não é este o carpinteiro, o filho de Maria (...)?", perguntam seus ouvintes, admirados com a profundidade dos ensinamentos que acabara de proferir na sinagoga. Esse dado é muito verossímil, pois, na época, as profissões passavam de pai para filho. Mas a tradução não faz inteira justiça ao texto grego do evangelista. Pois a palavra tékton, utilizada por Marcos, possui um significado mais amplo, e se aplica tanto à função de carpinteiro quanto às de pedreiro e serralheiro. O mais provável, portanto, é que Jesus fosse um trabalhador autônomo, capaz de exercer essas diferentes habilidades profissionais, de acordo com a demanda dos clientes. Tal interpretação converge com o que escreveu o autor cristão  Justino de Roma, no ano 150 d.C.. Esse escritor, que nasceu na Galiléia, a região onde Jesus viveu, afirma que ele fazia cangas para bois e arados

A língua do Mestre

A língua sagrada:

O idioma usado por Jesus no dia-a-dia era o aramaico. Pois, em sua época, o povo já não falava mais o hebraico. Considerado uma língua sagrada, o hebraico era empregado apenas na composição de obras eruditas e nos ritos religiosos.

A língua do povo:

Na comunicação cotidiana, desde a época do exílio na Babilônia (586 a.C.-538 a.C.), só se utilizava o aramaico. Trata-se de um idioma do grupo semítico, originário da Alta Mesopotâmia, falado ainda hoje em círculos restritos. É tão semelhante ao hebraico quanto o espanhol ao português. E, a partir dos últimos reinados assírios e persas, no século 6 a.C., tornou-se uma língua internacional, empregada principalmente no comércio.Nas sinagogas, as leituras dos textos eram feitas em hebraico. Mas, para que as pessoas comuns pudessem compreendê-las, um servente as traduzia ao aramaico. Como rabino, Jesus estava perfeitamente familiarizado com o idioma sagrado. Isso fica bem claro numa passagem do evangelho de Lucas, na qual ele lê na sinagoga um trecho do livro do profeta Isaías, e depois o comenta para os ouvintes. Segundo os estudiosos, a leitura foi feita em hebraico e o comentário em aramaico.

As línguas estrangeiras:

A terceira língua falada na região era o grego, o inglês da época, disseminado por todo o Oriente Médio com as conquistas de Alexandre, o Grande, no século 4 a.C.. O grego era utilizado, principalmente, pelas comunidades judaicas que viviam fora da Palestina. Mas é bem provável que Jesus o conhecesse. Quanto ao latim, o idioma do Império, seu uso se restringia aos quadros da administração romana.

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OLÁ, VOCÊS, BABALORIXÁS E YALORIXÁS! ESTAMOS AGUARDANDO SEU TEXTO PARA PUBLICAÇÃO EM NOSSO INFORMATIVO. NÃO FIQUEM CONSTRANGIDOS EM EXPRESSAR PUBLICAMENTE SUAS OPINIÕES. LEMBREM-SE QUE SE O ASSUNTO É RELIGIÃO NINGUÉM É DONO DA VERDADE. AQUELA ÉPOCA DE QUE "RELIGIÃO E POLÍTICA NÃO SE DISCUTE" JÁ PASSOU FAZ MUITO TEMPO. ESTAMOS NO SÉCULO XXI. VAMOS DISCUTIR A NOSSA RELIGIÃO AFRO-BRASILEIRA COM AMOR, RESPONSABILIDADE E RESPEITO AS DIVERSIDADES PARA ENCONTRARMOS RESPOSTAS AOS NOSSOS ANSEIOS. AXÉ E LUTA!!!

Uniafro/SC


DESAFIOS DE UMA MENOPAUSA CONSCIENTE

por Equipe Árvore do Bem

Quadro de Klimt

Um recente mega-estudo realizado no Estados Unidos com milhares de mulheres indica que, ao contrário do que se pensava, a TRH, terapia de reposição hormonal, predispõe o organismo feminino a doenças cardiovasculares, câncer, derrames, embolia e coágulos sanguíneos. Mas também é verdade que muitas mulheres conseguem efetivamente aliviar com esta terapia à base de hormônios sintéticos os desagradáveis sintomas que a menopausa impõe, como calores, suores noturnos, pouca lubrificação vaginal, dores de cabeça e depressão. Se a paciente já não consegue dormir direito, tem uma queda acentuada na sua capacidade de produzir e sente-se mal regularmente, é justo correr algum risco utilizando a terapia com hormônios sintéticos. Esse é o raciocínio de muitos médicos alopatas que se dizem determinados a continuar com essas terapias, alegando que os resultados do recente estudo americano, na verdade, indicam que os riscos da reposição hormonal são pequenos e as possibilidades de morte menores ainda prescrevendo para cada paciente uma dose específica de acordo com suas necessidades. De um modo geral, a conduta desses profissionais está sendo a de adotar doses menores de estrógeno ou estrógeno combinado a progesterona a suas clientes. Com ou sem TRH, entretanto, a verdade é que, hoje em dia, mais do que há 20 anos, a menopausa assusta a maioria das mulheres. Para algumas, inclusive, e seus médicos, ela se transformou em doença. Embora a atitude predominante seja negativa, vale lembrar que outras culturas encaram esse momento com uma postura claramente diferenciada. As suecas, por exemplo, e índias de diversas tradições aumentam a auto-estima durante esse período.


Mulheres que comemoram a chegada da menopausa sofrem seus sintomas de maneira bem mais suave

E ainda há aquelas que compreendem os inevitáveis calores que o corpo produz como uma oportunidade única para crescer espiritualmente. E não se trata de bruxaria ou milagre: monges tibetanos, praticantes da tumo yoga, são capazes de aumentar em até 23ºC a temperatura superficial de seus corpos. Com esse calor gerado, eles acreditam poder queimar emoções negativas, crenças equivocadas, erros e apegos do ego, que impedem a essência de se manifestar. Por sinal, tumo, em tibetano, significa mulher feroz. Essa "mulher feroz" é a energia vital que anima todos os seres humanos, homens e mulheres. A circulação desta energia pelo organismo, de maneira fluída, equilibrada e harmônica é o segredo de uma boa saúde para a medicina chinesa, ayurvédica e outras medicinas orientais. Mas e aqui entre nós, no Ocidente, como associar o fogo interior aos fogachos que tiram o sono das mulheres no climatério? Quem pensa a menopausa não como doença e sim como uma fase delicada e natural da vida de toda mulher, será capaz de entender uma corrente que considera que, embora não dominem a prática dos monges tibetanos, muitas mulheres podem, sim, oferecer suas angústias, ansiedades, dores para serem queimadas no fogo interior da transformação. Elas conseguem elevar e harmonizar sua energia vital, equilibrar corpo, mente e sentimentos. Tocar a essência através dos calores da menopausa é o grande desafio para essas corajosas mulheres. Neste ESPECIAL você vai ler mais sobre esta corrente de pensamento e até conhecer exercícios práticos para driblar mal-estares. Hormônios sintéticos, hormônios naturais, meditação, dietas alimentares, exercícios respiratórios, exercícios físicos, relaxamento, terapias psicológicas e simplesmente não fazer nada. Esse é o poderoso arsenal à disposição para sair da menopausa com mais força e sabedoria. Faça sua escolha, lendo sem pressa este ESPECIAL. Uma menopausa consciente pode se transformar numa dádiva. E viva as mulheres!

Para conhecer mais o estudo americano sobre terapia de reposição hormonal clique www.jama.com (site da Journal American Medical Association)

Fonte: www.arvoredobem.hpg.com.br


Uma história de amor

Como qualquer mãe, quando Karen soube que um bebê estava a caminho, fez todo o possível para ajudar o seu outro filho, Michael, com três anos de  idade, a se preparar para a chegada. Os exames mostraram que era uma menina, e todos os dias Michael cantava perto da barriga de sua mãe Ele já amava a sua irmãzinha antes mesmo dela nascer a gravidez se desenvolveu normalmente. No tempo certo, vieram as contrações. Primeiro, a cada cinco minutos; depois a cada três; então, a cada minuto uma contração. Entretanto, surgiram algumas complicações e o trabalho de parto de Karen demorou horas. Todos discutiam a necessidade provável de uma cesariana. Até que, enfim, depois de muito tempo, a irmãzinha de Michael nasceu. Só que ela estava muito mal. Com a sirene no último volume, a ambulância levou a recém-nascida para a UTI neonatal do Hospital Saint Mary. Os dias passaram.

A menininha piorava. O médico disse aos pais:

"Preparem-se para o pior. Há poucas esperanças".

Karen seu marido começaram, então, os preparativos para o funeral. Alguns dias atrás estavam arrumando o quarto para esperar pelo novo bebê. Hoje, os planos eram outros. Enquanto isso, Michael, todos os dias, pedia aos pais que o levassem para conhecer a sua irmãzinha:

- "Eu quero cantar pra ela" - ele dizia.

A segunda semana de UTI entrou e esperava-se que o bebê não sobrevivesse até o final dela. Michael continuava insistindo com seus pais para que o deixassem cantar para sua irmã, mas crianças não eram permitidas na UTI. Entretanto, Karen decidiu. Ela levaria Michael ao hospital de qualquer jeito. Ele ainda não tinha visto a irmã e, se não fosse hoje, talvez não a visse viva. Ela vestiu Michael com uma roupa um pouco maior, para disfarçar a idade, e rumou para o hospital. A enfermeira não permitiu que ele entrasse e exigiu que ela o retirasse dali.

Mas Karen insistiu: - "Ele não irá embora até que veja a sua irmãzinha!".

Ela levou Michael até a incubadora. Ele olhou para aquela trouxinha de gente que perdia a batalha pela vida. Depois de alguns segundos olhando, ele começou a cantar, com sua voz pequenininha:

- "Você é o meu sol, o meu único sol. Você me deixa feliz mesmo quando o céu está escuro..."

Nesse momento, o bebê pareceu reagir. A pulsação começou a baixar e se estabilizou. Karen encorajou Michael a continuar cantando.

"Você não sabe, querida, quanto eu te amo Por favor, não leve o meu sol embora..."

Enquanto Michael cantava, a respiração difícil do bebê foi se tornando suave. "Continue, querido!", pediu Karen, emocionada. "Outra noite, querida, eu sonhei que você estava em meus braços..." O bebê começou a relaxar. "Cante mais um pouco, Michael." A enfermeira começou a chorar.

"Você é o meu sol, o meu único sol. Você me deixa feliz mesmo quando o céu está escuro... Por favor, não leve o meu sol embora..." No dia seguinte, a irmã de Michael já tinha se recuperado e em poucos dias foi para casa.

O Woman's Day Magazine chamou essa história de "O milagre da canção de um irmão". Os médicos chamaram simplesmente de "milagre". Karen chamou de "milagre do amor de Deus". O AMOR É INCRIVELMENTE PODEROSO.

Quando você receber este e-mail recite a prece abaixo. É só isso que você deve fazer. Envie para quatro pessoas e veja o que acontece no quarto dia. "Que a paz esteja com você hoje. Que você tenha a certeza de que está exatamente onde deveria estar. Que você use as graças que recebeu e transmita o amor que lhe foi dado. Que você se sinta feliz por ser filho de Deus. Que a Sua presença suporte o seu corpo e permita à sua alma cantar, caminhar ao sol, pois ele brilha para todos nós".

Fonte: Internet – e-mail enviado por Ivete G da Silva


DESTAQUE DO MÊS DE JANEIRO

A Uniafro destaca no mês de Janeiro/2003, o Terreiro de Mãe Abigaíu, no bairro Agronômica, pela bela homenagem oferida ao Orixá Oxóssi, o rei das matas. Homenagem belíssima, onde estavam presentes vários babalorixás. A homenagem, que iniciou com o Orixá Ogum, concluiu com os cantos a Oxóssi, com a presença dos nossos querido Caboclos de Umbanda. Destaca-se também a acolhida que a Uniafro teve por parte de todos, e em especial ao Ogam da casa.

Axé e Luta!!!

Apolônio A da Silva

Coord. Adm. Uniafro