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UNIÃO DE CULTURA NEGRA EM SANTA CATARINA |
INFORMATIVO UNIAFRO N.º 20 - Março de 2007
CONTATO : apolosilva@msn.com / uniafro@ig.com.br - Fones: 9114-5905 / 3025-4292

Olá irmãos em fé, a Uniafro retorna com o seu Informativo, depois de longa parada, para continuar a levar aos interessados em cultura afro-brasileira, em toda a abrangência deste termo, informações que achamos relevantes às pessoas interessadas no tema. Certamente alguns dos senhores e senhoras já se questionaram a respeito daquilo que entendemos por religião e sua finalidade. Talvez obtiveram resposta; talvez não a obtiveram. Pensando nisso é que o nosso primeiro assunto será abordar as diferentes correntes (rituais) que compõem a cultura afro-religiosa. Tema de grande importância, após a pesquisa, selecionamos as melhores abordagem sobre o assunto e a disponibilizamos em nosso informativo. Esperamos assim, continuar a colaborar com o engrandecimento da cultura afro-religiosa. Axé e Luta!!!
Coordenador-Geral Uniafro

RELIGIÃO, O QUE É ISSO?! PARA QUE SERVE?!
A palavra portuguesa religião deriva da palavra latina religio, mas desconhece-se ao certo que relações estabelece religio com outros vocábulos. Aparentemente no mundo latino anterior ao nascimento do cristianismo, religio referia-se a um estilo de comportamento marcado pela rigidez e pela precisão. A palavra "religião" foi usada durante séculos no contexto cultural da Europa, marcado pela presença do cristianismo que se apropriou do termo latino religio. Em outras civilizações não existe uma palavra equivalente. O hinduísmo antigo utilizava a palavra rita que apontava para a ordem cósmica do mundo, com a qual todos os seres deveriam estar harmonizados e que também se referia à correcta execução dos ritos pelos brâmanes. Mais tarde, o termo foi substuído por dharma, termo que actualmente é também usado pelo budismo e que exprime a ideia de uma lei divina e eterna.
Historicamente foram propostas várias etimologias para a origem de religio. Cícero, na sua obra De natura deorum, (45 a.C.) afirma que o termo se refere a relegere, reler, sendo característico das pessoas religiosas prestarem muita atenção a tudo o que se relacionava com os deuses, relendo as escrituras. Esta proposta etimológica sublinha o carácter repetitivo do fenômeno religioso, bem como o aspecto intelectual. Mais tarde, Lactâncio (século III e IV d.C.) rejeita a interpretação de Cícero e afirma que o termo vem de religare, religar, argumentando que a religião é um laço de piedade que serve para religar os seres humanos a Deus. No livro "A Cidade de Deus" Agostinho de Hipona (século IV d.C.) afirma que religio deriva de religere, "reeleger". Através da religião a humanidade reelegia de novo a Deus, do qual se tinha separado. Mais tarde, na obra De vera religione Agostinho retoma a interpretação de Lactâncio, que via em religio uma relação com "religar". Macróbio (século V d.C.) considera que religio deriva de relinquere, algo que nos foi deixado pelos antepassados. Independente da origem, o termo é adotado para designar qualquer conjunto de crenças e valores que compõem a fé de determinada pessoa ou conjunto de pessoas. Cada religião inspira certas normas e motiva certas práticas.

BATUQUE
Batuque é uma Religião Afro-brasileira de culto aos Orixás encontrada principalmente no estado do Rio Grande do Sul, Brasil, de onde se estendeu para os países vizinhos tais como Uruguai e Argentina. Batuque é fruto de religiões dos povos da Costa da Guiné e da Nigéria, com as nações Jêje, Ijexá, Oyó, Cabinda e Nagô.
Os rituais do Batuque seguem fundamentos, principalmente das raízes da nação Ijexá, proveniente da Nigéria, e dá lastro as outras nações como o Jêje do Daomé, hoje Benim, Cabinda (enclave Angolano) e Oyó, também, da região da Nigéria. O Batuque surgiu como diversas religiões afro-brasileiras praticadas no Brasil, tem as suas raízes na África, tendo sido criado e adaptado pelos negros no tempo da escravidão. Um dos principais fundadores do Batuque foi o Príncipe Custódio de Xapanã. O nome batuque era dado pelos brancos, sendo que os negros o chamavam de Pará. É da Junção de todas estas nações que se originou esta cultura conhecida como Batuque, e os nomes mais expressivos da antiguidade, que de uma maneira ou de outra contribuíram para a continuidade dos rituais foram:
· Ijexá — Cudjobá de Xangô, Celetrina da Oxum Docô, Jovita de Xangô, Paulino de Oxalá Efan, Maria Antonia de Assis (Mãe Antonia de Bará), Manoel Matias (Pai Manoelzinho de Xapanã),Miguela do Bará, Pai Idalino de Ogum,entre outros.
· Oyó — Mãe Andrezza Ferreira da Silva, Pai Antoninho da Oxum, Mãe Moça de Oxum e Tim de Ogum, Mãe Emília de Oyá, Mãe Araci de Odé, entre outros.
· Jêje — Mãe Chininha de Xangô, Príncipe Custódio de Xapanã, João Correa de Lima (Joãozinho de Bará) responsável pela expansão do Batuque no Uruguai e Argentina, Pai Nelson de Xangô e Pai Vinícius de Oxalá Domaia.
· Cabinda — Waldemar Antônio dos Santos de Xangô Kamuká; Maria Madalena Aurélio da Silva de Oxum, Palmira Torres de Oxum, Pai Henrique de Oxum, Pai Romário de Oxalá e Pai Cleon de Oxalá,entre outros.
Não obstante a importância dos Ancestrais ao Culto dos Orixás do Batuque, tem-se atualmente nomes de destaque no meio Religioso Africano Gaúcho que conseguem manter viva a tradição e Fundamentos Religiosos de seus Antecessores, podendo citar: João Carlos de Odé, Gélson do Bará, Pedro da Oxum Docô,Pai Nilsom de Oxum, Chiquinho do Oxalá, Junior do Bará, Rose do Ogum, Mãe Maria Antônia do Oxalá, Santinha do Ogum, Borel do Xangô (Tamboreiro), Xamim de Xangô (Tamboreiro), Miro do Ossanha,Sílvio Brito (Bino) do Ogum,Dalva do Oxalá, entre outros. As entidades cultuadas são as mesmas em quase todos terreiros, os assentamentos tem rituais e rezas muito parecidos, as diferenças entre as nações é basicamente em respeito as tradições próprias de cada raiz ancestral, como no preparo de alimentos e oferendas sagradas. O Ijexá é atualmente a nação predominante, encontra-se associado aos rituais de todas nações.
Festa de Ibeji - Sociedade
Beneficente Africana São Gerônimo - Porto Alegre RS |
Mesa com as oferendas |
Cantando para os Orixás |
Filhos de santo |
![]() Roupas da cor dos Orixás e fios de contas |
Há uma questão de ordem etmológica no Termo Pará, onde afirma-se ser este o outro nome pelo qual é conhecido o Batuque, ora sabe-se que todo frequentador de Terreiros chama na verdade o Peji ou quarto-de-santo de Pará e não o ritual sagrado dos Orixás, este sim o Batuque. Esta questão já está dimensionada desde os anos 50, nas pesquisas etnográficas de Roger Bastide sobre a Religião Africana no Rio Grande do Sul. São consideradas Religiões Afro-Brasileiras, todas as religiões que tiveram origem nas religiões africanas, que foram trazidas para o Brasil pelos escravos. Batuque Candomblé Catimbó Culto aos Egungun Culto de Ifá Jurema sagrada Quibanda Macumba Tambor-de-Mina Umbanda Xangô do Nordeste Xambá As Religiões Afro-Brasileiras são relacionadas com a Religião Yorubá e outras Religiões africanas, e diferentes das Religiões Afro-Caribenhas como a Santeria e o Vodu.
Todos os Orixás são montados com ferramentas, Okutás (pedras) etc. e permanecem dentro da mesma casa, com exceção do Bará Lodê e do Ogum Avagãn, que tem seus assentamentos numa casa separada, ficando à frente do templo onde recebem suas oferendas e sacrifícios. A casa dos Eguns também tem lugar definido, é uma construção separada da casa principal, na parte dos fundos do terreiro, onde são feitos diversos rituais. Em caso de falecimento do Babalorixá ou Iyalorixá, dono do terreiro, fica a critério da família o destino do templo, geralmente não tendo um familiar que possa suceder o morto o templo é fechado. Na maioria dos casos na morte de um sacerdote, todas as obrigações são despachadas num ritual especifico chamado de Erissum (Axexê), por este motivo é muito difícil encontrar ilês (casas) com mais de 60 anos, são muito poucos os sacerdotes que destinam seus axés à um sucessor, para dar prosseguimento à raiz. Durante a semana são feitos outros rituais de fundamentos para os Orixás, inclusive a matança de peixe, que para os batuqueiros significa fartura e prosperidade, os peixes oferecidos são da qualidade Jundiá e Pintado; estes são trazidos vivos do cais do porto ou do mercado público, onde o comércio de artigos religiosos é intenso. No sábado seguinte é feito o encerramento das obrigações, com mesa de Ibejes e toque, novamente em homenagem aos Orixás, neste dia são distribuídos mercados com iguarias e o peixe frito, significando a divisão da fartura e prosperidade com os participantes das homenagens aos Orixás. Após o encerramento, o sacerdote leva os filhos que estavam de obrigações ao rio, à igreja, ao mercado público e à casa de alguns sacerdotes, que fazem parte da família religiosa, para baterem cabeça em sinal de respeito e agradecimento; este passeio faz parte do cumprimento dos rituais. Após o passeio todos estão liberados para seguirem normalmente o cotidiano de suas vidas.
A principal característica do ritual do Batuque é o fato do iniciado não poder saber em hipótese alguma que foi possuído pelo seu Orixa, sob pena de ficar louco. Cada Babalorixá ou Iyalorixá tem autonomia na prática de seus rituais, não existem nomenclaturas de cargos como tem no Candomblé, exercem plenos poderes em seus ilês. Os filhos de santo se revezam nos cumprimentos das obrigações. No mínimo uma vez por ano são feitos homenagens com toques para os Orixás, mas as festas grandes são de quatro em quatro anos. Chamamos de festa grande a obrigação que tem ebó, ou seja quando há sacrifícios de animais de quatro patas aos Orixás, cabritos, cabras, carneiros, porcos, ovelhas, acompanhados de aves como galos, galinhas e pombos. Esta obrigação serve para homenagear o Orixá "dono da casa" e dos filhos que ainda não possuem seu próprio templo. A data é geralmente a mesma que aquele sacerdote teve assentado seu Orixá, a data de sua feitura. As festas têm um ciclo ritual longo, que antigamente duravam 32 dias de obrigações, hoje diante das dificuldades duram no máximo 16. O começo de tudo são as limpezas de corpo e da casa, para descarregar totalmente o ambiente e as pessoas, de toda e qualquer negatividade; em seguida são preparados as oferendas e sacrifícios ao Bará. A partir deste momento, os iniciados já ficam confinados ao templo, esquecendo então o cotidiano e passam a viver para os Orixás por inteiro até o final dos rituais. No dia do serão (dia da obrigação de matança), todos Orixás recebem sacrifícios de animais. Os cabritos e aves são preparados com diversos temperos e servidos a todos que participarem dos rituais, tudo é aproveitado, inclusive o couro dos animais, que sevem para fazer os tambores usados nos dias de toques.
No dia da festa o salão é enfeitado com as cores dos Orixás homenageados. A abertura se dá com a chamada (invocação aos Orixás), feita pelo sacerdote em frente ao peji (quarto de santo), usando a sineta (adjá), saudando todos Orixás. Ao som dos tambores, as pessoas formam uma roda de dança em louvor aos Orixás, a cada um com coreografias especiais de acordo com suas características. No final das cerimônias são distribuídos os mercados, (bandejas contendo todo tipo de culinária dos Orixás como: acarajé, axoxó (milho cozido e fatias de coco), farofa de aves, carnes de cabritos (cozidas ou assadas), frutas, fatias de bolos etc.), alguns consomem ali mesmo, outros levam para comer em casa. Durante a semana são feitos outros rituais de fundamentos para os Orixás, inclusive a matança de peixe, que para os batuqueiros significa fartura e prosperidade, os peixes oferecidos são da qualidade Jundiá e Pintado; estes são trazidos vivos do cais do porto ou do mercado público, onde o comércio de artigos religiosos é intenso. No sábado seguinte é feito o encerramento das obrigações, com mesa de Ibejes e toque, novamente em homenagem aos Orixás, neste dia são distribuídos mercados com iguarias e o peixe frito, significando a divisão da fartura e prosperidade com os participantes das homenagens aos Orixás. Após o encerramento, o sacerdote leva os filhos que estavam de obrigações ao rio, à igreja, ao mercado público e à casa de alguns sacerdotes, que fazem parte da família religiosa, para baterem cabeça em sinal de respeito e agradecimento; este passeio faz parte do cumprimento dos rituais. Após o passeio todos estão liberados para seguirem normalmente o cotidiano de suas vidas.
Sacerdócio: O babalorixá ou Iyalorixá tem a responsabilidade de formar novos sacerdotes, que darão continuidade aos rituais. Para isto é preciso preparar novos filhos de santo, que durante um certo período de tempo aprenderão todos os rituais para preservação dos cultos. O sacerdote chefe deve passar aos futuros Pais ou Mães de Santo, todos os segredos referente aos rituais tais como: uso das folhas (folhas sagradas), execução de trabalhos e oferendas, interpretação do jogo de búzios, e até mesmo como preparar um novo sacerdote. Geralmente o futuro sacerdote já nasce no meio religioso, onde conviverá acompanhando todos os diversos rituais que darão suporte a seus afazeres dentro do culto, e terá pleno conhecimento de todos os tipos de situações que enfrentará em seu futuro templo. O tempo de aprendizado é longo, não se forma um verdadeiro sacerdote de Orixás com menos de sete anos de feitura, e os ensinamentos são passados de acordo com a evolução da capacidade de aprendizado que o noviço tem, já que os ensinamentos são feitos oralmente, não há livros para ensinar os rituais, a melhor maneira de aprender tudo é conviver desde cedo dentro dos terreiros. A partir do momento que um noviço se torna um sacerdote de Orixá, terá as mesmas responsabilidades daquele que lhe passou os ensinamentos.
Origem: wikipedia.org.wiki.Batuque - a enciclopédia livre - em 02/04/2007

ASSOCIAÇÃO DOS TERREIROS DE UMBANDA DO RITUAL DE ALMAS E ANGOLA – ATUAA
No dia 26/03/2007, foi criada a Associação dos Terreiros de Umbanda do Ritual de Almas e Angola – ATUAA, por iniciativa de Kátia Regina, do Terreiro de Umbanda Reino de Iemanjá – TURI, que juntamente com outros amigos criaram essa Associação que tem por finalidade os objetivos: Agregar os associados em prol da socialização do ritual de Almas e Angola e dos interesses comuns.
a) Resgatar e promover a memória, a história, a preservação, a integração, a defesa e a valorização dos médiuns e do ritual de Almas e Angola junto a cultura afro-brasileira.
b) Estruturar uma sede para benefício dos associados.
c) Estruturar uma área com cachoeira em benefício dos associados.
d) Criar e desenvolver projetos em prol do ritual de Almas e Angola.
e) Promover eventos buscando a elevação do ritual de Almas e Angola.
f) Promover orientações buscando a qualidade de vida do ser humano.
g) Fundar um CEPA: Centro de Estudo e Pesquisa para os Associados.
h) Organizar Bloco de Carnaval.
1º ano:
DIRETORIA EXECUTIVA TRANSITÓRIA
2º ano:
DIRETORIA EXECUTIVA E CONSELHOS
Como todas as outras entidades criadas anteriormente tendo por intenção prezar pelo respeito e desenvolvimento da religião afro-brasileira, a ATUAA trabalhará especificamente para a organização e fortalecimento dos Terreiros de Almas e Angola. Os Terreiros que cultuam esse ritual são maioria na cidade de Florianópolis, SC. Calculamos que de todos os Terreiros de Umbanda existentes em na Ilha da Magia (Ilha de Santa Catarina), mais de 50%, asseguradamente, cultuam o Ritual de Almas e Angola, ficando os outros 50% divididos entre Terreiros de Nação ou Candomblé e os de Umbanda que usam outras denominações. A Uniafro deseja todo Axé a essa Associação que surge para somar forças à defesa da cultura afro-religiosa em nossa cidade e Estado. Seja bem-vinda.
Axé e Luta!!! Uniafro
Apolônio A da Silva – Coord.-Geral

Orixás
Na Mitologia Yoruba, Olorun é o Deus supremo do povo Yoruba, que criou as divindades chamadas Òrìsá, Orisha ou Orixá para representar todos os seus domínios aqui na terra, mas não são considerados deuses.
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Exu, Orixá guardião dos templos, casas, cidades e das pessoas, mensageiro divino dos oráculos. |
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Ogum, Orixá do ferro, guerra, e tecnologia. |
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Oxóssi, Orixá da caça e da fartura. |
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Logunedé, Orixá jovem da caça e da pesca |
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Xangô, Orixá do fogo e trovão, protetor da justiça. |
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Xapanã (Obaluaiyê/Omolu), Orixá das doenças epidérmicas e pragas. |
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Oxumarê, Orixá da chuva e do arco-íris. |
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Ossaim, Orixá das ervas medicinais e seus segredos curativos. |
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Oyá ou Iansã, Orixá feminino dos ventos, relâmpagos, tempestade, e do Rio Niger |
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Oxum, Orixá feminino dos rios, do ouro e amor. |
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Iemanjá ou Yemanjá, Orixá feminino dos lagos, mares e fertilidade, mãe de todos os Orixás de origem yorubana. |
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Nanã, Orixá feminino dos pântanos e da morte, mãe de Obaluaiyê, Iroko, Oxumarê e Ewá, orixás de origem daomeana. |
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Ewá, Orixá feminino do Rio Ewá, senhora da vidência, a virgem caçadora. |
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Obá, Orixá feminino do Rio Oba, uma das esposas de Xangô juntamente com Oxum e Iansã. |
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Axabó, Orixá feminino da família de Xangô |
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Ibeji, Orixás gêmeos |
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Iroko, Orixá da árvore sagrada, (gameleira branca no Brasil). |
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Egungun, Ancestral cultuado após a morte em Casas separadas dos Orixás. |
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Iyami-Ajé, é a sacralização da figura materna. |
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Onilé, Orixá relacionado ao culto da terra. |
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OrixaNlá (Oxalá) ou Obatalá, o mais respeitado, o pai de quase todos orixás, criador do mundo e dos corpos humanos |
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Ifá ou Orunmila-Ifa, Ifá é o porta-voz de Orunmila, Orixá da Adivinhação e do destino. |
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Odudua, Orixá também tido como criador do mundo, pai de Oranian e dos yoruba. |
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Oranian, Orixá filho mais novo de Odudua. |
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Baiani, Orixá também chamado Dadá Ajaká. |
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Olokun, Orixá divindade do mar. |
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Olossa, Orixá divindade das lagoas. |
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Oxalufon, Orixá velho e sábio. |
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Oxaguian, Orixá jovem e guerreiro. |
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Orixá Oko, Orixá da agricultura. |

PÁSCOA - ORIGEM, TRADIÇÕES E BREVE HISTÓRIA DO CHOCOLATE
Por Thereza Pires
A maioria das tradições do feriado religioso da Páscoa está contida nos rituais pagãos, o que gerou grande variedade de lendas, ícones, símbolos e costumes, que passaram a fazer parte da celebração. Séculos antes do nascimento de Cristo as tribos pagãs da Europa adoravam a bela deusa da primavera - EE-ah-tra, depois Eostre. Festivais para celebrar o nascimento da primavera eram organizados em honra da entidade no final de março, tempo do equinócio de inverno no hemisfério norte. Filólogos acreditam que a palavra Eostre evoluiu em inglês para Easter e em alemão para Ostern, que significam Páscoa. Outros associam a palavra Easter com o nascer do sol no Este. A Páscoa já era celebrada pelos judeus antes mesmo do nascimento de Jesus, com outro sentido: o de liberdade, após anos de escravidão no Egito. Para nossa civilização cristã, "Páscoa" tem origem hebraica (Pessach) e significa passagem pois celebra o renascimento de Jesus Cristo e sua ascensão ao céu, dois dias depois da morte na cruz (sexta-feira santa).
DATAS CONTRADITÓRIAS
Os
cristãos e judeus celebravam a Páscoa/Pessach no mesmo dia. Os cristãos, sempre
muito ligados a tradições, desejavam unificar a suas celebrações de Páscoa e
fizeram articulações nesse sentido. As Igrejas (ortodoxa e romana) aceitaram
mudar o dia do Pessach, mas a data permaneceu em aberto. O Imperador Constantino
I, que havia aderido ao cristianismo pediu que o Papa Gregório XIII aproveitasse
o encontro líderes religiosos ecumênicos no Concílio de Nicea, na Ásia Menor
(atual Turquia) em 20 de maio de 325, para fixar uma data oficial: o primeiro
domingo após a primeira lua cheia a partir do primeiro dia de primavera. Como o
Concílio não conseguia chegar a um acordo, Constantino enviou cartas aos líderes
que não haviam comparecido. As cartas pedindo uma celebração uniforme ignoravam
o calendário judaico (e seu Pessach) sob a alegação de que os judeus rejeitavam
Cristo. Por falta de consenso, as celebrações prosseguiram em datas diferentes:
as Igrejas do leste europeu (ortodoxas) passaram a seguir o calendário Juliano.
As do oeste (romanas) adotaram as determinações do Papa Gregório.

OVOS DE PÁSCOA: O ovo é considerado a mais perfeita embalagem natural. Em diversas culturas também simboliza o começo do universo. Os sacerdotes druidas escolheram o ovo como símbolo de sua seita. Outra corrente assegura que o ovo é símbolo pascal inspirado no costume chinês de colorir ovos de pata, para celebrar a vida que deles se origina. Ovos eram cozidos e comidos durante os festivais do antigo Egito, Pérsia, Grécia e Roma. Coloridos, eram presenteados para celebrar a chegada da florida primavera, depois do inverno branco no Hemisfério Norte. Estas culturas tinham o ovo como emblema do universo, a palavra da suprema divindade, o princípio da vida. Vários costumes associados à Páscoa não existiam até o século XV. Acredita-se que os missionários e os cruzados trouxeram para a Europa Ocidental o costume de presentear com ovos. Na época medieval, eram pintados de vermelho para representar o sangue de Cristo. Os cristãos adotaram esta tradição e o ovo passou a ser o símbolo da tumba da qual Jesus ressuscitou. Ovos de chocolate começaram a aparecer no século XVII. Ovos de plástico recheados de ovos de chocolate ou bombons surgiram na década de 60.

COELHO DA PÁSCOA: O coelho simbolizando a Páscoa também tem origem anglo-saxônica e pré-cristã - simboliza a fecundidade.Lebres e coelhos eram associados à abundância da nova vida, após um inverno de privações. Na verdade era uma lebre – que já nasce com os olhos abertos - e não um coelho que simbolizava a Páscoa. Desde a antiguidade a lebre, cuja gestação dura apenas um mês, era a representação da Lua, que neste mesmo espaço de tempo passa da escuridão da Lua Nova ao brilho da lua Cheia. A última Lua cheia após o equinócio de inverno determinava a data da Páscoa. Também de acordo com as lendas, o coelho de Páscoa era um belo pássaro que pertencia à deusa Eostre e, um dia, transformou-se. Como no âmago - continuava pássaro, o coelho continuava a construir seu ninho e o enchia de ovos. As crianças suíças acreditam que um cuco traz os ovos, as tchecas esperam que uma cotovia lhes traga presentes e as alemãs possuem outras duas opções, além do coelho : galos ou cegonhas. No Brasil, tradição do coelho e dos ovos de Páscoa data do início do século XX. Foi trazida, em 1913, por imigrantes alemães.
AS
PARADAS DE PÁSCOA:
Nos primeiros tempos do
cristianismo, aqueles que eram batizados durante a quaresma, usavam roupas
brancas durante a semana da Páscoa como um símbolo da nova vida em Cristo. Os já
batizados usavam roupas novas neste mesmo período indicando a vivência de um
novo tempo. Roupas novas e Páscoa eram símbolos da graça divina. Durante a Idade
Média na Europa, as pessoas formavam multidões no Domingo de Páscoa, usando suas
roupas novas, daí começando a tradição das Paradas. Os norte-americanos
acreditam que quem usa roupa nova no Domingo de Páscoa, terá boa sorte durante o
resto do ano.
CORDEIRO
DA PÁSCOA: Prato
tradicional do jantar de Páscoa, veio da tradição do Pessach judaico. Borboletas
também são usadas para significar renascimento, seu ciclo evolutivo a partir da
crisálida é único no mundo animal. O estágio de casulo representa a crucificação
e enterro de Jesus. O produto final, o lindo inseto voador, é associado à
ressurreição.

BREVE HISTÓRIA DO CHOCOLATE: O cultivo do cacau começou nas civilizações que habitavam os atuais territórios do México e da Guatemala.Os astecas e maias, habitantes daquelas regiões, acreditavam que o Deus Quetzalcoatl - personificação da sabedoria e do conhecimento - trouxera dos céus as sementes sagradas, um verdadeiro alimento dos deuses.Em 1519, o explorador espanhol Fernão Cortez, impressionado com a mística que envolvia chocolate e a fama de seu poder afrodisíaco, estabeleceu no México uma plantação de cacau para o Rei Carlos V. Começou a trocar sementes de cacau por ouro, bem que não tinha o menor valor para o povo asteca. O governo espanhol monopolizou o comércio de chocolate, estabelecendo impostos muito altos, o que fez com que se transformasse em bebida das classes privilegiadas A França começou a cultivar cacau na Martinica. O plantio chegou à Jamaica, Trinidad e São Domingos e, posteriormente, às Filipinas e outras regiões da Ásia. A princesa espanhola Maria Teresa, mulher de Luís XIV, introduziu o hábito de tomar chocolate na corte francesa, o que logo se tornou moda. A comercialização do pó começa após o invento da prensa pelo químico holandês Coenraad van Houten, juntamente com a manteiga de cacau. Em 1819, François Louis Cailler abre a primeira fábrica de chocolates suíços. Em 1826, aparece o chocolate misturado com avelãs moídas, idéia de Philipp Suchard. Em 1875, Daniel Peter e Henri Nestlé inventam o chocolate ao leite. O produto final foi cada vez se aperfeiçoando: mais macio, saboroso e cheio de ingredientes. Uma análise detalhada do chocolate revela que raramente é encontrada tanta energia e nutrientes naturais em um só produto.A fabricação de chocolate, que começou em pequenas oficinas com equipamentos singelos, hoje tornou-se um rentável negócio de corporações multinacionais.