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UNIÃO DE CULTURA NEGRA EM SANTA CATARINA

INFORMATIVO UNIAFRO - N.º 05 - Novembro - Edição especial - 2001

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A UNIAFRO/SC parabeniza o artista que fêz este retrato de Zumbi, cujo qual utilizamos para homenagear nosso herói afro-brasileiro. Obrigado pelo belíssimo trabalho.

VIVA ZUMBI, REI DE PALMARES

ZUMBI E TIRADENTES

Temos dois heróis no Brasil: Zumbi dos Palmares e Tiradentes. Ambos representam os mesmos valores, os mesmos desejos, o mesmo sacrifício fundamental. São heróis não porque tenham vencido batalhas - ambos foram derrotados e punidos com a morte. Ambos saem do mais profundo do povo brasileiro, até mesmo na vulgaridade soluta de seus nomes. Ambos têm uma biografia sem importância no cômputo geral da História Mais do que carne e osso são símbolos de uma nacionalidade que se está formando e por cujos valores tiveram sacrificada a vida. O que há de positivo nestes valores é que deve interessar-nos: o desejo absoluto de liberdade ao preço da própria vida - esta é a lição de Zumbi e do Tiradentes. Não são os detalhes do que ambos foram quando estavam vivos que dão sinal de sua importância. Como todos nós, devem Ter tido suas " fraquezas ": seus problemas amorosos e familiares, seus pequenos deslizes econômicos, as dívidas que deixaram de ser pagas, a palavra excessiva dita num momento de cólera - tudo é parte de sua humanidade. O que os cinge de uma luz diferente e mais clara é o que representam para um povo que se está criando ainda, e que é também o melhor pedaço do que todos somos: o nosso desejo de afirmação, a nossa esperança de que num futuro que nos espera aí adiante vamos ser todos iguais e livres. Comemorar Zumbi dos Palmares (e Tiradentes) num país em que cada dia estes ideais parecem mais distantes pode parecer ato de gratuita futilidade ou frivolidade. Creio que não. O que é preciso é dar-lhes o valor real de seu símbolo, sem distorções que procurem apenas encobrir a realidade de seu sacrifício. Que não se transformem em comendas distribuídas por um político, hipócrita e perverso - que não os usemos como nomes de fundações oficiais e de medalhas coloridas - mas continuem com a profunda representatividade que seus nomes indicam. Como fazer isto? Talvez apenas pela lembrança de que o início de consciencialização que representam é um processo em continuidade. A liberdade política com que Tiradentes sonhava, amordaçada então pelo "quinto" que os colonos pagavam à Metrópole, ainda se encontra presa aos juros da dívida externa; a igualitária República de Palmares de Zumbi ainda é apenas sonho para os que vivem nas senzalas dos morros de favelas e dos cortiços da miséria de hoje.

Esta pequena seleção de poetas afro-brasileiros foi feita no ano tricentenário de Zumbi dos Palmares.] Heitor Martins, Lino Guedes, Solano Trindade, Abelardo Rodrigues, Eduardo de Oliveira, Oliveira Silveira, Ângela Lopes Galvão, Oswaldo de Camargo, Adão Ventura e Estevão Maya-Maya. PALMARES PALMARES MEU AMOR - Pequena antologia de poetas afro-brasileiros em homenagem ao Zumbi de Palmares, no tricentenário de sua morte Artigo enviado por Sandra Ferreira - retirado de páginas da Internet


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JUNTOS, CULTUADORES DAS RELIGIÕES AFRO-BRASILEIRA EM SANTA CATARINA, SEREMOS FORTES. TEMOS QUE NOS UNIR: FILHOS DE SANTO, TERREIROS, TERREIROS, FEDERAÇÕES.... QUEREMOS DIALOGAR COM VOCÊS!!! COMUNIQUEM-SE. Contatos: Apolônio - Coord. Adm. - UNIAFRO/SC - http://www.uniafro.hpg.br/ - e-mail: uniafro@ieg.com.br - Telefones: (48) 346-2673 ou 910-20975 Contatos: Apolônio - Coord. Adm. - UNIAFRO/SC - http://www.uniafro.hpg.br/ - e-mail: uniafro@ieg.com.br - Telefones: (48) 346-2673 ou 910-20975


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UMBANDA DE OMOLOKO

                 Umbanda (Aum-Bandhã) "O Limite ou O Limitado".

             Nem tudo nas religiões é mitologia. Todos os povos africanos têm cultos idênticos, mas para a Umbanda de Omolokô, Angola, Congo e Nigéria são os fundamentos aos quais se vieram juntar certos valores cristãos e ameríndios brasileiros. Os escravos do Congo e Angola foram trazidos para o Brasil trazendo consigo a sua religião. A Umbanda e a religião dos negros se destacaram a de negros de outras etnias pela forma como tratavam os doentes através de fórmulas espirituais. Os seus rituais foram facilmente assimilados, unindo-se, assim, todos num novo culto inicialmente denominado "Congo de Ouro", ficando conhecido na Bahia como "Candomblé de Caboclo" e no Rio de Janeiro como "Umbanda", e mais tarde "Umbanda de Omoloko".         

             É uma realidade que a Umbanda é geralmente tida como uma prática de feitiçaria, sendo então chamada de Macumba. Na verdade, engloba simplesmente todos os mistérios e rituais africanos com alguma influência cristã. Há um milagre que vem das Divindades que se representam pelas respectivas Forças da Natureza. A religião do negro é uma religião onde a alegria impera num ritual mágico do ingresso ao divino onde a ligação entre a Natureza e o Sobrenatural não foi quebrada.

OMOLOKO - significa " Os Filhos da Natureza" que cultuam a Natureza Pura (Inkice) fazendo paralelamente o Culto da Almas Ancestrais.

Aos Deuses do Congo-Angola dá-se o nome de Inkice, enquanto que aos Deuses Nagô (Yorubá) dá-se o nome de Orixá. No culto Omoloko, os Deuses são a personificação da Natureza e manifestam-se através de vibrações, uma vez que são os espíritos da Natureza Elementar cuja densidade repousa no infinito. Paralelamente, cultuamos os espíritos dos antepassados, almas ancestrais das quais descendemos, heróis da nossa nação. Estes espíritos, pertencentes a falange-Pedra-de-Vibração da Natureza Pura de um Deus, incorporam no seu eleito para transmitir conselhos e a vontade do Deus.

Ebomi Oluomi - Candomblé de Ketu

Este texto é uma pequena colaboração de Ebomi Oluomi. - Fonte de referência: Prática de Umbanda de Omoloko - Terreiro de Umbanda Ogum Meje - Associação Religiosa Terreiro de Umbanda Ogum Mejê, sediada em Polema, São Domingos de Rana - Lisboa - Portugal.

Publicações so Omoloko: PORDEUS Jr., Ismael "La mise en Texte de la Mémoire de Omolocô, à Lisbonne "&" La nature dans e' espace religieux du terreiro de candomblé" in Martin, J.B; La Plantine, F. (org.) Architecture et Nature: contribution a une anthropologie du patrimoine. Lyon Presses Universitaire de Lyon, 1996.

PORDEUS Jr, I Uma Casa Luso-Afro-Brasileira com certeza: emigrações e metamorfoses da Umbanda em Portugual - São Paulo: Terceira Margem, 2000.


-UNIAFRO/SC-

UNIÃO DE CULTURA NEGRA EM SANTA CATARINA

Certa vez alguém me perguntou: " O que é essa tal de Uniafro que surgiu aqui em Floripa? Qual é a desse pessoal? Será que é mais uma dessas outras? "

Companheiro, esperamos responder aos seus questionamentos e também entendemos a sua indignação. Procure ficar a par de nosso trabalho através deste informativo ou da nossa página na Internet (http://www.uniafro.hpg.com.br/) Quem sabe, quando nos vermos novamente será para que você seja mais um a lutar junto conosco pelos mesmos objetivos e princípios que estamos lutando. Axé e Luta!!!


A UNIAFRO é uma Entidade Civil, sem fins lucrativos, apartidária, de caráter de estudo e pesquisa, social, educacional e cultural e terá entre as suas finalidades a elaboração, promoção e apoio as políticas públicas e ações afirmativas que visem, principalmente, a população negra - afro-brasileira em Santa Catarina.

Objetivará resgatar e promover a memória, a história, a preservação, a integração, a defesa e valorização da cultura afro-brasileira.

É uma entidade combativa, autônoma e atuará sem distinção de raça, gênero e credo, cujos objetivos são os seguintes:

I

Resgatar e promover a memória, a história, a preservação, a integração, a defesa e valorização da cultura Afro—Brasileira.

II

Garantir um espaço autônomo de encontro, organização, reflexão e formação para seus membros e demais pessoas interessadas na cultura afro-brasileira.

III

Organizar, fomentar e contribuir para ações sistemáticas que promovam e de visibilidade à cultura afro-brasileira.

IV

Combater o preconceito de cor, e toda forma de discriminação racial, religiosa no tocante as Religiões Afro—Brasileiras, política e social.

V

Manter intercâmbio com organizações culturais e congêneres do Estado de Santa Catarina, do Brasil e internacional, com organizações co-irmãs e ou afins.

VI

Construir um espaço cultural afro, um centro de informações e um banco de memória, da história e cultura Afro-Brasileira, em parceria com pessoas físicas ou jurídicas.

VII

Promover cursos, palestras, seminários, congressos, encontros, painéis, grupos de trabalhos, redação, elaboração e produção de textos, materiais didático-pedagógicos, audiovisuais, pesquisa, estudos e qualquer outra atividade que se faça necessária para atender suas finalidades e objetivos.

VIII

Assessorar as entidades do movimento negro ou de outras organizações sociais que desenvolvam atividades de combate ao racismo e a qualquer forma de discriminação pessoal, política, social e religiosa – em especial das Religiões Afro-Brasileiras.

                       Apolônio A da Silva

                  Coord. Administrativo - UNIAFRO/SC


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