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UNIÃO DE CULTURA NEGRA EM SANTA CATARINA

 

AGOSTO/SETEMBRO - Nº.21/2007

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MUDANÇAS NA ORTOGRAFIA DA LÍNGUA PORTUGUESA

A partir de janeiro de 2008, Brasil, Portugal e os países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, Angola, Brasil, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde e Timor Leste - terão a ortografia unificada. O português é a terceira língua ocidental mais falada, após o inglês e o espanhol. A ocorrência de ter duas ortografias atrapalha a divulgação do idioma e a sua prática em eventos internacionais. Sua unificação, no entanto, facilitará a definição de critérios para exames e certificados para estrangeiros.

Com as modificações propostas no acordo, calcula-se que 1,6% do vocabulário de Portugal seja modificado. No Brasil, a mudança será bem menor: 0,45% das palavras terão a escrita alterada. Mas apesar das mudanças ortográficas, serão conservadas as pronúncias típicas de cada país.

Resumo da ópera - o que muda na ortografia em 2008

- As paroxítonas terminadas em "o" duplo, por exemplo, não terão mais acento circunflexo. Ao invés de "abençôo", "enjôo" ou "vôo", os brasileiros terão que escrever "abençoo", "enjoo" e "voo";

- mudam-se as normas para o uso do hífen;- Não se usará mais o  acento circunflexo nas terceiras pessoas do plural do presente do indicativo ou do subjuntivo dos verbos "crer", "dar", "ler", "ver" e seus decorrentes, ficando correta a grafia "creem", "deem", "leem" e "veem";

- Criação de alguns casos de dupla grafia para fazer diferenciação, como o uso do acento agudo na primeira pessoa do plural do pretérito perfeito dos verbos da primeira conjugação, tais como "louvámos" em oposição a "louvamos" e "amámos" em oposição a "amamos";

- O trema desaparece completamente. Estará correto escrever "linguiça", "sequência", "frequência" e "quinquênio" ao invés de lingüiça, seqüência, freqüência e qüinqüênio;

- O alfabeto deixa de ter 23 letras para ter 26, com a incorporação de "k", "w" e "y";

- O acento deixará de ser usado para diferenciar "pára" (verbo) de "para" (preposição);

- Haverá eliminação do acento agudo nos ditongos abertos "ei" e "oi" de palavras paroxítonas, como "assembléia", "idéia", "heróica" e "jibóia". O certo será assembleia, ideia, heroica e jiboia;

- Em Portugal, desaparecem da língua escrita o "c" e o "p" nas palavras onde ele não é pronunciado, como em "acção", "acto", "adopção" e "baptismo". O certo será ação, ato, adoção e batismo;

- Também em Portugal elimina-se o "h" inicial de algumas palavras, como em "húmido", que passará a ser grafado como no Brasil: "úmido";

- Portugal mantém o acento agudo no e e no o tônicos que antecedem m ou n, enquanto o Brasil continua a usar circunflexo nessas palavras: académico/acadêmico, génio/gênio, bónus/bônus fenómeno/fenômeno;

Fonte: Banco de Dados da Língua Portuguesa - FFCLH USP (2007), Revista Isto É, Folha de São Paulo, Agência Lusa

Obra de arte:

Copos de Leite para Oxum Artista: Ivete G. da Silva 

Vendas:  (48) 3346-3546


Candomblé

 

 Culto dos orixás, de origem totêmica e familiar, é uma das religiões afro-brasileiras praticadas principalmente no Brasil, mas também em países como Uruguai, Argentina, e Venezuela. A religião que tem por base a "anima" (alma) da Natureza, sendo portanto chamada de anímica, foi desenvolvida no Brasil por sacerdotes africanos trazidos da África para o Brasil, juntamente com seus Orixás/Inquices/ Voduns, sua cultura, e seu idioma, entre 1549 e 1888. Proibido pela igreja católica, e criminalizado por alguns governos, o candomblé prosperou nos quatro séculos, e expandiu consideravelmente desde o fim da escravatura em 1888. É agora uma das principais religiões estabelecidas, com seguidores de todas as classes sociais e dezenas de milhares de templos afro-brasileiros.

Nações: Os escravos brasileiros pertenciam a diversos grupos étnicos, incluindo os Yoruba, os Ewe, os Fon, e os Bantu. Como a religião se tornou semi-independente em regiões diferentes do país, entre grupos étnicos diferentes, evoluíram diversas "divisões" ou nações, que se diferenciam entre si principalmente pelo conjunto de divindades veneradas, o atabaque (música) e a língua sagrada usada nos rituais.

A lista seguinte é uma classificação pouco rigorosa das principais nações e sub-nações, de suas regiões de origem, e de suas línguas sagradas: Nagô ou Yorubá - Ketu ou Queto (Bahia) e quase todos os estados - Língua Yoruba (Iorubá ou Nagô em Português); Efan na Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo; Ijexá no Rio Grande do Sul; Nagô Egbá ou Xangô do Nordeste no Pernambuco, Paraíba, Alagoas, Rio de Janeiro e São Paulo; Mina-nagô ou Tambor de Mina no Maranhão; Xambá em Alagoas e Pernambuco. Bantu - Angola e Congo (Bahia, Pernambuco, Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo, Goiás, Rio Grande do Sul), mistura de Bantu, Kikongo e Kimbundo línguas. Candomblé de Caboclo (entidades nativas índios). Jeje  - A palavra Jeje vem do yorubá adjeje que significa estrangeiro, forasteiro. Nunca existiu nenhuma nação Jeje na África. O que é chamado de nação Jeje é o candomblé formado pelos povos fons vindo da região de Dahomé e pelos povos mahins. Jeje era o nome dado de forma pejorativa pelos yorubás para as tribos que habitavam o leste, os mahins, e Saluvá ou Savalu que habitavam o sul. O termo Saluvá ou Savalu, na verdade, vem de "Savê" que era o lugar onde se cultuava Nanã. Nanã, uma das origens das quais seria Bariba, uma antiga dinastia originária de um filho de Oduduá, que é o fundador de Savê (tendo neste caso a ver com os povos fons). O Abomei ficava no oeste, enquanto Ashantis era a tribo do norte. Todas essas tribos eram de povos Jeje: Bahia, Rio de Janeiro e SãoPaulo – língua Ewe e língua Fon (Jeje); Jeje Mina - São Luiz do Maranhão - língua Mina; Babaçuê no Pará e Omoloko, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Crenças:

Candomblé é uma religião monoteísta, embora alguns defendem que cultuem vários deuses, o deus único para a Nação Ketu é Olorum, para a Nação Bantu é Zambi e para a Nação Jeje é Mawu, são nações independentes na prática diária e em virtude do sincretismo existente no Brasil a maioria dos participantes consideram como sendo o mesmo Deus da Igreja Católica.

Os Orixás/Inquices/Voduns recebem homenagens regulares, com oferendas, cânticos, danças e roupas especiais. Os Orixás da Mitologia Yoruba foram criados por um deus supremo, Olorun (Olorum) dos Yoruba; os Voduns da Mitologia Fon foram criados por Mawu, o deus supremo dos Fon; os Nkisis da Mitologia Bantu, foram criados por Zambi, Zambiapongo, deus supremo e criador.

O Candomblé cultua, entre todas as nações, umas cinquenta das centenas deidades ainda cultuadas na África. Mas, na maioria dos Terreiros das grandes cidades, são dezeseis Orixás, os mais cultuadas. Acontece que algumas divindades têm "qualidades", que podem ser cultuadas como um diferente Orixá/Inquice/Vodun em um ou outro Terreiro. Então, a lista de divindades das diferentes nações é grande, e muitos Orixás do Ketu podem ser "identificados" com os Voduns do Jejé e Inquices dos Bantu em suas características, mas na realidade não são os mesmos; seus cultos, rituais e toques são diferentes, mas há controvérsias.

Orixás têm individuais personalidades, habilidades e preferências rituais, e são conectados ao fenômeno natural específico. Toda pessoa é escolhida no nascimento por um ou vários Orixás, que um babalorixá identificará. Alguns Orixás são "incorporados" por pessoas iniciadas durante o ritual do candomblé, outros Orixás não. Alguns Orixás chamados Funfun (branco), que fizeram parte da criação do mundo, também não incorporam.

Sincretismo

No tempo das senzalas os negros para poderem cultuar seus Orixás, Inkices e Voduns usaram como camuflagem um altar com imagens de santos católicos e por baixo os assentamentos escondidos, segundo alguns pesquisadores este sincretismo já havia começado na África, induzida pelos próprios missionários para facilitar a conversão, este não é o caso da mesma situação no Brasil.

Depois da libertação dos escravos começaram a surgir as primeiras casas de candomblé, e é facto que o candomblé de séculos tenha incorporado muitos elementos do Cristianismo. Crucifixos e imagens eram exibidos nos barracões, Orixás eram freqüentemente identificados com Santos Católicos, algumas casas de candomblé também incorporam entidades caboclos, que eram consideradas pagans como os Orixás.

Mesmo usando imagens e crucificos inspiravam perseguições por autoridades e pela Igreja, que viam o candomblé como paganismo e bruxaria, muitos mesmo não sabendo nem o que era isso.

Nos últimos anos, tem aumentado um movimento "fundamentalista" em algumas casas de candomblé que rejeitam o sincretismo aos elementos Cristãos e procuram recriar um candomblé "mais puro" baseado exclusivamente nos elementos africanos.

Os Templos de Candomblé são chamados de casas, roças, barracão ou Terreiros. As casas podem ser de linhagem matriarcal, patriarcal ou mista:

Os Terreiros pequenos são independentes e administrados pelo babalorixá ou ialorixá, que é o dono da casa, e pelo Orixá principal respectivamente. Em caso de falecimento do dono, a sucessão na maioria das vezes é feita por parentes consanguineos, caso não tenha um sucessor interessado em continuar a casa é desativada.  Por outro lado, os grandes Terreiros têm uma hierarquia rígida,  e não é de propriedade do sacerdote.

Casas de linhagem matriarcal: Somente mulheres assumem a liderança da casa como Iyalorixá.  Por exemplo, o Ilé Axé Iyá Nassô Oká - Casa Branca-Engenho Velho - considerada a primeira casa a ser aberta em Salvador, Bahia; Ilé Iyá Omi Axé Iyámase do Gantois - Terreiro do Gantois - Salvador, Bahia; Ilé Axé Opó Afonjá - Opó Afonjá - Salvador, Bahia e Coelho da Rocha, Rio de Janeiro; Ilé Omo Oyá Legi - Mesquita, Rio de Janeiro; Zoogodô Bogum Malê Rondó - Terreiro do Bogum - Salvador, Bahia; Querebentan de Zomadônu - Casa das Minas - fundada +/- 1796 - São Luiz, Maranhão.

Casas de linhagem patriarcal: Somente homens assumem a liderança da casa como Babalorixá no Culto aos Orixá ou Babaojé no Culto aos Egungun. Por exemplo, o Ilê Agboulá - Ilha de Itaparica; Sociedade Cultural e Religiosa Ilê Axipá - Ilê Axipá - Salvador, Bahia; Casas de linhagem mista: tanto homens como mulheres podem assumir a liderança da casa; Ilé Maroialaji - Terreiro do Alaketu - Salvador, Bahia; Ilé Axé Oxumarê - Casa de Oxumare - Salvador, Bahia; Ilé Axé Odó Ogè - Terreiro Pilão de Prata - Salvador, Bahia; Obá Ogunté - Sitio de Pai Adão - Recife, Pernambuco; Kwé Ceja Houndé - Roça do Ventura - Cachoeira e São Felix, Bahia.

A progressão na hierarquia é condicionada ao aprendizado e ao desempenho dos rituais longos da iniciação. Em caso de morte de uma ialorixá, a sucessora é escolhida, geralmente entre suas filhas, na maioria das vezes por meio de um jogo divinatório Opele-Ifa ou jogo de búzios. Entretanto a sucessão pode ser disputada ou pode não encontrar um sucessor, e conduz frequentemente a rachar ou ao fechamento da casa. Há somente três ou quatro casas no Brasil que viram seu 100° aniversário. Essa disputa ocorre somente naqueles Terreiros em que o terreno não é de propriedade privada. Nos Terreiros assentados em propriedade privada, geralmente, o Terreiro fecha, se não houver um membro da família que deseje dar continuidade aos trabalhos.

Sacerdócio: Nas Religiões Afro-brasileiras o sacerdócio é dividido em:

 

NOVAMENTE À BAILA EM DEFESA DA RELIGIÃO DE MATRIZ AFRICANA

Caro irmão em fé, a Uniafro volta à baila em defesa do culto afro-religioso, mas uma vez. Culto afro-religioso sim! Não devemos nos fragmentar em culto disso, culto daquilo, culto sei lá do quê mais, quando se trata da defesa de nossos interesses comuns. Umbanda, Candomblé, Omoloko, Almas de Angola ou Almas e Angola, Xangô, Kabula, todas essas denominações tem origem na áfrica negra. São reconstruções de matrizes tribais africanas no Brasil.Trabalhar essa conscientização é importantíssima para o engrandecimento da religião afro-brasileira, sem dúvida. Trabalhar em prol do desenvolvimento da cultura afro-brasileira e da cultura afro-religiosa, também é. Mas esse trabalho tem de ser um TRABALHO SÉRIO E COM RESPONSABILIDADE. É lamentável o que vemos e lemos muitas vezes nos sites da internet. Vimos alguns vídeos no site youtube - Marmoteiros do Umbandomblé e não entendemos como alguns "babalorixás" e "iyálorixás" se prestam a realizar tal desserviço à religião afro-brasileira. Se alguém me disser que "isso não me afeta..." diga isso vendo um desses vídeos juntamente com alguém que "não leva muito a sério" a religião afro-brasileira... O espaço que temos na mídia já é tão ínfimo que não devemos desperdiçá-lo com essas "coisas" terríveis. Os evangélicos nos dão de dez a zero nisso. Aproveitam a mídia o mais amplamente possível. Sufocam-nos e nos deixam quase sem nenhuma opção em alguns horários da televisão aberta.

Com exceção de uma única emissora, aqui em Florianópolis, todas as demais têm um programa evangélico a nos entupir os ouvidos com críticas negativas à Umbanda ou Candomblé. E eles se aproveitam muito bem quando algum sacerdote da religião afro-brasileira "pisa na bola". De forma alguma devemos dar margem para que isso aconteça.   

Sei que a religião afro-brasileira é aberta, que não tem líder, que é altamente democrática. E deve ser assim mesmo. Na minha singela opinião, nem deve ter mesmo lideranças que a venham controlar. Cabe ao bom-senso e a responsabilidade de cada um, pai ou mãe de santo e filhos de santo exercer esse controle. Mas isso não deve impedir de nos juntarmos em grupos e criar regras próprias que todos, do mesmo grupo, aceitem, democraticamente, e as sigam. Talvez, estando unidos em grupos fortes, possamos coibir esses excessos da falta do "bom-senso" de nossos irmãos em fé.

A religião afro-brasileira deveria ser avaliada pelo menos uma vez ao ano. Para isso deveria serem realizados fóruns para esse fim. Seria muito positivo para a religião. Tomando como exemplo a avaliação da educação em nosso País, cujo índice de aproveitamento é proveniente da avaliação individual de cada escola ou instituição de ensino, através da avaliação individual de cada aluno e, que essa avaliação vai refletir na sociedade de forma positiva ou negativa e dirá à sociedade que tipo de educação temos (ótima, boa, regular ou ruim); a avaliação de cada Terreiro, irá dar as mesmas respostas, o que implicará em uma aproximação ou um afastamento da religião afro-brasileira da sociedade, expressa numa relação de proteção ou perseguição. A sociedade sempre dá respostas através dos meios de comunicação.

Dar visibilidade à religião afro-brasileira é importante. Mas tem de ser uma visibilidade positiva. Para que isso aconteça temos que ter bom-senso e responsabilidade. Vamos manter os pés na África, vamos olhar aquele continente através da individualidade de cada País; da peculiaridade de cada nação; da especificidade de cada tribo. Vamos evitar carnavalizar a religião afro-brasileira. Vamos evitar tornar os paramentos sagrados de nossos Orixás em fantasias e alegorias de escola de samba. Vamos botar o pé no chão! Vamos voltar à simplicidade. Está havendo muita exteriorização do Id através do Ego de filhos de santo inocentes e/ou inexperientes que as vezes se tornam vítimas de pais ou mães de santo também inexperientes ou mal-intencionados. O gerador desses desvios: o ganho fácil do dinheiro. A equação é: O valor do Orixá está para o valor gasto para feitura de seu filho, da mesma forma que o valor de um produto está para o consumidor, num shopping-center. Dependendo do valor onde se compra esse produto, ele varia para maior ou menor valor.

Isso não pode acontecer na religião de matriz africana no Brasil. É uma afronta àqueles que levam a religião afro-brasileira com seriedade. Somente Olorum/Nzâmbi pode perdoar as essas insensatez.

Por babalorixá Omobaomí25/10/2007


Alguns heróis da luta de  resistência contra a intolerância religiosa

O Jornal da Bahia, de 3 de maio de 1855, faz alusão a uma reunião na casa Ilê Iyá nassô: "Foram presos e colocados à disposição da polícia Cristóvão Francisco Tavares, africano emancipado, Maria Salomé, Joana Francisca, Leopoldina Maria da Conceição, Escolástica Maria da Conceição, crioulos livres; os escravos Rodolfo Araújo Sá Barreto, mulato; Melônio, crioulo, e as africanas Maria Tereza, Benedita, Silvana... que estavam no local chamado Engenho Velho, numa reunião que chamavam de candomblé".

A intolerância e a perseguição às religiões afro-brasileiras continua até os dias atuais, a Liberdade religiosa constante da Constituição Brasileira nem sempre é respeitada.

DIVULGAÇÃO UNIAFRO

 

 

 

 

 

 

 

 

Rafael d'Oxóssi, um jovem babalorixá, cheio de energia, lança seu primeiro CD intitulado "Ensaios de Omorodé". Herdeiro do Centro Espírita Luz Divina, é filho do babalorixá Moacir de Oxalá e da iyalorixá Norma d'Ogum. Entre as belissímas composições, estão: O Mar Eterno; Águas,; Palha Sagrada. Participam da obra: Sarda, Fernanda, Charles e Guilherme d'Oxóssi, e dos ogãs André d'Oxalá e Guilherme d'Oxóssi. Arranjo musical de Sarda de Oxalá. CONTATOS PARA COMPRA: 48-3343-1520

Samba do Erê é um trabalho fonográfico de Januário e seu grupo de pagodé, onde destacam o tema musical afro-religioso. Participam da obra vários artistas da terra como por exemplo Wagner Segura. Entre as composições estão Samba do Erê, Graças a escravidão, Oju-Oli-Otiobá e Canto à Natureza.

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Carlos Buby

Lançamento: "Terra de Deus Repentista"

A Editora e Gravadora Batoke lança seu primeiro CD: "Terra de Deus Repentista", do compositor Carlos Buby. O CD contará com distribuição nacional e internacional. Av. Portugal, 145 - Brooklin Paulista Novo CEP 04549-000 - São Paulo, SP - BRASIL

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Pai Nosso


 
Se em minha vida não ajo como filho de Deus, fechando meu coração ao amor.
Será inútil dizer: pai nosso.
Se os meus valores são representados pelos bens da terra.
Será inútil dizer: que estais no céu.
Se penso apenas em ser cristão por medo, superstição e comodismo.
Será inútil dizer: santificado seja o vosso nome.
Se acho tão sedutora a vida aqui, cheia de supérfluos e futilidades.
Será inútil dizer: venha a nós o vosso reino.
Se no fundo o que quero mesmo é que todos os meus desejos se realizem.
Será inútil dizer: seja feita a vossa vontade.
Se prefiro acumular riquezas, desprezando meus irmãos que passam fome.
Será inútil dizer: o pão nosso de cada dia nos dai hoje.
Se não importo em ferir, injustiçar, oprimir e magoar aos que atravessam o meu caminho.
Será inútil dizer: perdoai as nossas ofensas, assim como nós devemos perdoar a quem nos tem ofendido. Se escolho sempre o caminho mais fácil, que nem sempre é o caminho certo.
Será inútil dizer: e não nos deixes cair em tentação.
Se por minha vontade procuro os prazeres materiais e tudo o que é proibido me seduz.
Será inútil dizer: livrai-nos do mal.
Se sabendo que sou assim, continuo me omitindo e nada faço para me modificar.
Será inútil dizer: amém.

Mensagem de Ney de Omulú - Zelador da - T.E.C.C.C- Em: 09/08/2006 (09:43:14