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SEJA BEM-VINDO À UNIAFRO
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UNIÃO DE CULTURA NEGRA EM SANTA CATARINA |
INFORMATIVO UNIAFRO N.º 18 - Agosto de 2005
www.uniafro.hpg.com.br / e-mail: uniafro@ieg.com.br - Fones: 9114-5905 / 3025-4292
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SARAVÁ
OBALUAIYÊ
ATOTÔ
Obaluayê, o guerreiro, também
conhecido como Omulú, em sua apresentação como velho e doentio, ou Shapanã
- “o médico dos pobres” por ter a capacidade de curar as doenças da matéria
e do espírito humano -, além de curar também os animais. Esse grande orixá,
originário da nação gêge (fon), é reverenciado no dia 16 de agosto, na
maioria dos cultos afro-brasileiros. Seu alimento mais comum é a pipoca,
estourada na areia de praia ou de rio. Obaluaiyê é o senhor das propriedades
da terra; senhor da vida e da morte física, senhor do aiyê.
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A Uniafro lamenta o falecimento da Yalorixá Mãe
Cristina, ocorrido no último final de semana, dia 06/08/2005. Mãe Cristina
era uma das cacurucaias de Umbanda da Ilha da Magia. Deixa saudade a todos os
seus filhos-de-santo e familiares; e uma grande lacuna no Ritual de Umbanda em
Florianópolis – SC. O corpo de mãe Cristina foi sepultado no dia 07/08/05.
UMBANDA ESTÁ DE LUTO!
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UNIAFRO & CEUCASC
A Uniafro – União de Cultura Negra
Essa proposta de união, não de unificação,
puxada pela Uniafro visa fortalecer o CEUCASC e dar apoio à sua nova
diretoria, que apresentou na reunião, como uma das propostas, à reestruturação
daquele Conselho e a busca de novas parcerias com outras entidades para melhor
atender à comunidade afro-religiosa do Estado de Santa Catarina. Representado
naquela reunião por seu presidente, Babalorixá Jayme de Oxaguiã, externou a
ânsia da diretoria daquele órgão fiscalizador em querer, realmente, tornar
o Conselho mais atuante e responsável com os assuntos inerentes à religião
afro-brasileira
A atitude da atual diretoria do CEUCASC, de
pretender ir além da simples entrega de alvarás, certificados e
carteirinhas, é elogiável. Um Conselho Fiscalizador precisa ter sua
autoridade reconhecida por seus pares; caso contrário, os documentos
expedidos por ele nada representará, além de simples papel, por estar
esvaziado da importância que deveria ser
atribuída pela comunidade afro-religiosa que lhe dá autoridade de ação e
decisão e pela própria sociedade onde está inserido. A Uniafro está nessa
luta junto ao CEUCASC para que a comunidade afro-religiosa de Santa Catarina
tenha, realmente, um órgão fiscalizador atuante e confiável. É necessário
que se tenha um órgão fiscalizador forte para que se possa coibir os
excessos, todos sabemos que ocorrem, que depõem contra os cultos afro; contra
a comunidade umbandista; contra
esse(a) ou aquele(a) babalorixá e/ou yalorixá que realiza trabalhos sérios
que nos enchem de orgulho de nos intitularmos “umbandistas”. “Arriba
CEUCASC!” Que essa parceria com a Uniafro seja duradora, e juntos, atuando
em suas áreas pertinentes, possamos realizar muitos projetos que venham
valorizar e causar orgulho à comunidade afro-religiosa e aos
afros-descendentes catarinenses e
Seja bem-vindo CEUCASC! Axé e Luta!!!
Apolônio A da Silva – Adm. Uniafro
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POR QUE A IGREJA UNIVERSAL "DO REINO
DE DEUS" E OUTRAS IGREJAS NEOPROTESTANTES AGRIDEM TANTO OS CULTOS
AFRO-BRASILEIROS
Por será que a Igreja Universal do "Reino de Deus" e as
outras igrejas neo-evangélicas atacam tanto os cultos afro-brasileiros,
tentando destruí-los a todo custo?
Que interesse há por trás desses ataques? Será por que os Terreiros de
cultos afro-brasileiros têm dinheiro? Será por que esse culto representa
algum perigo para eles? Ou será que pensam que é mais fácil convencer um
adepto do culto afro a renegar à crença em sua religião e às suas origens
para entrar para a Igreja Universal do “Reino de Deus”?
Não; não é isso, pois sabemos que a maioria dos Terreiros é pobre. Será
por que as pessoas que freqüentam os cultos afro-brasileiros têm boa situação
econômica? Talvez, pois alguns, graças aos orixás, realmente têm. E o que acontece quando
um filho-de-santo desiste do Terreiro que freqüentava e vai para a Igreja
Universal do "Reino de Deus"? Ele vai dar o seu testemunho de
como estava a "sua vida quando freqüentava o Terreiro e como está agora
desde que começou a freqüentar à Igreja Universal. Estamos cansados de ver
e ouvir em seus programas de rádio e televisão esses depoimentos
hipócritas. Essas pessoas jamais entenderam a essência e o significado da
palavra Orixá ou da palavra axé e, principalmente, dos fundamentos das
religiões afro-brasileiras. Talvez essas pessoas pretendam ficar ricas,
como vemos e ouvimos nos depoimentos na televisão e no rádio. Quem sabe
gostariam de freqüentar templos sofisticados e bonitos, como os são as
Igrejas Universal do "Reino de Deus". Se os senhores pastores da
Igreja Universal destratam tanto os cultos afro-brasileiro por que será que
usam coisa que são usadas nos Terreiros de rituais afro-brasileiros? Ouvimos
e vemos na mídia a indicação de banhos-de-descarga; sessões de des(carregos);
o uso do sal grosso; da coleta de ervas para banho; etc... Tudo coisas
utilizadas em rituais afro-brasileiros. SE
USAM, É PORQUE FUNCIONA! CASO CONTRÁRIO, NÃO IRIAM IMITAR OS RITUAIS
AFRO-BRASILEIROS. As religiões afro-brasileiras não têm redes
de rádio e televisão para divulgarem as suas propostas religiosa. Sequer tem
espaço na mídia (programa de rádio ou televisão) para se defender, mas o
povo-de-santo
tem fibra, é
inteligente e tem FÉ
Autor:
Ojúòbá
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CURSOS DE CULTURA AFRO-BRASILEIRA MINISTRADOS PELA UNIAFRO
Participe
dos cursos de cultura afro-brasileira ministrado pela Uniafro e conheça um
pouco mais da história da África, da história afro-brasileira e seus
rituais religiosos afro-brasileiros.
Colabore conosco para que possamos continuar
a realizar os serviços de utilidade pública que irão lhe beneficiar. A
Uniafro não cobra mensalidade de ninguém. A Uniafro/SC sobrevive do produto
de seu trabalho e de doações feitas por simpatizantes da cultura e religião
afro-brasileira.
FLORIAFRIKA
Cartões, artesanatos, camisetas em temas
afro-brasileiro. Lembranças de Floripa - FONE: 346-3546
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BABALORIXÁS E YALORIXÁS! AGUARDAMOS SEU TEXTO PARA PUBLICAÇÃO
Uniafro/SC
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DESTAQUE
DO MÊS DE AGOSTO
A Uniafro destaca no mês de agosto/2005, a parceria que
está acontecendo entre a ela – União de Cultura Negra
Axé e Luta!!!
Apolônio A da Silva -
Coord.
Adm. Uniafro
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UMBANDA
Há de se entender, antes de qualquer
explicação, que a UMBANDA é uma religião, ou seja, é composta de elementos
Divinos (Orixás e Guias); Doutrinários (linhas de atuação, reencarnação,
lei do karma, atuação e direcionamento dos médiuns, assistenciados e guias,
...; Princípios (amor, caridade, respeito ao próximo, fé, ...); Rituais
(abertura e encerramento das sessões, pontos cantados, feituras, ....); Místicos
( a forma de atuação dos Orixás e Guias); Divinatórios ( jogo de búzios,
... ) Humanos ( seus médiuns, Babás, Babalorixas, Sacerdotes, ...). Cabe
salientar que esses elementos são variáveis e podem ser vistos com mais ou
menos intensidade de acordo com a linha doutrinária da casa ( Linhas doutrinárias
ou Escolas Doutrinárias ). Como são muitas as ramificações e suas formas,
isso torna difícil agrupá-las em suas peculiariedades, ritos, doutrina,
fundamentos, filosofia, práticas. Pretendemos olhar de maneira geral os
elementos mais comuns a cada ramificação dentro do possível.
A
UMBANDA é
uma religião de cunho espiritualista (contato e/ou interferência de espíritos,
manipulações magísticas, práticas de cura através dos espíritos e/ou
ervas/poções/conjuros, utilização de elementos ou instrumentos místicos)/mediúnica
(instrumento pelo qual a prática religiosa se faz presente, especificamente, a
incorporação) que agrega elementos de bases africanas (culto aos Orixás e ao
espírito dos antepassados: Pretos-Velhos), indígenas (Caboclos), que recebeu
influência oriental (indiana, inerente à reencarnação, o kharma e o dharma),
e adquiriu elementos do cristianismo (judaísmo) como a caridade, o auxilio ao
próximo e outros ditos por Jesus Cristo que no sincretismo religioso (associação
dos Santos Católicos aos Orixás africanos) consideramos como o Orixá Oxalá.
Existem algumas versões para a origem
da Umbanda. Tentaremos mostrar uma face dessa origem, salientando que não
importa as formas variáveis da origem, e sim, como ela atua e o que têm em
comum: sua essência.
O início do movimento Umbandista se
coloca entre a primeira e a segunda metade do século XIX, junto ao candomblé.
Os negros nas senzalas cantavam e dançavam em louvor aos Orixás, embora aos
olhos dos brancos eles estavam comemorando os Santos católicos. Em meio a essas
comemorações eles começaram a incorporar espíritos ditos Pretos-Velhos
(reconhecidos como espíritos de ancestrais, sejam de antigos Babalaôs,
Babalorixás, Yalorixás e antigos "Pais e Mães de senzala": escravos
mais velhos que sobreviveram à senzala e que, em vida, eram conselheiros e
sabiam as antigas artes da religião da distante África) que iniciaram a ajuda
espiritual e o alívio do sofrimento material, àqueles que estavam no
cativeiro. Embora houvesse uma certa resistência por parte de alguns, pois
consideravam os espíritos incorporados dos Pretos-Velhos como Eguns (espírito
de pessoas que já morreram e não são cultuados no candomblé), também houve
admiração e devoção. Com os escravos foragidos, forros e libertados pelas
leis do Ventre Livre, Sexagenário e posteriormente a Lei Áurea, começou-se a
montagem das tendas, posteriormente terreiros.
No início do sec. XX surgiram as
Macumbas no sudeste do Brasil, mas precisamente no Rio de Janeiro (sendo que
também existiam
A mais antiga referência literária e
denotativa ao termo Umbanda é de Heli Chaterlain, Contos Populares de Angola,
de 1889. Lá aparece a referência à palavra Umbanda.
Segundo Heli Chatelain, tem diversas acepções correlatas na África
(ref.: Cultura Bantu):
1 - A faculdade, ciência, arte, profissão, negócio:
1a) de curar com medicina natural (remédios) ou sobrenatural
(encantos);
1b) de adivinhar o desconhecido pela consulta à sombra dos
mortos ou dos gênios, espíritos que não são humanos nem divinos;
1c) de induzir esses espíritos humanos que não são humanos a
influenciar os homens e a natureza para o bem ou para o mal;
Com o passar do tempo a Umbanda foi se
individualizando e se modificando em relação ao candomblé, ao Catolicismo e
ao Espiritismo. Através dos Pretos-Velhos e Caboclos, que guiaram seus
"cavalos" (médiuns), a Umbanda foi adquirindo forma e conteúdo próprios
e característicos (identidade cultural e religiosa) e que a diferencia daquela
"Umbanda rudimentar" ou Macumba.
A incorporação de guias de Umbanda
também ocorreu em outras religiões além do Candomblé, como foi no caso do
espiritismo. Em 1908, na federação espírita, em Niterói, um jovem de 17
anos, Zélio Fernandino de Moraes, foi convidado a participar da Mesa Espírita.
Ao serem iniciados os trabalhos, manifestaram-se em Zélio espíritos que diziam
ser de índio e escravo. O dirigente da Mesa pediu que se retirassem, por
acreditar que não passavam de espíritos atrasados (sem doutrina).
As entidades deram seus nomes como
Caboclo das Sete encruzilhadas e Pai Antônio. No dia seguinte, as entidades
começaram a atender na residência de Zélio todos àqueles que necessitavam,
e, posteriormente, fundaram a Tenda espírita Nossa Senhora da Piedade.
Zélio foi o precursor de um
"trabalho Umbandista Básico" (voltado à caridade, assistencial, sem
cobrança e sem fazer o mal e priorisando o bem), uma forma "básica de
culto" (muito simples), mas aberta à junção das formas já existentes
(ao próprio Candomblé nos cultos Nagôs e Bantos, que deram origem às
Umbandas mais africanas - Umbanda Omoloko, Umbanda de pretos-velhos-; ou aquelas
formas mais vinculadas ao espiritismo - Umbanda Branca-; ou aquelas formas
oriundas da Pajelança do índio brasileiro - Umbanda de Caboclo -; ou mesmo
formas mescladas com o esoterismo de Papus - Gérard Anaclet Vincent Encausse -,
esoterismo teosófico de Madame Helena Petrovna Blavatsky (1831-1891), de Joseph
Alexandre Saint-Yves d´Alveydre - Umbanda Esotérica, Umbanda Iniciática,
entre outras) que foram se mesclando e originando diversas correntes ou ramificações
da Umbanda com suas próprias doutrinas, ritos, preceitos, cultura e características
próprias dentro ou inerentes à prática de seus fundamentos.
Hoje temos várias ramificações da
Umbanda que guardam raízes muito fortes das bases iniciais, e outras, que se
absorveram características de outras religiões, mas que mantém a mesma essência
nos objetivos de prestar a caridade, com humildade, respeito e fé.
Alguns exemplos dessas ramificações
são:
"Umbanda tradicional “
- Oriunda de Zélio
Fernandino de Moraes";
" Umbanda
Popular "
- Que era praticada antes de Zélio e conhecida como Macumbas ou Candomblés de
Caboclos; onde podemos encontrar um forte sincretismo - Santos Católicos
associados aos Orixas Africanos";
"
Umbanda Branca e/ou de Mesa
"
- Com
um cunho espírita - "kardecista" - muito expressivo. Nesse tipo de
Umbanda, em grande parte, não encontramos elementos Africanos - Orixás -, nem
o trabalho dos Exus e Pomba-giras, ou a utilização de elementos como
atabaques, fumo, imagens e bebidas. Essa linha doutrinaria se prende mais ao
trabalho de guias como caboclos, pretos-velhos e crianças. Também podemos
encontrar a utilização de livros espíritas - "kardecistas - como fonte
doutrinária;
"
Umbanda Omolokô
"
- Trazida da África
pelo Tatá Trancredo da Silva Pinto. Onde encontramos um misto entre o culto dos
Orixás e o trabalho direcionado dos Guias. Culto trazido da África pelos
africanos escravizados, e que entre as décadas de 1940 à 1970,
aproximadamente, passou a ser divulgado pelo
Tatá Trancredo da Silva Pinto, pois esse culto já existia no Brasil. (grifo nosso);
" Umbanda
Traçada ou Umbandomblé “ - Onde existe uma diferenciação entre Umbanda e Candomblé,
mas o mesmo sacerdote ora vira para a Umbanda, ora vira para o candomblé em
sessoes diferenciadas. Não é feito tudo ao mesmo tempo. As sessões são
feitas em dias e horários diferentes;
"
Umbanda Esotérica
"
- É diferenciada
entre alguns segmentos oriundos de Oliveira Magno, Emanuel Zespo e o W. W. da
Matta (Mestre Yapacany), em que intitulam a Umbanda como a Aumbhandan:
"conjunto de leis divinas";
"
Umbanda Iniciática
" - É derivada da Umbanda Esotérica e foi fundamentada pelo
Mestre Rivas Neto (Escola de Síntese conduzida por Yamunisiddha Arhapiagha),
onde há a busca de uma convergência doutrinária (sete ritos), e o alcance do
Ombhandhum, o Ponto de Convergência e Síntese. Existe uma grande influência
Oriental, principalmente em termos de mantras indianos e utilização do
sanscrito;" Umbanda de Caboclo "
- influência do cultura indígina brasileira com seu foco principal nos guias
conhecidos como "Caboclos";
"
Umbanda de pretos-velhos
"
- influência
da cultura Africana, onde podemos encontrar elementos sincréticos, o culto aos
Orixás, e onde o comando e feito pelos pretos-velhos;
"
Umbanda de Almas e Angola
" Culto que teve sua origem no
Rio de Janeiro com o Babalaô Luiz D’Ângelo; foi trazido para o Estado de
Santa Catarina pela Babá Guilhermina Barcelos (Mãe/Vó Ida) e continuada sua
divulgação por Pai Evaldo Linhares, filho-de-santo de Mãe/Vó Ida; sendo
este, o culto que possui a maioria de adeptos nesse Estado (grifo nosso).
Outras formas existem, mas não têm uma denominação
apropriada. Se diferenciam das outras formas de Umbanda por diversos aspectos
peculiares, mas que ainda não foram classificadas com um adjetivo apropriado
para ser colocado depois da palavra Umbanda.
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DIVULGUEM
ESTA MARAVILHA BRASILEIRA...
Serviço
de utilidade pública ESTOU ENVIANDO A TODOS DA MINHA LISTA...REALMENTE É
MARAVILHA A NOTICIA!!!!!
DIVULGUEM ESTA MARAVILHA BRASILEIRA...
Alguém
pode precisar!
Já existe vacina anti-câncer (câncer
de pele e rins). Foi desenvolvido por cientistas-médicos brasileiros uma vacina
para estes dois tipos de câncer, que se mostrou eficaz, tanto no estágio
inicial como em fase mais avançada. A vacina é fabricada em laboratório,
utilizando um pequeno pedaço do tumor do próprio paciente. Em 30 dias fica
pronta, e é remetida ao médico oncologista do paciente. Telefone do Laboratório:
0800-7737327 - (falar com Dra. Ana Carolina ou Dra. Karyn, para maiores. detalhes): http://www.vacinacontraocancer.com.br/hybricell/
Mensagem enviada por: helealma
<helealma@terra.com.br> - segunda-feira, 8 de agosto de 2005 21:31:51
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Foi uma
grande festa na África! Um grande acontecimento no Orum. A notícia se espalhou
como um raio por toda Ilú aiyê. Iemajá, filha de Olokum iria casar novamente.
Não se sabe o porquê de Iemanjá
ter posto um fim ao seu antigo casamento com Orumilá, Senhor das Advinhações.
Seu futuro marido, Olofim, rei de Ifé, após o casamento, a levou para morar em
seu palácio, em seu reino. Lá, Iemanjá teve dez filhos, mas já cansada da
convivência com Olofim, disse-lhe que gostaria de voltar para o palácio de seu
pai Olokum. Olofim ficou furioso. Não permitiu que ela partisse de seu reino.
Iemanjá, decepcionada com a negativa de seu marido e com saudade do reino de
seu pai Olokum, foge de Ifé e vai em direção ao oeste, levando consigo uma
garrafinha contendo uma poção mágica preparada pelos sacerdotes de Olokum,
que havia lhe foi dada na ocasião da festa de seu casamento com Olofim. Seu pai
Olokum lhe tinha dito que se algum dia ela estivesse realmente precisando de
muita ajuda, em perigo extremo, que quebrasse aquela garrafinha no chão, que a
ajuda lhe seria de muita valia. Assim, de madrugada, Iemanjá fugiu. Olofim,
quando deu por sua falta, enraivecido, enviou seus guerreiros à procura de
Iemanjá. Vasculharam todo o reino de Ifé e outros reinos também. Iemanjá,
vendo-se cercada pelos guerreiros enviados por seu marido, sem ter mais para
onde fugir; num ato de extremo desespero, arremessou ao chão a garrafinha que
Olokum havia lhe dado e recomendado. Instantaneamente, um rio formou-se à sua
frente, cuja correnteza extremante forte a levou de volta ao oceano, ao reino de
seu pai. Dessa forma, Iemanjá conseguiu fugir da fúria de seu marido Olofim, e
passou a habitar à segurança do palácio de seu pai Olokum, senhor dos
oceanos. Por ser filha de Olokum, Iemanjá é chamada de Rainha do Mar, aqui no
Brasil, e é considerada a senhora de todas as águas. Na África, Iemanjá
habita o Rio Ogum.
Babalorixá
Omobaomi
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Iemanjá
recebe oferendas no tradicional culto à beira-Mar
Representantes de religiões afro repudiam "espetáculo"
Valéria Lages
Hoje é dia, principalmente noite, de
oferendas na praia à Iemanjá, a rainha dos mares das religões
afro-brasileiras. Apesar de tradicional em toda a costa do País, a realização
do ritual no dia 2 de fevereiro começa a desinteressar muitos freqüentadores
dos mais de mil terreiros existentes
"Nos últimos cinco anos, o ritual de
Iemanjá está perdendo o sentido de religiosidade e ganhando cara de espetáculo
e de exploração. Só falta os centros cobrarem ingresso do público. Muitos já
estão dando consultas na praia e cobrando por isso", critica Shirley
Nunes, secretária do Conselho Estadual Cristão Espírita de Umbanda e Cultos
Afros de Santa Catarina (Ceucasc).
Presidente do Conselho Consultivo do Ceucasc
e mãe-de-santo da Tenda Espírita Yansã e Pai Ambrósio (de Barreiros, São
José), Shirley, 60 anos, já não faz mais sua obrigação de praia (oferenda)
no dia 2 de fevereiro. Ela, outros pais de santo e chefes de terreiro estão
preferindo os dias 27, 28 e 29 de dezembro para fazer suas celebrações na
beira da praia. "Vamos para lugares mais calmos e em dias mais
tranquilos", explica.
Perda
da essência
A mãe-de-santo acredita que os festejos de
agradecimento, da maneira como são comemorados hoje, perderam sua essência,
embora continuem sendo jogados ao mar flores, velas e pedidos. "Turistas e
moradores das praias ficam em volta bebendo e dançando com o que chamam de
'sambinha' feito nas rodas. Alguns não entendem o que estamos fazendo mas
respeitam. Outros ficam zombando e falando palavrões para quem incorpora alguma
entidade. Já vi até gente soltando foguete em cima dos nossos trabalhos",
fala, indignada.
Shirley diz que tudo isso afeta o ritual.
"Não sei como os pais e mães-de-santo conseguem se concentrar. Na
verdade, na presença de estranhos muitos médiuns (seguidores) ficam inibidos
ou preocupados. Assim a corrente de energia se quebra e fica difícil se
concentrar. A entidade precisa do aparelho (médium) concentrado e preparado
para incorporar", detalha.
Desespero
Energia
Aqueles que ainda fazem oferendas, dançam e
entoam cânticos na noite de 2 de fevereiro continuam procurando as praias mais
movimentadas da Ilha, como Canasvieiras, Jurerê, Ponta das Canas e Sambaqui.
Esses lugares, segundo os religiosos puristas, não são os ideais para a festa
por serem baías. Em praias de mar aberto, conforme afirmam, há mais canalização
de energia porque a água é mais limpa.
A Festa de Iemanjá sempre foi feita em
Florianópolis no dia 31 de dezembro, quando eram feitos agradecimentos pelo
ano. Foi por influência do Rio Grande do Sul que os terreiros catarinenses
passaram a louvar o orixá no dia de Nossa Senhora dos Navegantes, comemorado
hoje.
Escravos
usavam santos para reverenciar orixás
Os orixás cultuados pelos cultos afros têm
sua correspondência nos santos da Igreja Católica. Iemanjá, por exemplo, é
Nossa Senhora dos Navegantes para os católicos. O sincretismo não é
coincidente. Foi proposital, planejado pelos escravos africanos que vieram para
a Bahia e que não tinham liberdade para adorar seus orixás.
Para enganar seus senhores, os negros
montavam altares nas senzalas com os santos católicos, cada um simbolizando um
orixá. Oxalá, o orixá maior, foi representado por Jesus Cristo e assim por
diante. Nossa Senhora dos Navegantes (cujo dia também é hoje) foi escolhida
para retratar Iemanjá, rainha dos mares e dos oceanos.
Como as senzalas ficavam longe das casas
grandes das fazendas, a batucada durante os cultos não era ouvida pelos
senhores. "Mas se alguém avisava os escravos que eles estavam se
aproximando, tudo era rapidamente transformado para parecer um ritual católico",
explica a mãe-de-santo Shirley Nunes, presidente do conselho consultivo do
Conselho Estadual Cristão Espírita de Umbanda e Cultos Afros de Santa Catarina
(Ceucasc).
Energia
da dança
Dançar e cantar eram maneiras de os negros
saudarem seus orixás e formarem elos de energia. "A dança e a batida da música
tiram as coisas negativas e acrescentam as positivas, equilibrando a corrente e
deixando-a com elos fortes que não arrebentam", detalha Shirley.
Depois de tanto dançar, os praticantes se
libertam e entram em alfa, quando o processo vibratório dos movimentos e da música
provoca a abertura do corpo e permite a incorporação de entidades.
Séculos se passaram e hoje o ritual chegou a
ser utilizado como fonte oficial para atrair turistas. "Quando morava em
Salvador, eu conhecia candomblés que produziam as cerimônias só para os
turistas, com dança, batuque, roupa e tudo muito bonito, como se fosse um
teatro. Os médiuns se preparavam para receber os ônibus de turismo agendados
com antecedência. Eles dançavam o pé-de-dança igual ao dos orixás e até
chegavam a fingir que incorporavam".
Ao
lado de Oxalá, rainha ajuda a reger o ano de 99
Iemanjá, por ser um orixá antigo, ajudará
a reger o ano de 1999, junto com Oxalá, o orixá maior, que é branco e da paz.
A junção promete muita chuva. "Há até riscos de enchentes. Oxalá é da
terra, mas também é da água, e Iemanjá é a rainha dos mares, tem muita força.
Como os oceanos ocupam mais espaço do que a terra, haverá muita chuva",
analisa a mãe-de-santo Shirley Nunes, do Conselho Estadual Cristão Espírita
de Umbanda e Cultos Afros de Santa Catarina (Ceucasc). A confirmação do orixá
que comandará o ano é feita pelos búzios, de acordo com o dia de semana que
começa o período - sexta-feira, no caso de 1º de janeiro de 1999. (VL)
Fonte:
Jornal AN CAPITAL – Terça-feira, 2 de fevereiro de
1999
<http:// na.uol.com.br/ancapital/1999/fev/02/1ger.htm.>
Pesquisa: Apolônio A
da Silva
Coord. Adm. Uniafro