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UNIÃO DE CULTURA NEGRA EM SANTA CATARINA
INFORMATIVO UNIAFRO N.º 09 - Março de 2002
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O ESTADO DE MINAS Opinião 10/01/2002-01-30
(WILLIAM DOUGLAS)
Juiz titular da 4ª Vara Federal de Niterói, professor universitário
Não necessitam de médico os que estão sãos, mas sim os que estão enfermos - Jesus (Lucas 5:31.)
Como autor de artigo favorável à criação, nas universidade públicas, de cotas destinadas a alunos oriundos de colégios públicos, sinto-me muito à vontade para condenar com veemência a infeliz idéia de reservar 40% das vagas nas universidade para pessoas de raça negra. Negra ou de qualquer outra raça. Se é que existem raças... A idéia de distinguir pessoas pela cor da pele é profundamente equivocada., inconstitucional e, ao invés de diminuir, realimenta a discriminação a discriminação em virtude da cor ou do conceito ultrapassado de raça. A medida é equivocada por vários motivos: (1) Cotas pressupões uma inferioridade, cotas são para mais fracos. Admitir que qualquer raça ou grupamento étnico delas necessite significaria admitir a superioridade de outra(s). E cremos que todos os homens nascem iguais independentemente de sua cor ou etnia: (2) A medida lança um estigma sobre os beneficiados, que poderão passar. O resto da vida tendo a competência questionada ao confrontar-se com o chavão de que só chegaram lá porque têm cotas. Dizer isto em relação às pessoas, tudo bem, mas jamais em relação a uma pretensa raça; (3) Não há meios razoáveis de se verificar a raça de qualquer povo senão pelos tenebrosos critérios de cor da pele (enganoso) ou genético, meios de identificação de triste lembranças; (4) A medida estaria discriminando outros grupos, como índios, que em tese também mereceriam cotas. E o que dizer dos pardos, dos mestiços, de outros grupos que já foram ou são vítimas de preconceito? Também teriam cotas? Ao final, todo o país seria classificado de acordo com seu genes! (5) Utilizar a desculpa do passado para promover discriminações para o futuro é apenas reincidir em erros pretéritos, tentar corrigir uma distorção criando novas ou repetindo-as apenas em sentido contrário. Pior do que não atacar os problemas sociais é tentar combatê-los de modo equivocado, violando a Constituição (criando problemas ainda maiores e fazendo as pessoas terem que discutir se são brancas, negras, mestiças etc., quando o que se quer é que todas valham por seus méritos e caráter, sem olharmos sua pele, etnia ou código genética. Precioso também não confundir cotas para raça com o que temos na Uerj e Uenf. É preciso deixar claro que Estado do Rio de Janeiro, em iniciativa louvável e positiva, criou cotas para pessoas mais pobres alcançarem a Universidade, oferecendo uma forma de compensar as dificuldades econômicas. Independentemente da cor. Isto é bom para a democracia. As pessoas pobres são inegavelmente mais fracas na luta pelas vagas nas universidades públicas e corrigir essa distorção vai permitir uma maravilhosa revolução pela via do acesso à educação. Todos nessa condição serão beneficiado. Só restará às universidade criarem mecanismos para não baixar a qualidade do ensino, mas sim resgar esses cidadões que passarão a chegar ao topo, de onde poderão servir de estímulo aos demais, obter melhores empregos etc. É preciso tomar cuidado para que a União, ao tentar imitar a excelente medida do Estado do Rio de Janeiro, não o faça de modo equivocado. Cotas para os comprovadamente pobres, sim. Para alguém por causa de sua cor ou etnia, qualquer que seja ela, positivamente não.
A Umbanda Perde Uma Grande Yalorixá
Faleceu no dia 12/03/2002 a conhecidíssima Yalorixá "Mãe Lídia". Muitos a conheciam como Dona Lídia. Seu terreiro fica no centro de Florianópolis, à Rua Ângelo Laporta, 370/F, e continua funcionando até hoje sob a direção de "Pai Leco - Tata de Inkice Arolegi", seu filho carnal, cultuando a nação de Angola. Pai Leco, é um dos fundadores da Uniafro/SC e atualmente está a frente da Coordenação de Assuntos Religiosos Afro-Brasileiros da Uniafro. Dona Lídia faleceu aos 94 anos e no mês de maio completaria 95. Uma das Mães de Santo mais antigas de Florianópolis, Dona Lídia deixa saudades aos seus familiares, amigos e filhos de santo. Muitas vezes, quando eu era ainda adolescente, tive o prazer de assistir muitas giras em seu Terreiro. Boas giras de Caboclo e Preto-Velho, onde tomávamos passes e saíamos aliviados. A Umbanda lamenta essa perda. Mas sabemos que ela está no Orum junto das outras grandes Mães de Santo que também já partiram deste mundo, e lá estão junto de seus Orixás. Mãe Lídia foi sepultada no Cemitério de São Francisco de Assis, no bairro do Itacorubi, em Florianópolis, às 11:00 horas da manhã, do dia 13/03/02.
Nossos votos de sentimentos à família enlutada.
Diretoria da Uniafro/SC
Céu deve estar precisando de Anjos
Faleceu no dia 13/03/2002, decorrente de uma tragédia causada pela eletricidade, o netinho de nosso querido Babalorixá Ivan e de nossa querida Yialorixá Solange, gênro e filha de Dona Dinhah, conhecidíssima Yialorixá que tem seu Terreiro à Rua Cruz e Sousa, no Morro do Céu, no centro de Florianópolis. O netinho de nossos queridos Babalorixá e Yialorixá, que contava com oito meses de nascido, foi sepultado no Cemitério de São Francisco de Assis, no bairro do Itacorubi, em Florianópolis, às 14:00 horas, do dia 14/03/02.
Nossos votos de sentimentos e tristeza à família umbandista enlutada.
Diretoria da Uniafro/SC
A CRÍTICA
Índios dizem como é a educação que desejam A educação indígena no Amazonas ganha novas perspectivas. No encerramento da 5ª Assembléia Geral do Movimento dos Estudantes Indígenas do Estado do Amazonas (Meiam), jovens índios escolheram o modelo de educação que estão dispostos a lutar para garantir uma formação diferenciada, respeitando suas culturas. Foram três dias de discussão com os 70 estudantes, representantes de organizações indígenas, governamentais, instituições de ensino e pesquisa e professores. Durante o encerramento também foi escolhida a nova diretoria do Meiam, que agora tem como coordenador geral o ticuna Wilson Lima. Com a aprovação do documento, ele disse que quer priorizar o que foi discutido na assembléia. "Queremos uma educação diferenciada que respeite as nossas particularidades. E faremos o que os mais estudantes querem no momento que é ingressar na universidade." De acordo com o manifesto, o Meiam deve realizar um levantamento junto às organizações indígenas sobre a situação da educação fundamental nas áreas e também encontrar formas de combater a discriminação e o preconceito que sofrem os estudantes indígenas nas escolas da cidade. E também articular, junto ao governo, bolsas de estudo para estudantes de ensino médio, profissionalizante e ensino superior. Os estudantes também querem o acesso diferenciado à universidade e cotas em várias áreas científicas na Universidade do Amazonas (UA) e Universidade Estadual do Amazonas (UEA), além de cursos especiais de graduação tendo como exemplo o Programa Especial de Formação Docente. Quanto ao Curso Seqüencial, na UA, os indígenas querem reformulações, com disciplinas específicas para atender as reais necessidades de seus povos, formando, assim, profissionais técnicos ou graduados. Outro ponto muito discutido foi a criação do Centro de Estudos Superiores Indígenas (Cesi) que deve estar aberto à formação de lideranças indígenas em diferentes áreas de especialização como Medicina, Antropologia, Direito e Engenharia. E não só para formação dos professores indígenas. Além do Cesi, os indígenas também querem a criação da Universidade Indígena do Estado do Amazonas, após amplas discussões com as lideranças para que seja adequada aos princípios de uma educação diferenciada. "Vamos lutar para que o nosso jovem entre na universidade", garantiu Wilson, acrescentando que o desejo dos estudantes manifestados no documento final será respeitado.
AM Cidades 22/01/2002 - Jornal do Comércio
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A VINDA DAS RELIGIÕES AFRO PARA O BRASIL
A região africana do povo Yorubá é um dos lugares mais importantes de origem de escravos trazidos ao Brasil. Conforme relata o pesquisador Volney J. Berkembak..em seu livro "A EXPERIÊNCIA DOS ORIXÁS". UM ESTUDO SOBRE A EXPERIÊNCIA RELIGIOSA NO CANDOMBLE. A África é o campo de origem e o Brasil o campo de desenvolvimento da religiões Afro-Brasileiras. Ao Brasil foram trazidas pessoas das mais diversas culturas e povos africanos. Roger Bastide, falando das diversas culturas africanas, das quais foram trazidos escravos para o Brasil, as divide em quatro grupos principais. Os grupos sudaneses (especialmente do Dahomeanos e Yorubas) grupos Islâmicos especialmente Peuls, Mandigas e Haussa, grupos Bantos de Angola e Congo e dos Bantos da Contra-Costa (Moçambique). Com os escravos e a sua cultura chegava ao Brasil também a sua religião. O trabalho de missionar as pessoas trazidas da África, perdeu-se pelo caminho. A cristianização (forçada) limitou-se a superficialidade. As doutrinas cristãs, não substituíram as tradições africanas que foram passadas com o leite materno Uma descrição de Roger Bastide apresenta de forma simples qual era a aparência comum deste catolicismo forçado.
Diante do modesto altar católico, a luz tremula das velas, os negros podiam dançar impunemente suas danças religiosas. O branco imaginava que eles dançavam à Virgem ou aos santos; na realidade não passavam de disfarces e os passos dos bailados rituais, cujo significado escapava dos senhores. Traçavam sobre o chão de terra batida os mitos dos ORIXÁS. Os tambores permitiam reviver, o momento da África.
O Candomblé e demais religiões Afro-Brasileiras tradicionais formavam-se em diferentes ritos, nomes, locais e tradições africanas diversas. O Candomblé na Bahia, Xangô em Pernambuco, Tambor de Mina, no Maranhão e Pará, Batuque no Rio Grande do Sul e Macumba no Rio de Janeiro. O início das organizações religiosas Afro-Brasileiras que conhecemos hoje pode ser datada o mais cedo pelo final do século XVIII. Entre as religiões Afro-Brasileiras que temos hoje a organização mais antiga é provavelmente a Casa de Minas (PIERRE VERGER) conseguiu demonstrar que essa Casa foi fundada em São Luiz do Maranhão em 1796. A casa mais antiga de candomblé existente ainda hoje é o Ilê Iyanasso popularmente mais conhecida como a Casa Branca, no bairro do Engenho Velho, em Salvador. Casa Branca pode ser considerada quase que a casa mãe de todas as outras casas de Candomblé que surgiram desde então no Brasil. Além da Casa Branca, duas outras casas de Candomblé tem status de casa mãe de ser origem duma tradição no Candomblé: O Ilê Iyá Omi Axé Iyamassê no Alto do Gantois (casa conhecida popularmente como Terreiro do Gantois) e o Ilê Axé Opô Afonjá.
A fundação e a organização de terreiros só foi possível, quando um número suficiente de negros havia adquirido liberdade. Depois da abolição da escravatura, os negros começaram a organizar-se em grupos, formando em torno do Rio de Janeiro grupos de ponto de vista religiosos marcados pela cultura Banto, eram africanos vindos de Angola, Moçambique e Congo. Ao conjunto de crenças Bantos pertencia a fé num ser superior criador do mundo. Em seu culto no Brasil os grupos de influência Banto, invocavam sobre tudo os espíritos dos falecidos e antepassados, alguns nomes ainda são conhecidos, como Cariapemba, Calunga, Zumbi, Canjira-mungongo etc. Em algumas pesquisas esses grupos são chamados ‘’Cabula,’’ e mais tarde de Macumba, nome sobre o qual se tornaram conhecidos em todo Brasil. Gradativamente, mas de forma segura as tradiçõesYoruba começam a influenciar aos grupos de Macumba, porém os Orixás não foram assumidos de uma só vez pela Macumba, pois não foram compreendidos da mesma maneira que no Bantos. A cidade o Rio de Janeiro, foi o ponto forte da Umbanda, a partir daí espalhou-se por todo o Brasil . A Umbanda acolhe em si uma série de grupos religiosos muito variado, desde grupos muitos perto do Candomblé até grupos próximos ao espiritismo, grupos de influência oriental. O sincretismo da umbanda recolhe sobre as tradições Afro-Brasileiras, ao lado do culto a espíritos de índios e escravos falecidos, diversas formas de culto para as almas. A data do surgimento da Umbanda é imprecisa., uma grande corrente afirma que a Umbanda é originária da antiga MACUMBA CARIOCA,essa que toca tambores e segue uma ritualística mais africana, embora mais leve.Outra corrente,afirma ter sido o CABOCLO DAS SETE ENCRUZILHADAS,incorporado pelo médium ZÉLIO DE MORAIS, na cidade de NITERÓI – RIO DE JANEIRO à 15 de novembro de 1908.Verifica-se ai uma Umbanda totalmente influenciada e moldada na doutrina Kardecista,o que seus seguidores chamam de Umbanda Branca, pois seu fundador era remanescente do Kardecismo,muita casas seguem essa corrente.Podemos afirmar que cada um deles possui seus fundamentos,suas raízes mas com um único objetivo a pratica da caridade.
Os conjugues refletem a alma um do outro, como dois espelhos colocados frente a frente.
MOMENTO DE MEDITAÇÃO
Quem não sente gratidão aos pais é como uma flor cortada, separada da planta. Existindo as raizes é que existem os ramos e as folhas. Existindo os PAIS é que existem os FILHOS. Os pais são as raizes e os filhos são os ramos e as folhas ;por isso aqueles que desejam progredir devem cuidar bem dos PAIS. O sentimento de dedicação aos pais fortalece a raiz e isso faz progredir a vida do filho!
O amor dos pais pelo filho é muito maior que o sentimento do filho pelos PAIS.
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Um casal é como dois espelhos dispostos frente a frente.
Se nos olharmos num espelho com expressão rancorosa, a imagem do espelho também nos olhará com a mesma expressão de rancor.
As pessoas com quem lidamos são como espelhos; por vezes; achamos desagradável a fisionomia de alguém, mas na verdade é a nossa expressão que esta refletida nele. O mesmo ocorre com um casal.
Os conjugues refletem a alma um do outro
Colabração: Ivete G. da Silva
Matéria colhida em Sala de Bate-Papo - Internet
TODOS SERÃO DOUTORES
José Carlos Azevedo, PHD pelo MIT, é ex-reitor da UNB
Os acontecimentos recentes na área educacional, incluindo o do estudante analfabeto aprovado em dois vestibulares de Direito, sugerem repetir o que todos sabem, exceto os que pretendem resolver todos os problemas educacionais brasileiros valendo-se apenas de leis, decretos, portaria e propaganda. Agora, devido àquele pobre e indefeso estudante, o MEC vai baixar norma exigindo prova de redação nos vestibulares, com o que ficará mais cara a inscrição nesses concursos, aumentará o número de reprovados e de integrantes, com o que ficará mais cara a inscrição nesses concursos, aumentará o número de reprovados e de integrantes do "movimento dos sem universidade" e o problema da melhor seleção de candidatos ficará igual. Peço desculpas por citar um artigo que ficou no passado (Veja, 17/9/80), em que sugeri que, no final do ano 2000, o Brasil teria apenas doutores e analfabetos. Tratava-se de exagero, mas a educação brasileira é hoje um vexame internacional e isso resulta, em boa parte, dessa prodigalidade de portarias, decretos e leis. Há cincos, por exemplo, inventaram uma nova LDB e reformaram o ensino fundamental e médio mas, tal como ocorreu com outras leis pretensamente inovadoras, o que ela propôs foram medidas boas e novas mas, infelizmente, as boas não eram novas e nem as novas eram boas.Ao sistema de aprovação por ciclos, por exemplo, que serve para esconder a repetência, cabe muita responsabilidade pela classificação internacional que o Brasil obteve recentemente, o último lugar em compreensão de textos escritos e em conhecimentos rudimentares de ciências; afinal, se tanto faz estudar ou não para ser aprovado, não faltará quem prefira a última opção. Além disso, quem analisar os livros didáticos aprovados pelo MEC, cuja qualidade melhorou muito, apesar de ainda ser sofrível, verá que os alunos brasileiros estão atrasados uns dois ou três anos em relação aos seus colegas de países avançados.
Outra medida ruim foi exigir diplomas de mestrado e de doutorado para os professores das universidade, sem estabelecer condições para serem concedidos. Dados recentes do CNPq comprovam que, até 1985, mais de 40% dos doutorados foram feitos no exterior, percentual que caiu para 20% no decênio de 90 e para apenas 10% em 1999. Isso pode revelar que faltam bolsas para pós-graduação no exterior, mas deve comprovar que muitos diplomas são obtidos na mesma instituição em que alunos e professores se graduam e trabalham, para se metamorfosearem em professores e serem promovidos na carreira, prejudicando o progresso cultural e científico do Brasil e transformando em sinecura a universidade.
Devido a tantas leis e a resultados tão ruins, a educação brasileira continua uma das piores da América Latina. Os estudantes de baixa renda familiar, por exemplo, continuaram a ser duplamente prejudicados: freqüentam escola públicas de ensino fundamental e médio cujos professores são mal remunerados e onde os recursos são insuficientes e, no nível superior, estudam em escolas particulares pagas, com os alunos ricos, dá-se o oposto: estudam em boas escolas particulares e em universidade públicas gratuitas. Para amenizar esse absurdo, que agora o governo reservar vagas para estudantes da raça de cor negra, uma medida impraticável cientificamente, inócua do ponto de vista prático, segregacionista do ponto de vista legal e ofensiva aos estudantes de cor negra. Por que não reservam vagas para os índios, mamelucos e ciganos, por exemplo? Mesmo essa festejada queda do percentual de analfabetos não tem a importância que lhe querem dar porque alfabetizado não é mais quem só saiba ler "Ivo viu a uva" e desenhar o próprio nome, mas quem sabe ler, escrever e interpretar um texto simples. Todas as pessoas de bom sendo sabem que, sem boas bibliotecas e laboratórios para o ensino fundamental e médio, e sem melhores salários e condições de trabalho par os seu professores, não há como resolver os problemas educacionais brasileiro. Por isso, se nada mudar em curto prazo, restará para o Brasil a não muito honrosa opção de ser, no século 21, o líder da gafieira terceiro-mundista, apenas um outro país sem expressão política, científica, econômica, tecnológica e militar, dependente de capital internacional. Para os bonzos da alta pedagogia cabocla, entretanto, é muito mais fácil distribuir diplomas de doutor a todos os brasileiros. E rende mais dividendos, políticos e outros.
O ESTADO DE MINAS Opinião 10/01/2002
CORRENTE MEDIÚNICA
Conforme o dicionário da Língua Portuguesa, a palavra "corrente" significa cadeia de metal, cordão, grilhão, círculo sempre no mesmo sentido. Quando falamos a palavra corrente, a imagem que nos vem à mente é a de um objeto de metal, geralmente ferro ou aço, composto por vários círculos ovais entrelaçados que chamamos de elos de corrente. A palavra "elo" significa argola de cadeia. Chamamos de cadeia ao conjunto de elos que formam uma corrente. Segundo o dicionário da Língua Portuguesa, a palavra cadeia significa ..."série de qualquer coisa", aplicada neste caso específico a uma série (conjunto) de elos que forma a corrente. Sendo assim, podemos deduzir que a palavra corrente mediúnica significa um conjunto de médiuns de um terreiro, tal qual os elos de uma corrente de metal. Para se ter uma corrente metálica precisa no mínimo de dois elos. Logo, para se ter uma corrente mediúnica precisaríasse de ter dois médiuns, no mínimo; pois um único médium seria apenas um único elo da corrente. Concluindo o raciocínio, não existe corrente mediúnica de um único médium, como também da mesma forma não existe corrente de metal construída com um único elo. Em relação a mediunidade, um médium poderá trabalhar sozinho, mas o trabalho espiritual desenvolvido dependerá apenas dele; e em mediunidade, como sabemos, as vezes a "carga negativa" é demais para um único médium absorver e se livrar dela. Há ocasiões em que é necessário se diluir essa carga negativa entre outros médiuns e nesse caso teremos, então, uma corrente mediúnica que pode ser composta por dois médiuns no mínimo ou por uma quantidade infindável deles. Geralmente o trabalho mediúnico desenvolvido individualmente ocorre na casa do próprio médium e nem sempre em uma dependência separada para essa finalidade, o atendimento espiritual aos necessitados de caridade. Já o trabalho em forma de corrente é desenvolvido em uma construção apropriada para esses trabalhos, e geralmente são chamados de Terreiro, Barracão, Tenda, Templo, Abassá, etc. As sessões espirituais são compostas por duas correntes: a corrente mediúnica e a corrente espiritual, que trabalham em harmonia buscando os mesmos objetivos. Novamente voltamos a origem de que para que exista uma corrente espiritual é necessário que haja trabalhando harmoniosamente dois médiuns ou mais porque não existe corrente de um único médium, e da mesma forma não existe corrente metálica de um único elo. Logo, para que a corrente seja forte, todos os elos têm que ser fortes também. E para que todos os elos sejam fortes todos têm que ser construídos de uma mesma boa liga metálica. Da mesma forma, para que a corrente mediúnica seja forte e tenha uma boa vibração os médiuns que dela participarem deverão manter o mesmo procedimento, por exemplo: acender o Anjo de Guarda, todos deverão tomar o banho de descarga, etc. Concluindo, em termos de corrente mediúnica não há como ser individualista. O trabalho é coletivo mesmo. Neste caso, aquele ditado que diz "Cada um por si e Deus por todos" não funciona aqui. Neste caso, o melhor ditado seria o dos Três Mosqueteiros: "Um por todos e todos por um", pois fica claro que um elo da corrente dependerá da resistência do outro elo para que a corrente seja forte o suficiente para suportar o peso da carga sem se romper. Isto vale tanto para a corrente de metal como para a corrente mediúnica.
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O SURGIMNTO DE ALMAS E ANGOLA
As religiões afro-brasileiras, tem uma capacidade de assimilar outras idéias religiosas, retrabalha-las e as integrar no próprio culto. A história da formação das religiões afro-brasileiras, aconteceu de forma diferente nas diversas regiões do Brasil, dando origem a formação de diversas sínteses religiosas, as tradições africanas foram preservadas de acordo com muitas religiões, com as quais elas se encontram.Uma dessas sínteses deu origem a religião afro- brasileira denominada ALMAS E ANGOLA. Não encontramos com precisão o início de Almas e Angola no Brasil. As primeiras noticias, que se tem datam da década de 40 na cidade do Rio de Janeiro, onde o ritual era praticado, na Tenda Espírita do Caboclo Tuiti, localizado no bairro Cordovil. E em uma de suas viagens ao Rio de Janeiro, Guilhermina Barcelos.-Mãe Ida,conheceu Luiz D’Angelo e o ritual de ALMAS E ANGOLA. Um ritual onde havia obrigações para os Orixás, onde médiuns ficavam recolhidos na camarinha e recebiam feituras fortalecendo-se espiritualmente. Assim o iniciado passava por uma limpeza espiritual, e ficava fazendo parte da corrente de médiuns da casa,mais tarde havia o batismo e seguindo a hierarquia, o tempo de santo e as condições mediúnicas; recebia sua primeira feitura a de OBORI que é o primeiro recolhimento espiritual do médium no ritual de ALMAS E ANGOLA,é a realização de sua primeira camarinha é feita para OXALÁ, O GRANDE ORIXÁ OCUPA UMA POSIÇÃO ÚNICA E INCONTESTE DO MAIS IMPORTANTE ORIXÁ E O MAIS ELEVADO DOS DEUSES YORUBÁS. Após sete anos como o médium oborizado, tempo este em que ele tem oportunidade de ter um aprendizado dentro do ritual, identificar melhor as energias com os Orixás e desenvolver melhor suas entidades para a prática da caridade. Após esse período o médium realiza sua segunda camarinha a de PAI-PEQUENO OU MÃE -PEQUENA, o nascimento do Orixá no seu Ori.É mais um grau na espiritualidade que o médium recebe, sua responsabilidade com a casa de santo aumenta. E finalmente, a sua última feitura para o santo, IALORIXÁ (MULHERES) BABALORIXÁ (HOMENS) é a consagração maior do médium com seu Orixá. Além das feituras para os orixás,há também obrigações para EXU, POMBA-GIRA E PARA AS ALMAS. Mãe Ida, sentiu a necessidade de conhecer mais a fundo este ritual e impulsionada pelas suas entidades as quais queriam seu fortalecimento espiritual e de seus filhos de santo. Realizou várias viagens ao Rio de janeiro para obter maiores conhecimentos, e finalmente em Janeiro de 1949, realiza sua primeira feitura no RITUAL DE ALMAS E ANGOLA NA TENDA ESPIRITA FÉ ESPERANÇA E CARIDADE DE LUIZ D'ANGELO filho de XANGO E IEMANJÁ, mãe Ida teve como padrinhos de camarinha o BABALORIXÁ. VIRGILINO(CIPOZEIRO) do ritual de Angola e a IALORIXÁ LÍDIA DE ALMAS E ANGOLA. Voltando a Florianópolis MÃE IDA organizou sua TENDA ESPIRITA SÃO GERONIMO para cultuar o ritual de ao qual havia sido consagrada .Em 1951, PAI D’ANGELO veio em Florianópolis.
E MÃE IDA abre as portas da TENDA ESPIRITA SÃO GERONIMO ao público, iniciando o RITUAL em Santa Catarina. O termo almas vem da Umbanda e tradição banto, culto aos espíritos falecidos e antepassados, são o nossos preto-velhos(antigos escravos) caboclos(índios brasileiros) Beijada(crianças brancas e negras que partiram na adolescência.) Exu (o mensageiro dos Orixás). ANGOLA é o culto aos Orixás porém de forma diferente compreendida na umbanda. Os Orixás são cultuados como energia pura da natureza, porém com menos fundamentos que no Candomblé. Segundo MÃE IDA LUIZ D’ANGELO tinha um irmão de santo Angolano que muito o influenciou na feitura aos Orixás. Segundo pesquisas o Rio de Janeiro foi o berço de ALMAS E ANGOLA porém hoje já não se encontra praticantes desse ritual.Tem em Santa Catarina, sua maior expansão, hoje o estado em que é mais praticado. Com o maior objetivo ALMAS E ANGOLA, coloca a prática da caridade e amor ao próximo. Ela defende a bandeira da liberdade de hoje e a paz do amanhã. Apesar das diferenças entre as diversas religiões afro-brasileiras, podemos dizer, que todas perseguem o mesmo objetivo, apenas traçam caminhos distintos. Assim sendo, não cabe julgarmos valores, não existe ‘Certo ou errado’. Cabe a cada ser buscar o caminho com que mais tenha afinidade, na busca de sua evolução espiritual.
FONE: 346.2673 – 995-760 87por Norma Palleta - http://www.celuzdivina.hpg.com.br/ - Centro Espírita Luz Divina - CELD
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