SEJA BEM-VINDO À UNIAFRO 

UNIÃO DE CULTURA NEGRA EM SANTA CATARINA

INFORMATIVO UNIAFRO N.º 06 - Dezembro de 2001

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MUDAR PARA CRESCER

Indubitavelmente a religião afro-brasileira, em seu diversos seguimento, precisa mudar a sua forma de trabalhar no que se refere ao arrebanhamento de adeptos. Nada se tem feito de forma coletiva e eficaz neste sentido. É claro que a forma estrutural da religião afro-brasileira é diferente daquelas outras religiões que tomei por base para escrever este artigo: as religiões Católica, a Universal do Reino de Deus e a Igreja Adventista do 7º Dia, além de outras, por exemplo. Essas religiões têm feito um ótimo trabalho no que se refere ao arrebanhamento de adeptos. Para constatarmos isso basta passar na frente de um de seus templos e pegarmos seus jornais, panfletos, folders ou vermos os seus programas na televisão ou o ouvirmos no rádio. E o que faz a religião afro-brasileira em relação a isso? Eficazmente, nada!

Já é tempo de mudarmos nossa mentalidade, de deixarmos de ser separatistas, de cada um se fechar em seus Terreiros e não se importar com a religião como um todo. Estamos no século XXI e já passamos do ano 2000, tão esperado faz horas. Devemos buscar a unidade nos objetivos comuns a serem alcançados. Não é porque não somos uma religião fundamentalista que não podemos ser unos. Podemos sim! E somos mais unidos do que imaginamos. Querem ver só?!

a.) O objeto de culto da religião afro-brasileira é um só - os Orixás e Entidades de Luz (Caboclos e Pretos-Velhos);

b) Os instrumentos utilizados nos rituais são os comuns a todos: atabaques, agogôs, maracas;

c) Todos os babalorixás, ialorixás ou zeladores de Santo usam o "Adjá" como instrumento para atrair as vibrações dos Orixás e Entidades;

d) Os Orixás e Entidades são chamados no local de ritual através de cantos específicos e danças rituais sagradas;

f) Todos acreditam na existência de um só DEUS CRIADOR, ÚNICO PARA TODOS OS POVOS, a Quem chamamos de Olodumare, Olorum, Zâmbi, Tupã, etc., dependendo de cada etnia, mas prevalecendo as denominações Olorum e Zâmbi;

Poderia ficar relacionando mais semelhanças se assim o desejasse, mas acho desnecessário. Não importa a que ramificação etnica pertençamos (Umbanda, Batuque, Candomblé, Xangô, Almas e Angola, Omoloko,...). O que realmente importa é que nos unamos em torno de nossas semelhanças e demos menos importância às diferenças para podermos ser forte. É essa união que a UNIAFRO/SC busca despertar nas pessoas que cultuam a religião afro-brasileira ou dela são simpatizantes. A UNIÃO PELA SEMELHANÇA É MUITO MAIS IMPORTANTE QUE A DESUNIÃO PELAS DIFERENÇAS. A Uniafro/SC deseja e anseia por essa união tão almejada, pois somente assim todos nós conquistaremos nosso espaço e nos tornaremos tão fortes como foi Palmares enquanto este esteve unido entre Ganga Zumba e Zumbi.

Apolônio A da Silva - Coord. Administrativo da UNIAFRO



CEPA - Conselho Estadual das Populações Afrodescentes em Santa Catarina.

Olá! Você sabe o que é o CEPA e para serve esse novo Órgão criado pelo Governo do Estado de Santa Catarina e sancionado pelo senhor Governador do Estado através da Lei Nº 11.718, de 156 de maio de 2001?. Não sabe!!! Então fique atento, pois é mais um Órgão que surge forte para lutar a favor dos direitos humanos e contra a discriminação racial e intolerância social. Logo ouvirão falar muito dele. Axé e Luta a todas vocês, mulheres e negras, que compõem a sua diretoria. A Uniafro põe muita fé em vocês e está aqui para colaborar também. Axé e Luta!!!


CURTAS E GROSSAS

As notícias de Minas Gerais - ESTADO DE MINAS - MG Nacional 1/12/2001:

Remetente: Ivair Santos ivaircec@yahoo.com.br -Ação Afirmativa


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Fones: 910-20975 / 346-2673


UMBANDA, CANDOMBLÉ, BATUQUE, XANGÔ, ALMAS e ANGOLA, OMOLOKO, ETC...

Caros leitores, certamente vocês já ouviram as expressões que compõem o título deste artigo. Também não tenho dúvida quanto a compreensão abrangente que têm delas. Essas palavras, juntamente com outras que não coloquei aqui, exprimem tipos de cultos afro-brasileiros aos orixás. Respeitando as diferentes etnias em suas diferenças, não posso deixar de destacar as semelhanças como algo mais importante porque elas os une. Na busca de destacar essas semelhanças, deveríamos nos referir aos cultos afro-brasileiros, representados por suas diversas denominações, como religião afro-brasileira e não mais como religiões afro-brasileiras. Sugiro isso aos meus irmãos de santo uma vez que a expressão "religião afro-brasileira", no singular, unifica todas as etnias (nações, rituais) de origem africana ou indígena-brasileira em um único e grande grupo que cultua os mesmos deuses e segue a mesma filosofia religiosa e, por isso, poderá reivindicar seus interesses coletivos ou individuais como grande grupo. Por outro lado, o termo "religiões afro-brasileiras" no plural, nos isola em grupos distintos como se cultuasse-mos deuses diferentes e que temos filosofias religiosas também diferentes, que nos fragmentam e nos desune. Essa religião afro-brasileira usada no singular tem um nome, e esse nome, esse substantivo próprio existe e está no dicionário de Língua Portuguesa. Esse substantivo próprio é a palavra UMBANDA -s.f. Religião afro-brasileira... (Dicionário Escolar da Língua Portuguesa - 11ª ed./15ª tiragem - MEC/FAE-1995). CLARO que também sabemos que a palavra Umbanda é usada para nomear um ritual no qual misturam-se práticas católicas, espíritas, indígenas e africanas; sendo predominante a de origem africana. Se você fosse inquerido com a pergunta: Qual é a sua religião? o que você responderia se fosse praticante do ritual de Umbanda; do ritual de Candomblé, do ritual de Almas e Angola, do ritual de Omoloko, etc? Certamente seria "Sou Umbandista." O porquê dessa resposta é fácil de deduzir. O termo UMBANDA não implica em qual ritual se é feito, como nos termos "Candomblé ou Batuque ou Xangô" que se o usarmos teremos por obrigação explicitar a qual etnia pertence esse ritual: se é Angola, Gêge, Ketu, Omoloko, Ijexá, Congo, Nagô, Cambinda, Mina... Além da palavra UMBANDA, usada como termo abrangente a todos os rituais afro-brasileiros, há uma outra que entretanto nos é desagradável, MACUMBA - s.f. - cerimônia fetichista de fundo negro com influência cristã, acompanhada de danças e cantos ao som de tambor; o mesmo que candomblé, terreiro, bruxaria, feitiço, xangô - (Dicionário Escolar da Língua Portuguesa - 11ª ed./15ª tiragem - MEC/FAE-1995). Embora essa palavra popularmente seja usada inadequadamente para designar os cultos afro-brasileiros, ela é extremamente pejorativa e vazia de significado representativo para nomear a religião dos afrodescendentes. A palavra macumba pode expressar bruxaria ou, adequadamente, o instrumento de percussão de origem africana cujo qual ela lhe dá nome, mas jamais poderá nomear o conjunto de rituais afro-brasileiros. Se há uma palavra que realmente preenche todos os requisitos para nomear e dar expressão ao conjunto dos rituais afro-brasileiros em toda sua plenitude essa palavra é UMBANDA. A palavra candomblé também poderia ser escolhida mas seu significado é menos amplo por se referir especialmente às danças sagradas existentes nos cultos afro-brasileiros, ao contrário da palavra umbanda que reúne em si mesma os diferente significados que nomeia cada ritual, unificando-os. Não sei leitor se você concorda comigo, mas seria interessante conhecer sua opinião. Se assim o desejar entre em contato comigo através da Uniafro. Axé a todos os irmãos de fé!

Babalorixá Omobaomi


DEFESA DE DISSERTAÇÃO DE MESTRADO - data: 07/02/2002

Local: FAED ou DAP - Mestrando: Elzeni Fernandes Camargo-

Tema: Heranças de Africanidade: Religiosidade Negra na Grande Florianópolis


UNIAFRO COM NOVA COORDENAÇÃO GERAL

No dia 20/12/2001, em reunião de coordenadores, assumiu a Coordenadoria Geral da Uniafro a Sra: Maria Luiza Cardoso, que ocupava a Coordenadoria de Eventos. Continuam exercendo os mesmos cargos Alex Teódolo da Silva - Coordenador Religioso e Apolônio A da Silva - Coordenador Administrativo. A atual diretoria da Uniafro foi eleita para um mandato de três (3) anos, a partir do dia 20/11/2001. No presente momento estão vagos a coordenadoria de eventos e a secretaria. A Uniafro está procurando pessoas que queiram trabalhar em prol da cultura afro-brasileira e que defendam os valores afro. Há alguns requisitos a ser preenchidos pelos candidatos. Se você quiser trabalhar conosco. Entre em contato através de nossos telefones ou dos nossos e-mails. Venha! Candidate-se!


AlGUNS SERVIÇOS QUE A UNIFRO PRESTA À COMUNIDADE RELIGIOSA AFRO-BRASILEIRA

Procure-nos. Use nossos serviços. Alguns de nossos serviços são gratuitos. Cobramos preços bem acessíveis. A Uniafro não cobra mensalidade e nem os Terreiros precisam associar-se para usufruir desses e outros serviços oferecidos. A Uniafro sobrevive do produto de seu próprio trabalho. Procure-nos, e nos ajude a ajudar você e a outros irmãos e amigos da comunidade religiosa afro-brasileira. A Uniafro presta esses serviços porque este é o motivo de nossa existência. AJUDE A UNIAFRO A AJUDAR VOCÊ!...


AGRADECIMENTO

A Uniafro agradece aos lojistas de Florianópolis e São José que vendem artigos religiosos afro-brasileiros, por sua fundamental importância para o desenvolvimento da religião afro-brasileira na Grande Florianópolis e que têm colaborado conosco permitindo que o nosso Informativo fique exposto em seus balcões para distribuição gratuita.

Muitíssimo obrigado a todos vocês. Axé e Luta!!!


CELD - CENTRO ESPÍRITA LUZ DIVINA

Rua Frederico Afonso, 4277 - Ponta de Baixo - São José - SC - CEP:88-104.000

Babalorixá responsável: Moacir de Oxalá

CALENDÁRIO DE ATIVIDADES

JANEIRO / 2002

DIA 14- SESSÃO DE EXU

DIA 18- SESSÃO FESTIVA HOMENAGEM A OXOSSI

DIA 21- SESSÃO DE PRETO-VELHO

DIA 25- SESSÃO DE BEIJADA

DIA 28- SESSÃO DE PRETO-VELHO

OBS. TODAS AS SESSÕES TERÃO INÍCIO ÀS 20:00 HORAS

 

FEVEREIRO / 2002

Dia 1- Não haverá sessão

Dia 2- Obrigação a IEMANJÁ - Local: Praia do Pântano do Sul

Dia 4- Sessão de Exú

Dia 11- Não haverá sessão

Dia 18- Sessão de Preto Velho

Dia 25- Sessão de Preto Velho

Obs. Durante a Quaresma só haverá sessão as segundas-feiras

MARÇO / 2002

Dia 4- Sessão de Exú,

Dia 11- Sessão de Preto Velho

DIA 18- Sessão de Exú

Dia 25- Sessão de Preto Velho

Dia 28- Quinta-Feira Santa. Maceração de ervas